Datafolha: Flávio Bolsonaro lidera com 52% contra 48% de Lula em votos válidos

Apenas 1% permanece indeciso nesta etapa final
A pesquisa Datafolha mostra um eleitorado majoritariamente fechado no segundo turno presidencial.
Mark

Como se explica essa ampliação da vantagem de Bolsonaro entre o primeiro e o segundo turno — de 47% para 52% em votos válidos?

Mimi

Parte disso pode estar relacionada à consolidação do voto. No primeiro turno, havia mais candidatos em disputa. Agora, com apenas dois nomes, alguns eleitores que votaram em terceiros podem estar migrando para Bolsonaro, enquanto Lula não consegue capturar essa mesma proporção de votos anteriormente dispersos.

Luke

Mas precisamos ser cuidadosos aqui. A pesquisa do primeiro turno e a do segundo turno podem ter metodologias ligeiramente diferentes, e uma variação de 5 pontos em votos válidos está dentro de flutuações normais. Não podemos afirmar com certeza que houve um movimento real de eleitores sem dados mais detalhados sobre migração.

Mark

E quanto aos indecisos? Um por cento parece extraordinariamente baixo.

Mimi

É realmente um número muito pequeno. Sugere que a maioria dos eleitores já tem uma posição consolidada nesta etapa. As campanhas estão focando em mobilização e convencimento de grupos específicos, não em conquistar indecisos.

Luke

Verdade, mas esse 1% pode ser subestimado. Às vezes, eleitores que dizem estar decididos mudam de ideia nos últimos dias. E há também a questão dos brancos e nulos — 5% é uma parcela que poderia potencialmente ser mobilizada por qualquer uma das campanhas.

Mark

A aprovação do governo em 48% — isso prejudica Lula?

Mimi

Sim, porque em campanhas de reeleição, a aprovação governamental é um indicador importante. Quando está abaixo de 50%, especialmente com quase metade desaprovando, isso sugere que Lula não conseguiu consolidar um apoio sólido em sua gestão. Eleitores que desaprovam o governo tendem a votar contra o candidato que o representa.

Luke

Mas também precisamos lembrar que aprovação governamental e intenção de voto nem sempre se movem juntos. Alguns eleitores podem desaprovar aspectos da gestão mas ainda preferir Lula a Bolsonaro. A pesquisa não nos diz se esses 49% que desaprovam estão todos votando em Bolsonaro.

  • Bolsonaro amplia sua margem do primeiro para o segundo turno, passando de 47% para 52% dos votos válidos, enquanto Lula não consegue expandir sua base eleitoral.
  • Com apenas 1% de indecisos, o eleitorado está essencialmente fechado — uma raridade que pressiona as campanhas a apostarem na mobilização em vez da persuasão.
  • A aprovação do governo Lula cai para 48%, com 49% desaprovando a gestão, retirando do presidente um dos ativos mais valiosos em campanhas de reeleição.
  • O Datafolha ouviu 2.520 eleitores entre 6 e 8 de outubro, com margem de erro de dois pontos percentuais, conferindo ao levantamento peso institucional registrado no TSE.

Às vésperas do segundo turno presidencial brasileiro, uma pesquisa Datafolha divulgada em 8 de outubro revela que Flávio Bolsonaro sustenta vantagem sobre Luiz Inácio Lula da Silva — 52% contra 48% em votos válidos —, enquanto a aprovação do governo Lula escorrega para abaixo da maioria absoluta. Com apenas 1% de indecisos, o país chega à reta final de uma disputa profundamente polarizada, onde o destino da eleição parece residir menos na conquista de novos votos e mais na capacidade de cada campo de mobilizar os que já escolheram.

A primeira pesquisa Datafolha após o primeiro turno presidencial, divulgada em 8 de outubro, confirma Flávio Bolsonaro à frente de Lula na disputa pelo Palácio do Planalto. Entre todos os entrevistados, Bolsonaro marca 49% das intenções de voto contra 45% de Lula, com brancos, nulos e indecisos somando apenas 6% — sendo 1% de indecisos, um número excepcionalmente baixo que indica um eleitorado já decidido.

Em votos válidos, a vantagem bolsonarista se acentua: 52% contra 48%. A comparação com o primeiro turno, realizado em 4 de outubro, é reveladora — Bolsonaro subiu de 47,03% para 52%, enquanto Lula avançou pouco além dos 45,16% que obteve naquele dia, sinalizando dificuldade em atrair novos apoios.

O levantamento, conduzido entre 6 e 8 de outubro com 2.520 eleitores e margem de erro de dois pontos percentuais, também mediu a avaliação do governo Lula: 48% aprovam a gestão, mas 49% desaprovam. Esse equilíbrio desfavorável retira do presidente um recurso estratégico fundamental em campanhas de reeleição e adiciona pressão sobre sua equipe na reta final.

Com o eleitorado praticamente sem indecisos, o segundo turno se desenha como uma batalha de mobilização — e não de convencimento —, em um país dividido onde cada ponto percentual pode definir o próximo ocupante da presidência.

A pesquisa Datafolha divulgada na quinta-feira, 8 de outubro, oferece o primeiro retrato da disputa presidencial após o primeiro turno: Flávio Bolsonaro segue à frente de Luiz Inácio Lula da Silva no segundo turno, com uma margem que se amplia quando se consideram apenas os votos válidos. Entre todos os eleitores entrevistados, Bolsonaro registra 49% das intenções de voto contra 45% de Lula. Apenas 1% permanece indeciso — um número que chama atenção pela sua pequenez, sugerindo que a maioria dos eleitores já definiu seu voto nesta etapa final da campanha. Brancos e nulos somam 5% do total.

Quando a análise se restringe aos votos válidos, a vantagem de Bolsonaro cresce: 52% para ele, 48% para Lula. Essa proporção marca uma evolução em relação aos números do primeiro turno, realizado em 4 de outubro. Naquele momento, Bolsonaro havia conquistado 47,03% dos votos válidos, enquanto Lula obteve 45,16%. A trajetória entre o primeiro e o segundo turno mostra um movimento de consolidação do voto bolsonarista e uma dificuldade de Lula em ampliar sua base.

O levantamento foi conduzido pelo Datafolha entre terça-feira, 6 de outubro, e quinta-feira, 8 de outubro. A instituição entrevistou 2.520 pessoas com 16 anos ou mais. A margem de erro é de dois pontos percentuais para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%. O estudo foi registrado no Tribunal Superior Eleitoral sob o número BR-02949/2026, seguindo os protocolos de transparência exigidos pela legislação eleitoral.

Além do cenário de intenção de voto, a mesma pesquisa capturou a avaliação do governo Lula em um momento crítico da campanha. Quarenta e oito por cento dos eleitores aprovam a gestão atual, enquanto 49% desaprovam. Dois por cento não souberam ou não quiseram responder. Esse equilíbrio — com uma leve maioria desaprovando — sugere um desafio para a campanha de Lula na mobilização de seu eleitorado. A aprovação governamental é frequentemente um ativo importante em campanhas de reeleição, e uma aprovação abaixo de 50% pode indicar dificuldades em consolidar o voto entre eleitores que ainda avaliam a gestão.

O cenário que emerge é de uma disputa polarizada em que Bolsonaro mantém uma vantagem consistente, enquanto Lula enfrenta a tarefa de reverter uma trajetória desfavorável nos dias que separam o primeiro turno do segundo. Com apenas 1% de indecisos, as campanhas enfrentam um eleitorado majoritariamente fechado, o que significa que qualquer movimento significativo dependeria de persuasão ou mobilização de eleitores que já fizeram suas escolhas.

Flávio Bolsonaro teve 47,03% dos votos válidos no primeiro turno, contra 45,16% de Lula
— Datafolha, pesquisa do primeiro turno (4 de outubro de 2026)
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