Em Pernambuco, a disputa pelo governo estadual de 2026 começa a ganhar contornos mais definidos: o prefeito do Recife, João Campos, lidera com folga as intenções de voto, enquanto a governadora Raquel Lyra enfrenta uma rejeição crescente que polariza o eleitorado. A pesquisa Datafolha, realizada em abril com mais de mil eleitores, não apenas registra um momento — ela revela como a percepção pública sobre o exercício do poder pode moldar o destino político de uma geração.
Datafolha: João Campos lidera com 50% contra 38% de Raquel Lyra em PE
A rejeição ao governo cresceu de 23% para 38% em seis meses
Por que a rejeição a Raquel Lyra cresceu tanto em tão pouco tempo — de 23% para 38% em apenas seis meses?
Isso reflete uma mudança real na percepção do governo. Não é apenas que as pessoas passaram a rejeitar mais; é que a avaliação se polarizou. Quem aprovava continua aprovando, mas quem desaprovava ficou mais intenso nessa desaprovação.
E João Campos, que é prefeito do Recife — como ele consegue estar tão à frente na disputa estadual?
Ele tem uma base sólida e crescente. Ganhou três pontos desde fevereiro, enquanto Lyra também ganhou três, mas ele partia de um patamar mais alto. Além disso, a rejeição a ele é menor — 25% contra 29% dela.
Esses 12 pontos de diferença no primeiro turno são suficientes para garantir a vitória?
Nada é garantido em eleição, mas a margem é confortável. A margem de erro é de três pontos, então mesmo no pior cenário para Campos, ele ainda estaria à frente. O segundo turno mostra uma vantagem ainda maior, de 10 pontos.
O que explica a queda tão drástica na avaliação "regular" do governo — de 36% para 20%?
Pessoas que estavam indecisos ou neutras sobre o governo parecem ter se posicionado. Alguns foram para a aprovação, mas a maioria parece ter migrado para a desaprovação, o que alimenta a rejeição.
Se Campos vencer, o que muda para Pernambuco?
Isso é uma pergunta que a campanha vai responder. O que a pesquisa diz é que há uma clara preferência por uma mudança de governo, e Campos é o veículo dessa preferência neste momento.
The Pulse
- João Campos alcança 50% das intenções de voto, abrindo 12 pontos de vantagem sobre Raquel Lyra e consolidando-se como favorito claro para 2026.
- A rejeição ao governo Lyra quase dobrou desde outubro, saltando de 23% para 38%, sinalizando uma deterioração acelerada de sua imagem junto ao eleitorado.
- Em um eventual segundo turno, Campos ampliaria sua margem para 10 pontos — 52% contra 42% —, sugerindo que sua liderança resiste mesmo em cenários mais disputados.
- A polarização entre os dois principais candidatos é quase total: os demais nomes somam apenas 5%, deixando a corrida como um duelo praticamente definido.
Em Pernambuco, a disputa pelo governo estadual de 2026 começa a ganhar contornos mais definidos: o prefeito do Recife, João Campos, lidera com folga as intenções de voto, enquanto a governadora Raquel Lyra enfrenta uma rejeição crescente que polariza o eleitorado. A pesquisa Datafolha, realizada em abril com mais de mil eleitores, não apenas registra um momento — ela revela como a percepção pública sobre o exercício do poder pode moldar o destino político de uma geração.
Uma pesquisa Datafolha divulgada em abril coloca o prefeito do Recife, João Campos, em posição confortável para a disputa pelo governo de Pernambuco em 2026. Com 50% das intenções de voto, ele abre 12 pontos de vantagem sobre a governadora Raquel Lyra, que registra 38%. O levantamento ouviu 1.022 eleitores entre 13 e 15 de abril, com margem de erro de três pontos percentuais.
Os demais candidatos aparecem muito atrás — Eduardo Moura, do Novo, soma 3%, e Ivan Moraes, do PSOL, 2% —, confirmando que a disputa se concentra essencialmente entre os dois nomes principais. Em relação à pesquisa de fevereiro, quando Campos tinha 47% e Lyra, 35%, ambos avançaram três pontos, mas a vantagem do prefeito se mantém sólida.
Em um eventual segundo turno, Campos chegaria a 52% contra 42% de Lyra, uma margem de 10 pontos. Em fevereiro, essa diferença era de 13 pontos, o que indica uma ligeira aproximação — mas sem ameaçar a liderança do prefeito.
O dado mais revelador da pesquisa está na avaliação do governo estadual. A aprovação de Lyra permanece em 40%, mas sua rejeição quase dobrou: foi de 23% em outubro para 38% agora, enquanto a parcela que avalia a gestão como regular caiu de 36% para 20%. Esse movimento aponta para uma polarização crescente em torno do governo. Na rejeição pessoal, Lyra registra 29% contra 25% de Campos. A pesquisa foi encomendada pela Rede Nordeste e está registrada no Tribunal Superior Eleitoral.
Uma pesquisa Datafolha divulgada na quinta-feira coloca o prefeito do Recife, João Campos, em posição confortável para a disputa pelo governo de Pernambuco. Com 50% das intenções de voto, ele abre uma margem de 12 pontos percentuais sobre a governadora Raquel Lyra, que registra 38%. O levantamento, realizado entre 13 e 15 de abril com 1.022 eleitores, tem margem de erro de três pontos percentuais e nível de confiança de 95%.
Os demais candidatos aparecem bem atrás. Eduardo Moura, do Novo, soma 3% das intenções, enquanto Ivan Moraes, do PSOL, fica com 2%. Seis por cento dos entrevistados indicaram que votariam em branco ou nulo, e apenas 1% se declarou indeciso. Esses números refletem uma disputa que se concentra principalmente entre os dois principais nomes — o filho do ex-governador Eduardo Campos e a filha do ex-vice-governador João Lyra.
Comparado ao levantamento anterior, feito em fevereiro, o cenário se movimentou a favor de Campos. Naquela ocasião, ele tinha 47% e Lyra, 35%, uma diferença de 12 pontos. Agora, com Campos em 50% e Lyra em 38%, a vantagem se ampliou para 12 pontos — embora o crescimento tenha sido desigual entre os dois, com Campos ganhando três pontos e Lyra também avançando três.
Em um eventual segundo turno, a pesquisa mostra que Campos consolidaria ainda mais sua posição. Nesse cenário, ele chegaria a 52% das intenções de voto, enquanto Lyra ficaria com 42%, ampliando a diferença para 10 pontos percentuais. Em fevereiro, essa margem era de 13 pontos, com Campos em 53% e Lyra em 40%. O movimento sugere uma ligeira aproximação, mas com Campos mantendo vantagem clara.
A avaliação do governo de Raquel Lyra apresenta sinais de deterioração. Quarenta por cento dos entrevistados consideram sua gestão ótima ou boa — um leve crescimento em relação aos 38% registrados em outubro. Porém, o dado mais relevante está na rejeição: 38% agora consideram o governo ruim ou péssimo, contra apenas 23% em outubro. Vinte por cento avaliam a gestão como regular, queda significativa em relação aos 36% da pesquisa anterior. Esse movimento indica uma polarização crescente em torno do governo estadual.
Quanto à rejeição pessoal dos candidatos, Lyra registra 29%, enquanto Campos tem 25%. Entre os candidatos menores, a rejeição é bem mais alta: Ivan Moraes e Eduardo Moura ambos chegam a 39%. Três por cento dos entrevistados disseram não saber responder, e outros 3% afirmaram que rejeitam todos os candidatos ou não votariam em nenhum deles. Apenas 2% indicaram que votariam em qualquer um ou não rejeitam ninguém.
A pesquisa foi encomendada pela Rede Nordeste e está registrada no Tribunal Superior Eleitoral sob os números PE-04713/2026 e BR 01221/2026. Os números sugerem que, mantidas as tendências atuais, Campos segue como favorito para vencer a disputa pelo governo estadual em 2026, tanto no primeiro quanto em um eventual segundo turno.
Notable Quotes
A pesquisa mostra uma clara concentração da disputa entre os dois principais candidatos, com Campos mantendo vantagem em todos os cenários testados— Datafolha