Em Pernambuco, a disputa pelo governo do estado revela, em setembro de 2026, uma democracia em equilíbrio tenso: a governadora Raquel Lyra mantém a dianteira com 47% das intenções de voto, enquanto João Campos avança silenciosamente, reduzindo a distância sem ainda romper o empate técnico. A pesquisa Datafolha, encomendada pela Folha de S.Paulo e pela TV Globo, fotografa um eleitorado que ainda pondera, mas que, nos votos válidos, já esboça um caminho para o primeiro turno. O momento é de vantagem para a incumbente — mas a campanha permanece viva.
Datafolha: Raquel Lyra lidera disputa em Pernambuco, mas está tecnicamente empatada com João Campos
Tecnicamente empatados, mas Lyra segue na frente
Como é possível estar tecnicamente empatado se Lyra tem 47% e Campos tem 42%? Cinco pontos parecem uma diferença clara.
A margem de erro é de três pontos porcentuais. Isso significa que o verdadeiro apoio de Lyra pode estar entre 44% e 50%, e o de Campos entre 39% e 45%. Essas faixas se sobrepõem, então estatisticamente não podemos afirmar com confiança que uma está à frente da outra.
Mas a pesquisa foi feita com 1.204 pessoas em um estado inteiro. Quanto dessa diferença é real e quanto é ruído?
Boa pergunta. O índice de confiança é de 95%, o que é padrão. Mas você está certo: cinco pontos em uma amostra dessa tamanho pode desaparecer quando você faz outra pesquisa.
E se Campos continuar crescendo no ritmo que mostrou — de 40% para 42% em um mês?
Se crescer dois pontos por mês, em dois meses estaria em 46%, muito próximo de Lyra. Mas crescimento não é linear. Pode desacelerar.
A pesquisa não nos diz por que Campos ganhou dois pontos. Pode ser movimento real ou flutuação. Não sabemos.
E os votos válidos — 51% contra 46% — isso significa que Lyra vence no primeiro turno?
Se esses números se confirmarem, sim. Ela teria 50% mais um. Mas novamente, dentro da margem de erro, não é garantido.
Também vale notar que 6% ainda estão indecisos ou votarão em branco. Esses votos podem migrar para qualquer lugar.
Então o que essa pesquisa realmente nos diz?
Que Lyra segue à frente, mas que a corrida está se fechando. Campos está ganhando espaço.
E que precisamos de mais pesquisas para saber se isso é tendência ou oscilação.
Il Polso
- Raquel Lyra sustenta 47% das intenções de voto pelo segundo mês consecutivo, sinalizando uma base consolidada, mas sem crescimento.
- João Campos avançou dois pontos percentuais desde agosto, chegando a 42%, e pressiona os limites da margem de erro de três pontos — o empate técnico é real.
- Nos votos válidos, Lyra alcança 51% contra 46% de Campos, abrindo uma janela concreta para vencer ainda no primeiro turno.
- A simulação de segundo turno reforça a vantagem da governadora: 51% a 44%, sugerindo que a polarização direta não reverte o quadro.
- Os demais candidatos somam apenas 3% e não representam força capaz de alterar a dinâmica da disputa, deixando o confronto essencialmente binário.
Em Pernambuco, a disputa pelo governo do estado revela, em setembro de 2026, uma democracia em equilíbrio tenso: a governadora Raquel Lyra mantém a dianteira com 47% das intenções de voto, enquanto João Campos avança silenciosamente, reduzindo a distância sem ainda romper o empate técnico. A pesquisa Datafolha, encomendada pela Folha de S.Paulo e pela TV Globo, fotografa um eleitorado que ainda pondera, mas que, nos votos válidos, já esboça um caminho para o primeiro turno. O momento é de vantagem para a incumbente — mas a campanha permanece viva.
Uma pesquisa Datafolha divulgada em 11 de setembro de 2026 traça o primeiro retrato nítido da corrida ao governo de Pernambuco: Raquel Lyra, do PSD, lidera com 47% das intenções de voto, o mesmo patamar registrado um mês antes. João Campos, do PSB, avançou de 40% para 42% no período. Com margem de erro de três pontos porcentuais, os dois estão tecnicamente empatados. O levantamento ouviu 1.204 eleitores entre 8 e 10 de setembro, com 95% de confiança, registrado no TSE sob o número PE-04411/2026.
Os demais postulantes — Ivan Moraes, Professora Camila e Renan Hallais — marcam 1% cada, enquanto outros três candidatos não atingem patamar mensurável. Seis por cento pretendem votar em branco ou nulo, e 2% permanecem indecisos.
Quando se filtram apenas os votos válidos, Lyra chega a 51% contra 46% de Campos — diferença que, se confirmada nas urnas, lhe garantiria a vitória já no primeiro turno, sem necessidade de um segundo confronto. A simulação de segundo turno aponta para 51% a 44% em favor da governadora, indicando que mesmo em polarização direta sua posição de força se mantém. A campanha segue aberta, mas com a incumbente em terreno mais firme.
Uma pesquisa Datafolha divulgada na sexta-feira, 11 de setembro, oferece o primeiro retrato claro da disputa pelo governo de Pernambuco: a governadora Raquel Lyra, do PSD, segue na frente, mas a margem que a separa de seu principal rival, o ex-prefeito do Recife João Campos, do PSB, é tão estreita que os dois candidatos estão tecnicamente empatados.
Lyra registra 47% das intenções de voto — o mesmo patamar que havia alcançado um mês antes. Campos, porém, ganhou terreno: saiu de 40% em agosto para 42% agora. A margem de erro da pesquisa é de três pontos porcentuais, o que significa que dentro dessa faixa de variação, qualquer um dos dois poderia estar à frente. O levantamento ouviu 1.204 eleitores entre 8 e 10 de setembro, com índice de confiança de 95%, e foi registrado no Tribunal Superior Eleitoral sob o número PE-04411/2026.
Os demais candidatos permanecem à margem da disputa. Ivan Moraes, do PSOL, Professora Camila, da UP, e Renan Hallais, da Missão, cada um deles marca 1%. Os candidatos Guilherme Fonseca (PSTU), Victor Assis (PCO) e Professor Jeremias do Banco (Democrata) não aparecem com porcentual mensurável. Seis por cento dos eleitores indicam que votarão em branco ou nulo, enquanto 2% ainda não se decidiram.
Quando se considera apenas os votos válidos — excluindo brancos, nulos e ausentes — o cenário muda ligeiramente a favor de Lyra. Ela alcança 51% dos votos válidos contra 46% de Campos. Essa diferença é relevante porque, para vencer no primeiro turno, um candidato precisa de 50% mais um dos votos válidos. Se mantidos esses números, Lyra teria caminho aberto para a vitória já na primeira votação, especialmente porque nenhum outro concorrente consegue mobilizar apoio significativo.
A pesquisa também simulou um cenário de segundo turno, caso nenhum candidato alcance a maioria necessária no primeiro. Nesse caso, Lyra ampliaria sua vantagem: chegaria a 51% contra 44% de Campos. Outros 4% votariam em branco ou nulo, e 1% permaneceria indeciso. A simulação sugere que, mesmo em uma polarização direta, a governadora manteria sua posição de força.
O levantamento foi contratado pela Folha de S.Paulo e pela TV Globo. Os números refletem um momento em que Lyra consolidou seu apoio — mantendo o mesmo patamar de um mês antes — enquanto Campos segue em movimento ascendente, reduzindo a distância, mas ainda sem alcançar a zona de empate real. A campanha segue aberta, mas com a incumbente em posição de vantagem.
Citazioni salienti
Considerando apenas os votos válidos, Raquel Lyra figura com chances de vencer já no primeiro turno, principalmente pelo fato de que os demais candidatos não têm porcentuais relevantes de votação.— Datafolha