Paulinho da Força declara apoio a Augusto Cury e foge da polarização

Eu não aguento mais essa polarização
Paulinho da Força explica por que escolheu apoiar Augusto Cury em vez de Lula ou Flávio Bolsonaro.
Mark

Por que Paulinho da Força sente necessidade de sair da polarização? Isso é uma posição genuína ou um movimento tático?

Mimi

Ele diz que não aguenta mais, e o histórico dele com Lula — apoiou em 2022, depois rompeu — sugere que a frustração é real. Mas é verdade que a federação Renovação Solidária criou espaço legal para ele fazer isso sem amarrar o partido inteiro.

Luke

Certo, mas precisamos ser claros: isso é apoio pessoal, não uma orientação do Solidariedade. Quantos outros filiados vão seguir Paulinho? Não sabemos. E Cury tem chance real de chegar ao segundo turno? A reportagem não diz.

Mimi

Não diz mesmo. O que sabemos é que Paulinho está apostando que existe espaço para uma terceira via que fale de problemas concretos.

Mark

E o ato de terça-feira — é só para formalizar ou vai tentar mobilizar outros deputados?

Mimi

A reportagem menciona apenas o ato de formalização. Não há indicação de que seja um movimento maior dentro da bancada.

Luke

Exatamente. Então temos um deputado fazendo uma escolha pessoal, dentro de um espaço que o partido criou, e anunciando publicamente. É notícia porque ele é presidente do partido, mas não é uma mudança de posição do Solidariedade como um todo.

Mark

Entendi. Então a polarização continua, e Paulinho está tentando sair dela sozinho?

Mimi

Por enquanto, sim. Veremos se outros o acompanham.

  • A polarização entre Lula e Flávio Bolsonaro sufoca o debate eleitoral, deixando pouco espaço para candidaturas que fujam do eixo PT-PL.
  • Paulinho da Força chegou a considerar anular o voto antes de enxergar em Cury uma alternativa viável à sua insatisfação com os dois polos.
  • A federação Renovação Solidária declarou independência no primeiro turno, abrindo caminho para que filiados apoiem candidatos distintos sem constrangimento partidário.
  • O apoio de Paulinho representa uma ruptura pessoal com o PT, partido que o Solidariedade apoiou desde o primeiro turno em 2022 e com o qual ele rompeu ao longo do governo.
  • A formalização do endosso a Cury está marcada para um ato público na terça-feira, 8 de setembro, consolidando a posição do parlamentar diante da campanha.

Em meio à disputa que se cristalizou entre dois polos dominantes, Paulinho da Força escolheu um caminho menos trilhado: o apoio pessoal a Augusto Cury, candidato do Avante à Presidência. O gesto, anunciado na véspera de 7 de setembro de 2026, revela não apenas uma preferência eleitoral, mas um diagnóstico sobre o esgotamento da polarização como forma de fazer política. Para o presidente do Solidariedade, a recusa em votar tanto em Lula quanto em Flávio Bolsonaro é, antes de tudo, uma afirmação de que há outros problemas — e outras conversas — que o Brasil ainda não teve.

Paulinho da Força, deputado federal e presidente do Solidariedade, anunciou na segunda-feira seu apoio pessoal a Augusto Cury, do Avante, na corrida presidencial. Em vídeo publicado nas redes sociais, ele foi direto: não votaria em Lula, não votaria em Flávio Bolsonaro, e havia chegado a cogitar anular o voto antes de encontrar em Cury uma alternativa que, a seu ver, propõe discutir os problemas reais do Brasil fora do eixo da polarização.

A decisão foi possível porque a federação Renovação Solidária — formada pelo Solidariedade e pelo PRD — declarou independência no primeiro turno, permitindo que cada filiado apoie candidatos diferentes sem que isso represente uma posição oficial do partido. Dentro desse espaço, Paulinho deixou claro que o endosso é pessoal, não uma orientação coletiva da sigla.

O movimento marca uma virada em relação à trajetória recente do partido: em 2022, o Solidariedade apoiou Lula já no primeiro turno. Com o tempo, Paulinho rompeu com o presidente e passou a criticá-lo abertamente. Agora, a formalização do apoio a Cury está prevista para um ato público na tarde de terça-feira, 8 de setembro, combinado diretamente entre o deputado e o candidato — um gesto que transforma uma declaração nas redes em compromisso público.

Paulinho da Força, deputado federal e presidente do Solidariedade, anunciou nesta segunda-feira seu apoio pessoal ao candidato presidencial Augusto Cury, do Avante. A decisão marca um movimento deliberado para fora do que ele chamou de polarização que domina a campanha — a disputa entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, do PT, e o senador Flávio Bolsonaro, do PL. Em vídeo divulgado nas redes sociais, Paulinho explicou sua escolha com franqueza: rejeitava votar em Lula, rejeitava votar em Flávio, e havia considerado anular o voto até encontrar em Cury uma alternativa que representasse sua visão de campanha focada em problemas concretos do país.

A federação Renovação Solidária, formada pelo Solidariedade e pelo PRD, declarou independência no primeiro turno das eleições presidenciais. Essa posição permite que filiados da sigla apoiem candidatos diferentes sem compromisso partidário formal. Dentro desse espaço, Paulinho da Força optou por fazer seu endosso a Cury como uma ação pessoal, não como uma orientação oficial do partido.

O deputado descreveu sua motivação em termos que sugerem frustração com o cenário político atual. Disse que não aguenta mais a polarização que caracteriza a disputa presidencial, e que vê em Cury alguém capaz de sair desse eixo para discutir, de fato, os problemas brasileiros. A escolha representa uma ruptura com a trajetória recente do Solidariedade: em 2022, o partido apoiou Lula desde o primeiro turno. Ao longo do governo petista, porém, Paulinho da Força rompeu com o presidente e passou a criticá-lo publicamente.

O deputado anunciou que formalizará seu apoio a Cury em um ato público marcado para terça-feira, 8 de setembro, às 17 horas. Segundo Paulinho, o evento foi combinado diretamente com o candidato à Presidência. Esse ato público servirá como momento de formalização de uma decisão que já havia sido comunicada nas redes sociais, consolidando a posição do parlamentar na campanha.

Eu não aguento mais essa polarização. Eu não iria votar no Lula de jeito nenhum. E também não iria votar no Flávio. Apareceu alguém que pode representar o que eu penso: sair da polarização e discutir o Brasil pra valer, os problemas do Brasil
— Paulinho da Força
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