A menos de uma semana das eleições presidenciais brasileiras, o Datafolha registra Lula exatamente no limiar da vitória no primeiro turno — 50% dos votos válidos —, enquanto Bolsonaro permanece 14 pontos atrás, com 36%. O momento captura uma democracia em tensão: os números são estáveis, a rejeição ao presidente é majoritária, e o país parece caminhar para uma definição histórica antes mesmo de um eventual segundo turno.
Datafolha: Lula tem 50% dos votos válidos contra 36% de Bolsonaro
Lula atinge o mínimo necessário para vencer sem segundo turno
Então Lula já tem os 50% que precisa para vencer no primeiro turno? Isso significa que a eleição está decidida?
Tecnicamente ele tem 50% dos votos válidos, que é o mínimo necessário. Mas é importante lembrar que essa é uma pesquisa, não o resultado real. Há margem de erro de dois pontos percentuais.
Exatamente. Se a margem de erro funciona nos dois sentidos, Lula poderia estar entre 48% e 52%. E Bolsonaro entre 34% e 38%. Não é tão confortável quanto parece.
Verdade. Além disso, há 2% de eleitores que ainda não sabem em quem votar, e 3% que votarão em branco ou nulo. Esses votos podem se redistribuir.
E no segundo turno? A vantagem é maior?
Sim, em uma simulação de segundo turno, Lula chegaria a 54% contra 39% de Bolsonaro. Mas o Datafolha não simulou outros cenários possíveis.
Isso é uma limitação importante. A pesquisa só testou Lula versus Bolsonaro. Se houvesse um segundo turno com outras combinações, os números poderiam ser bem diferentes.
O que mais chama atenção nesses dados?
A rejeição a Bolsonaro é muito alta — 52% dos eleitores o rejeitam. Isso é um número que não muda há semanas.
Mas a aprovação do governo ainda está em 31%, o que não é negligenciável. E Bolsonaro subiu um ponto percentual desde a pesquisa anterior. Não é uma trajetória de queda livre.
Então o quadro é de vantagem para Lula, mas com incertezas?
Exatamente. Lula está à frente, mas estamos a dias da eleição. Muita coisa ainda pode acontecer.
El Pulso
- Lula atinge precisamente os 50% necessários para vencer no primeiro turno, deixando a eleição suspensa num fio de navalha estatístico dentro da margem de erro.
- Bolsonaro sobe um ponto em relação à semana anterior, mas sua rejeição de 52% entre os eleitores limita severamente seu espaço de crescimento.
- Em um eventual segundo turno, a vantagem petista se amplia para 54% a 39%, repetindo o resultado da semana anterior e sugerindo um teto para o presidente.
- A pesquisa, realizada com 6.800 pessoas em 332 municípios, oferece uma amostra robusta que reforça a consistência do cenário favorável a Lula.
A menos de uma semana das eleições presidenciais brasileiras, o Datafolha registra Lula exatamente no limiar da vitória no primeiro turno — 50% dos votos válidos —, enquanto Bolsonaro permanece 14 pontos atrás, com 36%. O momento captura uma democracia em tensão: os números são estáveis, a rejeição ao presidente é majoritária, e o país parece caminhar para uma definição histórica antes mesmo de um eventual segundo turno.
O Datafolha divulgado em 29 de setembro apresenta Lula com 50% dos votos válidos — exatamente o mínimo para vencer no primeiro turno — e Bolsonaro com 36%. Ciro Gomes aparece com 6%, Simone Tebet com 5% e Soraya Thronicke com 1%. A metodologia de votos válidos, a mesma usada pela Justiça Eleitoral, exclui brancos, nulos e indecisos; quando todos os votos são considerados, Lula cai para 48% e Bolsonaro para 34%.
Em relação à pesquisa anterior, de 22 de setembro, Lula manteve sua posição enquanto Bolsonaro avançou um ponto. Num horizonte mais amplo, desde 15 de setembro, o petista ganhou três pontos e o presidente, apenas um. O levantamento ouviu 6.800 pessoas em 332 municípios, com margem de erro de dois pontos percentuais, e foi registrado no TSE.
O cenário de segundo turno simulado pelo Datafolha aponta 54% para Lula contra 39% para Bolsonaro — números idênticos aos da semana anterior, sinalizando estabilidade. A rejeição ao presidente chega a 52%, contra 39% de Lula, enquanto a aprovação do governo Bolsonaro é de 31%, com 44% de reprovação. Os demais candidatos seguem com 0% de intenção de voto, e os brancos e nulos recuaram de 4% para 3%.
A pesquisa Datafolha divulgada na quinta-feira 29 de setembro apresenta um cenário de vantagem consolidada para Lula no primeiro turno das eleições presidenciais. Contratada pela Globo e pela Folha de S.Paulo, a sondagem mostra o candidato petista com 50% dos votos válidos — exatamente o patamar necessário para vencer sem ir ao segundo turno — enquanto Jair Bolsonaro aparece com 36%. Os demais candidatos ficam significativamente atrás: Ciro Gomes (PDT) com 6%, Simone Tebet (MDB) com 5% e Soraya Thronicke (União Brasil) com 1%.
Para compreender esses números é importante notar que o Datafolha trabalha com votos válidos, excluindo da conta os votos em branco, os nulos e os eleitores que ainda não sabem em quem votar. Esse é o mesmo procedimento que a Justiça Eleitoral utiliza para divulgar o resultado oficial. Quando considerados todos os votos — incluindo brancos e nulos — Lula cai para 48% e Bolsonaro para 34%, com os demais candidatos mantendo posições semelhantes.
Comparando com a pesquisa anterior divulgada uma semana antes, em 22 de setembro, houve movimento nos números. Lula permaneceu nos mesmos 50% de votos válidos, mas Bolsonaro subiu um ponto percentual, passando de 35% para 36%. Ciro Gomes recuou de 7% para 6%, enquanto Simone Tebet e Soraya Thronicke mantiveram suas posições em 5% e 1% respectivamente. Olhando para um período mais longo, desde 15 de setembro, Lula ganhou três pontos (de 47% para 50%), e Bolsonaro subiu um ponto (de 33% para 34%).
O levantamento foi realizado entre 27 e 29 de setembro, ouvindo 6.800 pessoas distribuídas em 332 municípios. A margem de erro é de dois pontos percentuais para mais ou para menos, e o estudo foi registrado no Tribunal Superior Eleitoral sob o número BR-09479/2022. Esses números indicam uma amostra robusta e metodologicamente alinhada com os padrões de pesquisa eleitoral no Brasil.
O Datafolha também simulou um cenário de segundo turno entre Lula e Bolsonaro, sem explorar outras combinações possíveis. Nesse cenário, a vantagem do petista se amplia: ele chegaria a 54% contra 39% do presidente. Esses números repetem exatamente o resultado da pesquisa anterior de 22 de setembro, sugerindo estabilidade nesse cenário. A rejeição aos candidatos também foi medida: Bolsonaro é rejeitado por 52% dos eleitores, enquanto Lula é rejeitado por 39%. Ciro Gomes tem rejeição de 24% e Simone Tebet de 15%. Esses índices de rejeição permaneceram praticamente inalterados em relação à semana anterior.
No que diz respeito à aprovação do governo Bolsonaro, 31% aprovam sua gestão, 24% a consideram regular e 44% a reprovam. Comparado com a pesquisa de uma semana antes, houve uma leve queda na aprovação (de 32% para 31%) e aumento na reprovação (de 44% para 44%, mantendo-se estável). Candidatos como Felipe d'Avila (NOVO), Sofia Manzano (PCB), Vera (PSTU), Léo Péricles (UP), Constituinte Eymael (DC) e Padre Kelmon (PTB) continuam registrando 0% de intenção de voto. Os votos em branco ou nulo somam 3% da amostra, reduzindo-se de 4% na pesquisa anterior.
Citas Notables
Para vencer no primeiro turno, um candidato precisa de 50% dos votos válidos mais um voto— Critério eleitoral brasileiro