Datafolha: Lula tem 52% e Bolsonaro 48% dos votos válidos na véspera do 2º turno

Candidatos no limite da margem de erro, com probabilidade de vitória para Lula
A pesquisa Datafolha de véspera mostrou uma disputa acirrada entre os dois candidatos no segundo turno.
Mark

Como assim a margem de erro deixa a disputa aberta? Se Lula tem 52% e Bolsonaro 48%, Lula não está ganhando?

Mimi

Tecnicamente sim, mas com ressalva. A margem de erro de dois pontos significa que o verdadeiro resultado de Lula pode estar entre 50% e 54%, e o de Bolsonaro entre 46% e 50%. Há sobreposição. Estatisticamente, Lula tem probabilidade de estar à frente, mas não é certeza.

Luke

Exato. E note que dois dias antes Lula tinha 53%. Caiu um ponto. Isso é movimento real ou ruído da pesquisa? Com margem de erro de dois pontos, não sabemos ao certo.

Mark

Então por que o Datafolha diz que há probabilidade de Lula estar à frente?

Mimi

Porque quando você faz o cálculo estatístico completo — não apenas olha os números brutos — a distribuição favorece Lula. Mas é marginal.

Luke

E importante: essa é uma pesquisa de um único instituto, em um único momento, com 8.308 pessoas. Não é verdade absoluta. É a melhor estimativa que temos, mas estimativa é.

Mark

E os votos válidos versus votos totais — por que essa diferença importa?

Mimi

Porque 4% de brancos e nulos e 2% de indecisos são votos que ainda estão em jogo. Se saírem do jogo, o percentual de cada candidato sobre o total válido muda.

Luke

Exatamente. Lula tem 49% dos votos totais, Bolsonaro 45%. Seis pontos de diferença. Mas quando você tira os brancos, nulos e indecisos, fica 52% e 48%. Quem esses votos flutuantes escolhem no domingo muda tudo.

  • A pesquisa Datafolha, colhida em 253 municípios com mais de 8 mil entrevistados, colocava Lula à frente por apenas quatro pontos percentuais — uma vantagem real, mas longe de ser confortável.
  • A margem de erro de dois pontos tornava o resultado estatisticamente incerto, mantendo viva a possibilidade de qualquer um dos dois candidatos vencer no domingo.
  • Em relação à pesquisa de dois dias antes, Lula recuou um ponto e Bolsonaro avançou um, sinalizando uma corrida que se fechava nos momentos finais da campanha.
  • Milhões de eleitores indecisos e os votos brancos e nulos — que somavam 6% do total — representavam uma variável capaz de inclinar a balança em qualquer direção.
  • O segundo turno marcado para 30 de outubro definiria a presidência do Brasil para o mandato 2023-2026, com o resultado pendendo sobre uma fração mínima do eleitorado.

Na véspera do segundo turno mais tenso da história recente do Brasil, os números do Datafolha revelavam uma nação dividida quase ao meio: Lula com 52% e Bolsonaro com 48% dos votos válidos, dentro da margem de erro. Era o retrato estatístico de um país que ainda não havia decidido seu destino — e que, em poucas horas, o faria nas urnas.

Na tarde do sábado, 29 de outubro, o Brasil acordou para os números que confirmavam o que muitos já sentiam: a eleição presidencial mais disputada em décadas chegava ao seu último dia com os dois candidatos separados por uma margem que cabia dentro do erro estatístico. O Datafolha, contratado pela TV Globo e pela Folha de S. Paulo, mostrava Lula com 52% dos votos válidos e Bolsonaro com 48% — quatro pontos de diferença, mas com margem de erro de dois pontos para mais ou para menos.

A pesquisa havia sido realizada nos dias 28 e 29 de outubro, em 253 municípios, ouvindo 8.308 pessoas, e estava registrada no Tribunal Superior Eleitoral. A metodologia adotada — votos válidos, excluindo brancos, nulos e indecisos — era a mesma que a Justiça Eleitoral usaria para proclamar o vencedor. Quando incluídos todos os votos, os percentuais caíam para 49% de Lula e 45% de Bolsonaro, com 6% distribuídos entre brancos, nulos e indecisos.

Dois dias antes, o placar havia sido de 53% a 47% para Lula — uma oscilação que revelava um eleitorado em movimento até o último instante. A vantagem do petista era estatisticamente provável, mas não garantida. Qualquer deslocamento entre os indecisos poderia reescrever o desfecho.

No domingo, 30 de outubro, as urnas dariam a palavra final — e com ela, a definição de quem governaria o Brasil entre 2023 e 2026.

A véspera da eleição presidencial mais acirrada do Brasil em décadas trouxe um cenário de extrema proximidade. Segundo a última pesquisa Datafolha divulgada no sábado, 29 de outubro, Luiz Inácio Lula da Silva aparecia com 52% dos votos válidos contra 48% de Jair Bolsonaro. Os números, contratados pela TV Globo e pela Folha de S. Paulo, foram coletados nos dias 28 e 29 de outubro em 253 municípios, com entrevistas a 8.308 pessoas. O levantamento foi registrado no Tribunal Superior Eleitoral sob o número BR-08297/2022.

A margem de erro de dois pontos percentuais para mais ou para menos, com índice de confiança de 95%, significava que os candidatos estavam no limite da incerteza estatística. Embora Lula mantivesse uma vantagem de quatro pontos nos votos válidos, a metodologia do Datafolha indicava probabilidade de o petista estar à frente, mas sem eliminar completamente a possibilidade de um resultado diferente. Dois dias antes, em pesquisa de 27 de outubro, o placar havia sido de 53% para Lula e 47% para Bolsonaro — uma oscilação que refletia a volatilidade do eleitorado nos dias finais da campanha.

Os votos válidos excluem brancos, nulos e eleitores que se declaram indecisos — o mesmo procedimento que a Justiça Eleitoral utilizaria para divulgar o resultado oficial. Quando considerados todos os votos, incluindo brancos e nulos, Lula registrava 49% e Bolsonaro 45%, com 4% de votos em branco ou nulo e 2% de pessoas que não souberam ou não responderam. Essa diferença entre votos válidos e votos totais era relevante porque refletia a proporção de eleitores que ainda não havia se decidido ou optaria por não votar em nenhum dos dois candidatos.

O cenário retratado pela pesquisa era o de uma disputa que se mantinha aberta até o último momento. A vantagem de Lula era real, mas não era confortável. Qualquer movimento significativo do eleitorado indeciso ou qualquer mudança nas intenções de voto nos dias finais poderia alterar o resultado. O segundo turno estava marcado para o domingo, 30 de outubro, e definiria quem ocuparia a presidência da República para o mandato 2023-2026.

Candidatos estão no limite da margem de erro, com probabilidade de o petista estar à frente
— Instituto Datafolha
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