Deputado José Carlos Schiavinato morre aos 66 anos por Covid-19

Deputado José Carlos Schiavinato faleceu aos 66 anos; sua esposa Marlene também morreu de Covid-19 um mês antes, deixando dois filhos e seis netos órfãos de ambos os pais.
Esperávamos um milagre. E ele não veio.
Comunicado da família após a morte do deputado, refletindo a perda dupla de Schiavinato e sua esposa em menos de um mês.
Mark

Como é possível que a esposa tenha morrido e ele não soubesse? Estava tão grave assim?

Mimi

Ele estava sedado e em ventilação mecânica na UTI desde 10 de março. Marlene morreu dois dias depois. Não havia condições de comunicar a ele — estava inconsciente, dependendo completamente do ventilador.

Luke

Mas alguém na família tomou essa decisão de não contar? O comunicado não deixa claro se foi uma escolha deliberada ou simplesmente impossível.

Mimi

O comunicado só diz que "o marido nem chegou a saber". Não especifica se alguém tentou ou se a família decidiu poupar informações que ele não poderia processar.

Mark

Quarenta e um anos de casamento. Dois filhos, seis netos. E ela tinha câncer também?

Mimi

Sim. Tratava há três anos quando contraiu Covid. Seu corpo não resistiu à combinação das duas doenças.

Luke

Isso é importante: ela não morreu apenas de Covid. Morreu de Covid complicada por um câncer já avançado. São histórias diferentes.

Mark

E ele era o primeiro deputado federal a morrer?

Mimi

O primeiro em exercício. Havia senadores que já tinham morrido — Major Olimpio, Arolde de Oliveira, José Maranhão — mas Schiavinato foi o primeiro da Câmara.

Luke

Embora seja importante notar que Major Olimpio morreu apenas quatro semanas antes. Então não era uma raridade absoluta — era uma escalada.

Mark

Qual era o trabalho dele na Câmara?

Mimi

Agricultura, principalmente. Comissões sobre desenvolvimento rural, mobilidade urbana, e participou de uma CPI do BNDES. Tinha ligações fortes com o setor produtivo do Paraná.

Luke

Mas estava em seu primeiro mandato. Não era uma figura de décadas no Congresso — era relativamente novo na instituição.

  • Um casal inteiro foi levado pela Covid-19 em menos de 40 dias, deixando dois filhos e seis netos sem pai nem mãe.
  • Schiavinato entrou em UTI no dia seguinte à morte de Marlene — e nunca chegou a saber que havia a perdido.
  • Os boletins médicos revelavam uma deterioração implacável: pulmões gravemente comprometidos, novas infecções surgindo enquanto o corpo tentava resistir.
  • A morte de um deputado em exercício marcou uma escalada simbólica da crise sanitária, após senadores também terem sucumbido à doença nas semanas anteriores.
  • O comunicado oficial encerrou com uma frase que resumia o luto coletivo: 'Esperávamos um milagre. E ele não veio.'

Na noite de 13 de abril de 2021, o Brasil perdeu seu primeiro deputado federal em exercício para a Covid-19: José Carlos Schiavinato, 66 anos, engenheiro civil, ex-prefeito e parlamentar pelo Paraná, morreu após semanas sedado em uma UTI de Brasília. A tragédia carregava uma camada ainda mais funda — sua esposa Marlene havia partido um mês antes pela mesma doença, sem que ele, já inconsciente, pudesse saber. A pandemia, que há meses ceifava vidas anônimas, chegava agora ao coração visível das instituições, lembrando que nenhum cargo protege o ser humano da fragilidade que nos é comum.

Na noite de 13 de abril de 2021, o deputado federal José Carlos Schiavinato morreu aos 66 anos em Brasília, tornando-se o primeiro parlamentar em exercício a falecer de Covid-19 no Brasil. Mas a dor que cercava sua morte era dupla: sua esposa Marlene havia partido pela mesma doença em 12 de março, aos 64 anos — e ele, já sedado na UTI, nunca soube.

Schiavinato havia sido internado em 3 de março. Uma semana depois, foi transferido para a unidade de terapia intensiva, onde permaneceu conectado a um ventilador mecânico. Em 6 de abril, a equipe médica expressava 'grande preocupação' com seus pulmões, já severamente comprometidos. Marlene, que enfrentava um câncer havia três anos quando contraiu o vírus, morreu um dia antes de o marido ser levado à UTI. Os dois estavam casados há 41 anos e deixaram dois filhos e seis netos.

Nascido em Iguaraçu, no Paraná, em 1954, Schiavinato era engenheiro civil formado pela Universidade Estadual de Maringá. Seguiu a tradição familiar na vida pública: foi prefeito de Toledo por duas gestões consecutivas e, em 2019, elegeu-se deputado federal pelo Progressistas com mais de 75 mil votos. Na Câmara, atuava nas comissões de agricultura e infraestrutura, áreas que refletiam sua ligação com o setor produtivo paranaense.

Colegas do Congresso lamentaram a perda. A deputada Bia Kicis o descreveu como 'um colega querido por todos'; Pedro Lupion destacou sua atuação como municipalista. Schiavinato não foi o único parlamentar levado pela pandemia — senadores como Major Olimpio, Arolde de Oliveira e José Maranhão também haviam morrido nas semanas e meses anteriores. Seu corpo foi transladado para Toledo, a cidade onde construiu sua trajetória política.

Na noite de 13 de abril de 2021, o deputado federal José Carlos Schiavinato morreu aos 66 anos, vítima de complicações da Covid-19. Ele era o primeiro parlamentar em exercício a falecer pela doença no Brasil. Sua morte marcou um ponto de inflexão na pandemia que assolava o país — não apenas pelo cargo que ocupava, mas pela tragédia que a precedera: sua esposa, Marlene de Fátima da Silva Schiavinato, havia morrido de Covid-19 pouco mais de um mês antes, aos 64 anos, sem que ele chegasse a saber.

Schiavinato havia sido internado em um hospital de Brasília no dia 3 de março. Uma semana depois, seu estado se agravou o suficiente para que fosse transferido para a unidade de terapia intensiva, onde permaneceu sedado e conectado a um ventilador mecânico. Os boletins médicos divulgados durante sua internação revelavam uma luta cada vez mais desesperada: em 6 de abril, a equipe médica expressava "grande preocupação" com os pulmões do deputado, já severamente comprometidos pelo vírus. Ele precisava de procedimentos adicionais para desobstrução das vias biliares e recebia medicação para combater novas infecções que se desenvolviam enquanto seu corpo tentava resistir.

Marlene faleceu no dia 12 de março, um dia antes de seu marido ser transferido para a UTI. Ela tinha 64 anos e enfrentava uma batalha dupla: tratava um câncer havia três anos quando contraiu o coronavírus, complicações que seu organismo não conseguiu suportar. Os dois estavam casados há 41 anos e deixaram dois filhos e seis netos. O comunicado divulgado nas redes sociais do deputado após sua morte refletia a dor dessa perda dupla: "Esperávamos um milagre. E ele não veio."

Schiavinato nasceu em 12 de setembro de 1954 em Iguaraçu, no Paraná. Era engenheiro civil, formado em 1977 pela Universidade Estadual de Maringá, e seguiu os passos de seu pai, Armando Schiavinato, na vida pública. Serviu como prefeito de Toledo por duas gestões consecutivas, de 2005 a 2012, antes de se eleger deputado estadual em 2015. Quatro anos depois, em 2019, conquistou uma cadeira na Câmara dos Deputados com 75.540 votos, iniciando seu primeiro mandato como deputado federal pelo Progressistas do Paraná.

Na Câmara, Schiavinato era membro titular da Comissão de Agricultura, Pecuária, Abastecimento e Desenvolvimento Rural — uma posição que refletia sua ligação com o setor produtivo paranaense. Também integrava comissões especiais sobre política de mobilidade urbana e a PEC 391/17, que tratava de aumentos nos repasses para o Fundo de Participação dos Municípios. Havia participado, ainda, da Comissão Parlamentar de Inquérito do BNDES, que funcionou entre março e outubro de 2019.

A morte de Schiavinato gerou reações de pesar entre seus pares no Congresso. A deputada Bia Kicis, presidente da Comissão de Constituição e Justiça, descreveu-o como "um colega querido por todos". Pedro Lupion, também deputado pelo Paraná, destacou sua atuação como "municipalista e defensor do setor produtivo". Filipe Barros e Carla Zambelli, ambos da base governista, também lamentaram a perda. O comunicado oficial afirmou que o corpo seria transladado de Brasília para Toledo, sua cidade de maior atuação política.

Schiavinato não foi o único parlamentar a sucumbir à pandemia. Quatro semanas antes, o senador Major Olimpio havia morrido aos 58 anos após 16 dias de internação. Antes dele, o senador Arolde de Oliveira faleceu aos 83 anos, e o senador José Maranhão aos 87. A Covid-19 estava ceifando vidas em todas as esferas do poder, e a morte de um deputado em exercício representava uma escalada da crise sanitária que o país enfrentava.

Esperávamos um milagre. E ele não veio. Ou aconteceu de uma forma que neste momento não sabemos compreender.
— Comunicado da família de Schiavinato
Um colega querido por todos e que não resistiu ao Covid.
— Deputada Bia Kicis (PSL-DF)
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