Datafolha: Flávio Bolsonaro à frente de Lula em possível segundo turno de 2026

Lula e Flávio Bolsonaro estão praticamente empatados, dentro da margem de erro
No segundo turno simulado pela Datafolha, a diferença entre os dois é de apenas um ponto percentual.
Mark

Por que essa pesquisa importa agora, em 2026, quando ainda faltam meses para a eleição?

Mimi

Porque é a primeira vez que o Datafolha testa Ronaldo Caiado depois que o PSD o definiu como candidato. Antes disso, testavam outros nomes. Agora temos uma foto mais clara do tabuleiro.

Mark

Mas Flávio Bolsonaro está realmente à frente de Lula?

Mimi

Tecnicamente, sim, mas por uma margem tão pequena que cabe inteira dentro da margem de erro. São 46% contra 45%. É mais correto dizer que estão empatados.

Mark

O que explica Lula vencer contra Caiado e Zema, mas não contra Flávio?

Mimi

Rejeição. Caiado e Zema têm rejeição muito menor. Lula é rejeitado por 48% dos eleitores, Flávio por 46%. Quando o adversário é menos rejeitado, Lula consegue vencer.

Mark

Então a eleição será polarizada?

Mimi

Muito. Os dois principais candidatos têm rejeição altíssima. Significa que muita gente já sabe em quem não quer votar, mas ainda está decidindo em quem votar.

Mark

E aquele número de 42% que não sabe em quem votar?

Mimi

Esse é o eleitor fluido. Ainda há muito tempo e muita campanha pela frente. Esses 42% podem definir tudo.

Mark

Jair Bolsonaro não aparece mais?

Mimi

Aparece com 2%. Está inelegível até 2030 por decisão do TSE. Flávio é quem carrega o projeto político da família agora.

  • Flávio Bolsonaro surge com 46% contra 45% de Lula no segundo turno simulado, um empate técnico que redesenha o mapa eleitoral antes mesmo do início oficial da corrida.
  • A rejeição de Lula (48%) e de Flávio Bolsonaro (46%) é tão alta quanto suas intenções de voto, criando um cenário em que vencer pode significar ser o menos rejeitado, não o mais amado.
  • Candidatos como Caiado e Zema perdem para Lula, mas carregam índices de rejeição muito menores — 16% e 17% respectivamente —, o que os mantém como variáveis relevantes no tabuleiro político.
  • Com 42% dos entrevistados sem resposta espontânea sobre o candidato preferido, o eleitorado sinaliza que ainda está em aberto, tornando qualquer projeção prematura e qualquer estratégia arriscada.

A menos de dois anos das eleições presidenciais de 2026, uma pesquisa Datafolha revela que o Brasil caminha para uma disputa de altíssima tensão: Flávio Bolsonaro, ainda sem o batismo de uma campanha nacional, aparece tecnicamente empatado com o presidente Lula em simulação de segundo turno. O dado não é apenas estatístico — é um sinal de que a polarização brasileira encontrou novos protagonistas sem abandonar seus velhos contornos. Num país onde quase metade dos eleitores rejeita os dois principais nomes, a eleição que se aproxima parece menos uma escolha do que um dilema.

O Datafolha divulgou no sábado uma pesquisa sobre intenções de voto para 2026 que surpreende pela proximidade dos números. Na estimulada, Lula lidera com 39% contra 35% de Flávio Bolsonaro — mas é no segundo turno que a disputa se torna mais reveladora: o filho do ex-presidente aparece com 46%, contra 45% do presidente em exercício, dentro da margem de erro de dois pontos percentuais. Um empate técnico que coloca em xeque a ideia de que Lula parte como favorito absoluto.

A pesquisa também testou outros cenários. Contra Ronaldo Caiado e Romeu Zema, Lula vence com 45% a 42% em ambos os casos — resultado que sugere desempenho melhor do presidente quando o adversário não carrega o peso simbólico do bolsonarismo. Este foi o primeiro levantamento após o PSD oficializar Caiado como candidato, deixando de lado Ratinho Junior e Eduardo Leite.

Na pergunta espontânea, sem nomes apresentados, Lula lidera com 26% e Flávio Bolsonaro aparece com 16%. Mas o dado mais expressivo é outro: 42% dos entrevistados não souberam responder, revelando um eleitorado ainda muito fluido. Jair Bolsonaro, inelegível até 2030, recebeu apenas 2% das menções.

O retrato mais perturbador da pesquisa está nos índices de rejeição. Lula é rejeitado por 48% dos eleitores; Flávio Bolsonaro, por 46%. Em contraste, Caiado tem 16% de rejeição e Zema, 17%. A eleição de 2026 se desenha, portanto, como uma disputa entre dois candidatos que mobilizam tanto quanto repelem — um cenário de polarização profunda em que a vitória pode depender menos de conquistar novos votos do que de sobreviver à rejeição do adversário. A pesquisa ouviu 2.004 pessoas entre 7 e 9 de abril, com confiança de 95%, e foi registrada no TSE.

O instituto Datafolha divulgou no sábado uma pesquisa sobre as intenções de voto para a presidência em 2026, e os números revelam um cenário político muito mais aberto do que sugerem as sondagens iniciais. Quando apresentados os nomes dos candidatos aos eleitores, Lula aparece com 39% das intenções, enquanto Flávio Bolsonaro marca 35%. Mas é no segundo turno que a disputa ganha contornos mais dramáticos.

Em uma simulação direta entre Flávio Bolsonaro e Lula, o filho do ex-presidente sai à frente com 46% contra 45% do presidente em exercício. A margem é tão estreita que fica dentro da margem de erro de dois pontos percentuais da pesquisa, tornando a disputa tecnicamente empatada. Este é um resultado que surpreende pela proximidade: Lula, que governa o país, vê-se praticamente igualado por um adversário que ainda não passou pelo crivo de uma campanha presidencial de primeiro turno.

A pesquisa testou também cenários contra outros nomes que o PSD havia considerado antes de definir Ronaldo Caiado como seu candidato. Contra Caiado, Lula vence com 45% a 42%. Contra Romeu Zema, do Novo, o resultado é idêntico: 45% a 42%. Esses números sugerem que Lula tem melhor desempenho contra candidatos que não carregam o peso da rejeição que marca Flávio Bolsonaro. Este foi o primeiro levantamento do Datafolha após o PSD oficializar Caiado, deixando de lado os governadores Ratinho Junior, do Paraná, e Eduardo Leite, do Rio Grande do Sul.

Quando a pergunta é feita de forma espontânea, sem que os nomes sejam apresentados, o quadro muda significativamente. Lula lidera com 26%, enquanto Flávio Bolsonaro aparece com 16%. Mas 42% dos entrevistados não souberam responder, o que indica uma base eleitoral ainda muito fluida e aberta a mudanças. Jair Bolsonaro, inelegível até 2030 após condenação do Tribunal Superior Eleitoral por abuso de poder político e uso indevido de meios de comunicação, recebeu apenas 2% das menções.

O que talvez seja mais revelador que os números de intenção de voto é o índice de rejeição. Lula é rejeitado por 48% dos eleitores, que dizem não votariam nele de jeito nenhum no primeiro turno. Flávio Bolsonaro fica muito próximo, com 46% de rejeição. Romeu Zema tem apenas 17% de rejeição, e Ronaldo Caiado 16%. Esses dados sugerem que a eleição de 2026 será marcada por uma polarização profunda, onde os dois principais candidatos carregam níveis de rejeição muito altos, mesmo que um deles esteja à frente no momento.

A pesquisa entrevistou 2.004 pessoas entre 7 e 9 de abril, com nível de confiança de 95% e margem de erro de dois pontos percentuais. Foi contratada pela Folha de S. Paulo e registrada no TSE. Os números pintam um quadro de incerteza: Lula mantém vantagem em cenários contra outros candidatos, mas vê-se praticamente empatado com Flávio Bolsonaro, o que abre espaço para uma campanha imprevisível nos próximos meses.

Jair Bolsonaro está inelegível até 2030 após condenação do Tribunal Superior Eleitoral por abuso de poder político e uso indevido dos meios de comunicação
— Datafolha
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