Conheça os melhores restaurantes de São Paulo eleitos pelo júri da Folha

Um registro de quem estava em evidência em cada momento
O exercício anual da Folha documenta não apenas o melhor, mas como a gastronomia paulista evolui.
Mark

Por que uma premiação gastronômica importa? Não é só um restaurante sendo escolhido entre outros?

Mimi

É mais do que isso. É um registro de um momento. Quando você diz que D.O.M. foi o melhor em determinado ano, você está documentando que naquele instante, sob certos olhos críticos, aquela casa representava algo que importava à cidade.

Mark

E por que interromper entre 2020 e 2022?

Mimi

A pandemia fechou tudo. Não havia restaurantes funcionando normalmente, não havia o que premiar. Quando reabrirram, a gastronomia tinha mudado. O projeto retomou, mas em um mundo diferente.

Mark

Fasano, D.O.M., Maní — são nomes que aparecem há anos. Isso significa que a excelência é estável?

Mimi

Não exatamente. Que alguns nomes apareçam várias vezes diz que certas casas mantêm um padrão alto. Mas cada vitória é de um ano específico. O que era melhor em 2015 pode não ser em 2026. O júri está sempre olhando para o presente.

Mark

Como um júri especializado decide isso? Qual é o critério?

Mimi

Isso não está explícito aqui, mas você imagina: técnica, criatividade, consistência, como o restaurante conversa com a cidade. Não é apenas comida boa. É comida que significa algo.

Mark

E as outras categorias, além do melhor restaurante?

Mimi

Existem. Bares, cozinhas específicas, abordagens diferentes. Porque São Paulo não come de um único jeito. A premiação tenta honrar essa pluralidade.

  • A 15ª edição chega em um cenário de renovação intensa, com novos chefs emergindo e técnicas sendo reinventadas na cena gastronômica de São Paulo.
  • A premiação carrega uma tensão inerente: eleger 'o melhor' em uma cidade plural e voraz é sempre um ato contestável, que provoca debate entre críticos, cozinheiros e apaixonados por gastronomia.
  • O júri especializado tenta navegar entre o reconhecimento do que já é consagrado e a identificação do que aponta para o futuro da culinária paulistana.
  • Após a interrupção forçada pela pandemia entre 2020 e 2022, o projeto retomou seu ritmo e consolida agora sua presença como principal termômetro gastronômico da capital.

Há quinze anos, a Folha de S.Paulo assume o papel de memória viva da gastronomia paulistana, elegendo anualmente os restaurantes que melhor traduzem o espírito culinário de uma cidade em permanente transformação. O exercício vai além do prêmio em si: é um ato de documentação cultural, um registro de gostos, tendências e chefs que definiram cada momento da mesa paulista. Nomes como D.O.M., Fasano, Maní, Tuju e Nelita já carregaram esse título, cada um representando um capítulo distinto dessa história coletiva.

A Folha de S.Paulo chega à décima quinta edição de seu especial anual de gastronomia, um projeto que desde 2009 funciona como registro vivo da cena culinária paulistana. Um júri especializado avalia restaurantes novos e estabelecidos, mapeando quais casas melhor representam o momento da gastronomia da capital.

A premiação teve apenas uma interrupção: entre 2020 e 2022, quando a pandemia fechou cozinhas e esvaziou mesas em toda a cidade. Quando as portas reabrirram, a gastronomia havia mudado — e o projeto retomou seu papel de documentar essas transformações.

Ao longo dos anos, a categoria principal passou por mãos distintas. D.O.M., Fasano, Maní, Tuju e Nelita já foram eleitos o melhor restaurante de São Paulo, cada um representando um momento diferente da história recente da mesa paulistana. Mais do que nomear um vencedor, o especial cria um arquivo: quem estava em evidência, qual era o gosto da cidade em determinado ano.

O projeto também reconhece que a excelência não se concentra em uma única categoria, distribuindo prêmios em diferentes especialidades — reflexo de uma cidade que não come de um único jeito. A décima quinta edição chega em um momento de intensa renovação, com o júri atento não apenas ao que é bom hoje, mas ao que aponta para onde a culinária paulistana está indo.

A Folha de S.Paulo retorna com a décima quinta edição de seu especial anual dedicado à gastronomia de São Paulo, um projeto que há mais de uma década funciona como termômetro dos restaurantes que definem o apetite e a identidade culinária da capital. O exercício é simples em aparência: um júri especializado avalia casas novas e estabelecidas, mapeando quais delas merecem destaque em um momento específico da cena gastronômica paulista.

Desde 2009, quando a premiação começou, a Folha interrompeu apenas uma vez — entre 2020 e 2022, quando a pandemia fechou cozinhas e esvaziou mesas. Naquele intervalo, a cidade inteira parou de comer fora. Quando as portas reabrirram, a gastronomia não era mais a mesma. Mas o projeto retomou seu ritmo, continuando a registrar como a culinária paulista evolui, quais tendências ganham força, quais chefs consolidam suas reputações.

A categoria principal — aquela que carrega o peso simbólico de "melhor restaurante" — passou por mãos distintas ao longo dos anos. D.O.M. recebeu o prêmio em uma edição. Fasano, a casa que representa uma certa sofisticação italiana enraizada em São Paulo, também foi eleita. Maní, que traz uma linguagem própria à mesa, conquistou o título. Tuju e Nelita completam a lista de vencedores da categoria máxima, cada um representando um momento diferente da história recente da gastronomia paulista.

O que torna este exercício relevante não é apenas nomear o melhor — exercício sempre contestável e subjetivo. É documentar movimento. É criar um registro de quem estava em evidência, quem merecia atenção, qual era o gosto de uma cidade em determinado ano. Os restaurantes que vencem não são necessariamente os únicos bons; são aqueles que, naquele momento, sob o olhar crítico de especialistas, melhor representavam algo que importava.

O especial também reconhece que a excelência gastronômica não se concentra em uma única categoria. Há prêmios em diferentes especialidades — bares, cozinhas específicas, abordagens distintas. Isso reflete a realidade de uma cidade que não come de um único jeito. São Paulo é plural em sua mesa, e o projeto da Folha tenta honrar essa pluralidade, mesmo que o foco principal recaia sempre sobre aquele restaurante que conseguiu sintetizar, naquele ano, o que a crítica especializada entendia como excelência.

A décima quinta edição chega em um momento em que a gastronomia paulista continua em transformação. Novos chefs emergem, técnicas evoluem, ingredientes ganham novas interpretações. O júri especializado que avalia as casas está atento a essas mudanças, tentando identificar não apenas o que é bom hoje, mas o que aponta para onde a culinária da cidade está indo. É um trabalho de crítica e de prospectiva ao mesmo tempo.

O especial mapeia as melhores casas sob o olhar crítico de um júri especializado
— Folha de S.Paulo
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