Datafolha e Quaest apontam disputa acirrada entre Lula e Flávio Bolsonaro

A eleição está aberta. Qualquer coisa pode acontecer.
Duas pesquisas mostram Lula e Flávio Bolsonaro em empate técnico, com margem de erro que impede definição clara.
Mark

Essas duas pesquisas mostram praticamente a mesma coisa, ou há diferenças importantes?

Mimi

Elas contam uma história parecida, mas com nuances. O Datafolha dá 3 pontos de vantagem para Lula, a Quaest só 1. Ambas estão dentro da margem de erro, então tecnicamente é empate, mas a Quaest vê uma corrida mais apertada.

Luke

E qual é mais confiável? Porque uma entrevistou 4 mil pessoas e a outra 3,7 mil, mas usam métodos diferentes.

Mimi

Ambas têm 95% de confiança e foram registradas na Justiça Eleitoral. A Quaest usa o modelo do eleitor provável, que tenta prever quem vai realmente votar. O Datafolha é mais direto.

Mark

Então o que muda se a gente acredita em uma ou outra?

Luke

Se Lula está em 45% ou 46%, a diferença é mínima. Mas se Flávio está em 42% ou 45%, isso muda a narrativa — em um caso Lula tem vantagem clara, no outro é praticamente um empate.

Mimi

Exatamente. E os outros candidatos? Eles têm alguma chance?

Luke

Nenhuma. Caiado, Cury e Renan Santos juntos não chegam a 10%. Isso praticamente garante que o segundo turno, se houver, será entre Lula e Flávio.

Mark

Então o que essas pesquisas realmente nos dizem?

Mimi

Que a eleição está aberta. Qualquer coisa pode acontecer daqui até o primeiro turno.

Luke

Desde que seja algo que mude a opinião de 1 a 3 pontos percentuais. Fora disso, estamos vendo um empate técnico confirmado por duas fontes independentes.

  • Lula e Flávio Bolsonaro estão estatisticamente empatados em duas pesquisas independentes, com diferenças de apenas 1 a 3 pontos percentuais — dentro da margem de erro.
  • O cenário desfaz qualquer sensação de conforto para o campo governista: uma vantagem que não pode ser confirmada estatisticamente não é vantagem alguma.
  • Nenhum terceiro candidato consegue romper a barreira dos 5%, deixando Caiado, Cury e Renan Santos como figurantes em uma corrida de dois protagonistas.
  • A possibilidade de segundo turno entre os dois líderes cresce como hipótese central, tornando cada debate e cada evento de campanha potencialmente decisivo.
  • Com mais de 7.700 eleitores entrevistados presencialmente e nível de confiança de 95%, os dados têm solidez metodológica — o que torna o empate ainda mais significativo.

A menos de um mês do primeiro turno, duas pesquisas de abrangência nacional colocam Lula e Flávio Bolsonaro dentro da margem de erro — um empate estatístico que transforma a eleição presidencial de 2026 em uma disputa genuinamente aberta. O Datafolha e a Quaest, com metodologias distintas mas rigor semelhante, convergem para a mesma conclusão: nenhum candidato pode afirmar com segurança que está à frente. É o tipo de momento em que a história eleitoral de um país se escreve nos detalhes.

Neste sábado, dois dos principais institutos de pesquisa do país divulgaram levantamentos que pintam o mesmo quadro: a eleição presidencial de 2026 está em aberto. O Datafolha e a Quaest, ambos contratados pela Globo, mostram Lula e Flávio Bolsonaro separados por uma diferença que a estatística não consegue confirmar como real.

O Datafolha registrou 45% para Lula e 42% para Flávio Bolsonaro em votos válidos, com 4.006 eleitores entrevistados presencialmente. A Quaest, que adota o modelo do 'eleitor provável', ouviu 3.702 pessoas entre os dias 2 e 3 de outubro e chegou a números ainda mais apertados: 46% para Lula e 45% para Bolsonaro. Ambas as pesquisas operam com nível de confiança de 95% e estão devidamente registradas na Justiça Eleitoral.

Os demais candidatos não conseguem se aproximar da disputa principal. Ronaldo Caiado aparece com 3% a 4%, Augusto Cury e Renan Santos marcam 3% cada, e Romeu Zema mal aparece nos números. Juntos, eles não somam 10% — insuficiente para ameaçar uma eventual segunda volta entre os dois líderes.

O que os dados revelam, acima de tudo, é que o desfecho está longe de ser previsível. Uma diferença de 1 ponto percentual na Quaest e de 3 pontos no Datafolha não permite afirmar quem está à frente. O que vier a seguir — os debates, os movimentos de campanha, os imprevistos — pode ser o que separa uma vitória no primeiro turno de um confronto direto ainda mais tenso no segundo.

Duas pesquisas divulgadas neste sábado desenham um cenário de disputa presidencial mais apertada do que muitos esperavam. O Datafolha e a Quaest, ambas encomendadas pela Globo, mostram o presidente Lula e o senador Flávio Bolsonaro em uma corrida que está dentro da margem de erro — o que significa, na prática, que ninguém sabe quem está realmente à frente.

Segundo o Datafolha, Lula tem 45% dos votos válidos, enquanto Flávio Bolsonaro fica com 42%. A Quaest aponta números ligeiramente diferentes: 46% para Lula e 45% para Bolsonaro. Votos válidos são o que importa para a Justiça Eleitoral — a contagem que exclui brancos e nulos, e nas pesquisas também deixa de fora quem ainda não decidiu. Os demais candidatos ficam bem atrás: Ronaldo Caiado, do PSD, aparece com 4% no Datafolha e 3% na Quaest; Augusto Cury, do Avante, tem 3% em ambas; Renan Santos, da Missão, também marca 3%. Romeu Zema, do Novo, registra 1% no Datafolha e desaparece na Quaest. Os demais candidatos não conseguem nem 1%.

O Datafolha entrevistou 4.006 eleitores presencialmente no sábado. A pesquisa tem nível de confiança de 95% e foi registrada na Justiça Eleitoral sob o número BR-01708-2026. Já a Quaest conversou com 3.702 eleitores entre os dias 2 e 3 de outubro, também presencialmente, com o mesmo nível de confiança de 95%, registrada sob o número BR-02197/2026. A diferença metodológica entre elas é que a Quaest usa o modelo do "eleitor provável", que tenta identificar quem tem maior propensão a realmente comparecer às urnas, enquanto o Datafolha trabalha com votos válidos de forma mais direta.

O que essas números dizem é que a eleição está aberta. A diferença entre Lula e Flávio Bolsonaro varia de 1 ponto percentual (na Quaest) a 3 pontos (no Datafolha) — ambas as variações estão dentro do que se chama margem de erro. Isso significa que, estatisticamente, os dois estão empatados. Nenhum dos dois tem vantagem confirmada. A campanha ainda tem tempo, e cada movimento, cada declaração, cada evento pode mexer com esses números.

O cenário que emerge é o de uma disputa que pode ir para o segundo turno com esses dois nomes. Nenhum terceiro candidato consegue se aproximar o suficiente para ameaçar uma eventual segunda votação. Caiado, Cury e Renan Santos, juntos, não chegam a 10%. O que acontecer entre agora e o primeiro turno — os debates, as campanhas nas ruas, as notícias que surgirem — pode definir se Lula consegue vencer já na primeira volta ou se a disputa vai para um segundo confronto direto com Flávio Bolsonaro.

Votos válidos são a métrica de contagem do resultado final da votação pela Justiça Eleitoral, excluindo-se os votos brancos e nulos
— Datafolha
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