No Distrito Federal, a corrida por duas cadeiras no Senado revela um campo político ainda em formação: Michelle Bolsonaro lidera com 23%, mas a presença de 38% de indecisos lembra que nenhuma vitória está assegurada. A pesquisa Datafolha, divulgada em outubro de 2026, captura um momento de fluxo — onde alianças partidárias, trajetórias pessoais e o silêncio dos que ainda não escolheram moldarão o destino da representação brasiliense no Congresso.
Datafolha: Michelle Bolsonaro lidera disputa pelo Senado no DF
38% dos eleitores ainda estão indecisos sobre o Senado
Como é que Michelle Bolsonaro conseguiu essa liderança? Ela começou na frente ou cresceu ao longo da campanha?
A pesquisa anterior mostrava ela em 22%, então é um crescimento modesto, de um ponto. Mas o que chama atenção é que ela está consolidada — ninguém mais está perto dela.
Espera aí. Bia Kicis está em 18%, Michelle em 23%. Isso é uma diferença de cinco pontos, mas com margem de erro de três, tecnicamente elas poderiam estar bem mais próximas do que parece.
Verdade. A margem de erro complica a leitura. Mas olhando a tendência, Michelle subiu, Bia subiu também, e Leila caiu. Isso sugere movimento real.
E aquele número de 38% de indecisos? Isso muda tudo?
Muda bastante. Significa que quase dois em cinco eleitores ainda não decidiram. Qualquer um dos quatro principais candidatos pode ganhar votos desse grupo.
Mas a pesquisa estimulada — quando mostram os nomes — é o que importa mesmo. A espontânea com 38% de indecisos é quase um reflexo de que as pessoas não estão pensando muito nisso ainda.
Então a disputa está aberta de verdade?
Está. Michelle lidera, mas não é uma vantagem que garanta nada. Faltam dois meses, e há eleitores suficientes indecisos para reescrever o resultado.
Uma coisa que não fica clara: quanto desse apoio a Michelle é voto útil, quanto é apoio genuíno ao projeto dela? A pesquisa não diz.
Não diz mesmo. Mas é uma pergunta que qualquer campanha está se fazendo agora.
Il Polso
- Michelle Bolsonaro mantém a liderança com 23%, mas a margem sobre as rivais é estreita o suficiente para que qualquer movimento de campanha altere o quadro.
- Bia Kicis avança três pontos e empata com Leila do Vôlei em 18%, criando uma disputa real pela segunda vaga entre candidatas de partidos opostos.
- Leila do Vôlei e Erika Kokay recuam, sinalizando que o eleitorado progressista ainda não encontrou um porto seguro — e pode redistribuir seu apoio nas semanas seguintes.
- Com 38% de indecisos na pesquisa espontânea, o verdadeiro resultado desta eleição ainda não foi escrito por nenhum dos candidatos.
No Distrito Federal, a corrida por duas cadeiras no Senado revela um campo político ainda em formação: Michelle Bolsonaro lidera com 23%, mas a presença de 38% de indecisos lembra que nenhuma vitória está assegurada. A pesquisa Datafolha, divulgada em outubro de 2026, captura um momento de fluxo — onde alianças partidárias, trajetórias pessoais e o silêncio dos que ainda não escolheram moldarão o destino da representação brasiliense no Congresso.
Uma pesquisa Datafolha divulgada em outubro de 2026 fotografa a disputa pelas duas vagas ao Senado do Distrito Federal em um momento de equilíbrio tenso. Michelle Bolsonaro, do PL, lidera com 23% das intenções de voto — crescimento modesto, mas consistente em relação ao levantamento anterior. Logo atrás, Bia Kicis, também do PL, e Leila do Vôlei, do PDT, aparecem empatadas em 18%, enquanto Erika Kokay, do PT, soma 13%.
A comparação com a rodada anterior revela movimentos significativos: Bia Kicis saltou de 15% para 18%, Leila do Vôlei recuou de 19% para 18%, e Erika Kokay perdeu dois pontos. Os demais candidatos permanecem com votações residuais, entre 0% e 2%. O levantamento ouviu 910 pessoas entre 28 de setembro e 1º de outubro, com margem de erro de três pontos percentuais.
O dado mais revelador, porém, é o dos indecisos: 38% dos eleitores, quando consultados sem a apresentação de nomes, ainda não sabem em quem votar. Esse contingente é o verdadeiro árbitro da disputa. A liderança de Michelle Bolsonaro é real, mas a possibilidade de o PL ocupar as duas vagas — com ela e Bia Kicis — convive com a chance de Leila do Vôlei ou Erika Kokay reverterem a maré. A eleição, marcada para outubro, permanece genuinamente em aberto.
Uma pesquisa Datafolha divulgada na quinta-feira retrata o cenário atual da disputa por duas cadeiras no Senado do Distrito Federal. Michelle Bolsonaro, do PL, aparece na frente com 23% das intenções de voto — um ponto percentual acima do levantamento anterior. Atrás dela, Bia Kicis, também do PL, e Leila do Vôlei, do PDT, estão empatadas em 18%. Erika Kokay, do PT, soma 13%.
O quadro muda significativamente quando se compara com a rodada anterior da mesma pesquisa. Bia Kicis ganhou terreno, subindo de 15% para 18%. Leila do Vôlei, que estava em 19%, recuou três pontos. Erika Kokay também perdeu apoio, caindo de 15% para 13%. Michelle Bolsonaro mantém sua trajetória de crescimento gradual. Os demais candidatos — Sebastião Coelho do Novo, Professor Guilherme Amorim da UP, Ronaldo Fonseca do PSD, Tiago do Agir, Marley do Avante e outros — permanecem com votações muito baixas, entre 0% e 2%.
Quando perguntados sem que os nomes fossem apresentados, 38% dos eleitores consultados disseram estar indecisos. Esse número alto sugere que ainda há espaço considerável para movimentação na campanha. Dez por cento indicaram voto em branco ou nulo, enquanto 8% não souberam responder.
O Datafolha entrevistou 910 pessoas entre 28 de setembro e 1º de outubro. A margem de erro é de três pontos percentuais para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%. A pesquisa foi contratada pela Globo e pela Folha de S.Paulo, e seu número de registro é DF-00905/2026.
Com dois meses ainda pela frente até o pleito de outubro, a composição do Senado federal pelo Distrito Federal permanece em aberto. A liderança de Michelle Bolsonaro é real, mas não é isolada — a presença de Bia Kicis no mesmo patamar, também pelo PL, significa que o partido pode ocupar ambas as vagas. Leila do Vôlei segue competitiva, e Erika Kokay, apesar da queda, ainda tem margem para recuperação. O contingente de indecisos é o verdadeiro árbitro desta disputa.