Em Pernambuco, a corrida pelo Palácio do Campo das Princesas revela o que toda disputa política carrega em seu núcleo: o tempo como árbitro silencioso. João Campos, prefeito do Recife, mantém a liderança com 47% das intenções de voto, mas a governadora Raquel Lyra avançou de 30% para 35% em apenas quatro meses, reduzindo em dez pontos a distância que os separava. O dado espontâneo — aquele em que o eleitor fala sem ser guiado — coloca Lyra à frente, sugerindo que a memória afetiva do eleitorado pode estar se reorganizando antes mesmo que as urnas sejam abertas.
João Campos lidera com 47% e Raquel Lyra tem 35% em Pernambuco, aponta Datafolha
A vantagem do prefeito encolheu dez pontos em quatro meses
Por que a pesquisa espontânea mostra Lyra na frente se Campos lidera na estimulada?
Porque lembrança e intenção de voto são coisas diferentes. Lyra está mais presente na mente das pessoas neste momento, mas quando você apresenta os nomes, Campos ainda consegue mais votos. Isso pode mudar.
Dez pontos em quatro meses é muito?
É bastante. Significa que eleitores que estavam com Campos estão migrando ou considerando Lyra. A governadora está ganhando espaço de forma consistente.
E os outros candidatos? Não representam risco?
Não. Com 5% e 1%, estão muito longe. A disputa é entre Campos e Lyra. Tudo depende de como essa aproximação continua.
O que explica essa queda de Campos?
A fonte não diz explicitamente, mas a pesquisa mostra que Lyra cresceu e Campos caiu. Pode ser desgaste, pode ser campanha melhor dela, pode ser contexto político. Os números falam, mas não explicam tudo.
Campos ainda vence?
Sim, mas não com a margem confortável que tinha. Se a tendência continuar, a disputa fica muito mais acirrada até o pleito.
The Pulse
- A vantagem de Campos encolheu dez pontos percentuais em quatro meses, transformando o que parecia uma liderança confortável em uma disputa em aberto.
- Raquel Lyra lidera a pesquisa espontânea com 24% contra 18% de Campos, revelando que sua imagem ocupa mais espaço na memória imediata dos eleitores pernambucanos.
- Os demais candidatos — Eduardo Moura com 5% e Ivan Moraes com 1% — ficam à margem, confirmando que a eleição se desenha como um duelo entre dois projetos políticos distintos.
- A campanha de Lyra parece estar ressoando: ela cresceu tanto na pesquisa estimulada quanto na espontânea, sinalizando que sua aproximação com o eleitorado não é circunstancial.
- Com meses ainda pela frente e uma margem que se estreita, o cenário aponta para uma reta final imprevisível — e os próximos levantamentos serão decisivos para medir a real solidez de cada candidatura.
Em Pernambuco, a corrida pelo Palácio do Campo das Princesas revela o que toda disputa política carrega em seu núcleo: o tempo como árbitro silencioso. João Campos, prefeito do Recife, mantém a liderança com 47% das intenções de voto, mas a governadora Raquel Lyra avançou de 30% para 35% em apenas quatro meses, reduzindo em dez pontos a distância que os separava. O dado espontâneo — aquele em que o eleitor fala sem ser guiado — coloca Lyra à frente, sugerindo que a memória afetiva do eleitorado pode estar se reorganizando antes mesmo que as urnas sejam abertas.
João Campos segue à frente na disputa pelo governo de Pernambuco, mas o terreno sob seus pés está se movendo. Uma pesquisa Datafolha encomendada pelas emissoras CBN Recife e CBN Caruaru, realizada entre 2 e 5 de fevereiro com 1.022 eleitores, mostra o prefeito do Recife com 47% das intenções de voto na pesquisa estimulada. A governadora Raquel Lyra, do PSD, aparece com 35% — uma diferença que, em outubro, era de 22 pontos. Hoje, é de apenas 12.
O recuo de Campos e o avanço de Lyra contam uma história de campanha em movimento. A governadora ganhou cinco pontos percentuais no período, enquanto o prefeito perdeu cinco. Mais do que os números absolutos, é a direção da curva que chama atenção: a liderança existe, mas está sendo corroída.
Há ainda um dado que embaralha a leitura superficial dos números. Na pesquisa espontânea — quando os eleitores respondem sem que nomes sejam apresentados — Lyra sai na frente, citada por 24% dos entrevistados contra 18% de Campos. Isso sugere que a governadora ocupa um espaço mais vivo na memória do eleitorado, um tipo de força que os percentuais estimulados não capturam completamente.
Os demais candidatos não chegam a ameaçar esse duelo: Eduardo Moura, do Novo, registra 5%, e Ivan Moraes, do PSOL, apenas 1%. A disputa pernambucana, portanto, está desenhada entre dois nomes — mas ainda longe de estar resolvida.
João Campos, prefeito do Recife, segue à frente na corrida pelo Palácio do Campo das Princesas, mas o fosso que o separava de sua principal adversária encolheu dramaticamente. Uma pesquisa Datafolha divulgada na sexta-feira mostra Campos com 47% das intenções de voto, enquanto a governadora Raquel Lyra, do PSD, aparece com 35%. Quatro meses atrás, em outubro, a distância era bem maior: Campos tinha 52% e Lyra apenas 30%. Dez pontos percentuais desapareceram da vantagem do prefeito em um intervalo relativamente curto.
O movimento reflete tanto o crescimento de Lyra quanto a queda de Campos. A governadora ganhou terreno, enquanto o apoio ao prefeito recuou. Essa dinâmica sugere uma disputa que está longe de estar decidida, apesar da liderança numérica de Campos. Os dois nomes dominam o cenário eleitoral pernambucano, deixando outros candidatos bem atrás. O deputado estadual Eduardo Moura, do Novo, aparece com apenas 5%, enquanto Ivan Moraes, do PSOL, registra 1%.
Mas há um detalhe que complica ainda mais o quadro para Campos. Quando a pesquisa testou o cenário espontâneo — aquele em que os eleitores respondem sem que nomes sejam sugeridos — Lyra saiu na frente. Ela foi citada por 24% dos entrevistados, contra 18% para Campos. Isso indica que a governadora tem maior lembrança imediata entre o eleitorado pernambucano, um sinal de força que não aparece quando os nomes são apresentados.
O levantamento foi encomendado pelas emissoras CBN Recife e CBN Caruaru e ouviu 1.022 eleitores presencialmente entre 2 e 5 de fevereiro. A pesquisa tem nível de confiança de 95% e margem de erro de três pontos percentuais para mais ou para menos. O número de registro no Tribunal Superior Eleitoral é PE-09595/2026.
O que esses números revelam é uma campanha em movimento. A vantagem de Campos não desapareceu, mas está sendo erodida. Lyra conseguiu se aproximar tanto na pesquisa estimulada quanto na espontânea, sugerindo que sua campanha está ressoando com eleitores. A disputa pelo governo de Pernambuco, portanto, segue aberta — e os próximos meses podem trazer mudanças significativas no cenário.
Notable Quotes
A disputa pelo Palácio do Campo das Princesas segue em movimento, com sinais de redução da vantagem do prefeito recifense— Análise da pesquisa Datafolha