Há quinze anos, a Folha de S.Paulo assume o papel de memória viva da gastronomia paulistana, elegendo anualmente os restaurantes que melhor traduzem o espírito culinário de uma cidade em permanente transformação. O exercício vai além do prêmio em si: é um ato de documentação cultural, um registro de gostos, tendências e chefs que definiram cada momento da mesa paulista. Nomes como D.O.M., Fasano, Maní, Tuju e Nelita já carregaram esse título, cada um representando um capítulo distinto dessa história coletiva.
Conheça os melhores restaurantes de São Paulo eleitos pelo júri da Folha
Um registro de quem estava em evidência em cada momento
Por que uma premiação gastronômica importa? Não é só um restaurante sendo escolhido entre outros?
É mais do que isso. É um registro de um momento. Quando você diz que D.O.M. foi o melhor em determinado ano, você está documentando que naquele instante, sob certos olhos críticos, aquela casa representava algo que importava à cidade.
E por que interromper entre 2020 e 2022?
A pandemia fechou tudo. Não havia restaurantes funcionando normalmente, não havia o que premiar. Quando reabrirram, a gastronomia tinha mudado. O projeto retomou, mas em um mundo diferente.
Fasano, D.O.M., Maní — são nomes que aparecem há anos. Isso significa que a excelência é estável?
Não exatamente. Que alguns nomes apareçam várias vezes diz que certas casas mantêm um padrão alto. Mas cada vitória é de um ano específico. O que era melhor em 2015 pode não ser em 2026. O júri está sempre olhando para o presente.
Como um júri especializado decide isso? Qual é o critério?
Isso não está explícito aqui, mas você imagina: técnica, criatividade, consistência, como o restaurante conversa com a cidade. Não é apenas comida boa. É comida que significa algo.
E as outras categorias, além do melhor restaurante?
Existem. Bares, cozinhas específicas, abordagens diferentes. Porque São Paulo não come de um único jeito. A premiação tenta honrar essa pluralidade.
El Pulso
- A 15ª edição chega em um cenário de renovação intensa, com novos chefs emergindo e técnicas sendo reinventadas na cena gastronômica de São Paulo.
- A premiação carrega uma tensão inerente: eleger 'o melhor' em uma cidade plural e voraz é sempre um ato contestável, que provoca debate entre críticos, cozinheiros e apaixonados por gastronomia.
- O júri especializado tenta navegar entre o reconhecimento do que já é consagrado e a identificação do que aponta para o futuro da culinária paulistana.
- Após a interrupção forçada pela pandemia entre 2020 e 2022, o projeto retomou seu ritmo e consolida agora sua presença como principal termômetro gastronômico da capital.
Há quinze anos, a Folha de S.Paulo assume o papel de memória viva da gastronomia paulistana, elegendo anualmente os restaurantes que melhor traduzem o espírito culinário de uma cidade em permanente transformação. O exercício vai além do prêmio em si: é um ato de documentação cultural, um registro de gostos, tendências e chefs que definiram cada momento da mesa paulista. Nomes como D.O.M., Fasano, Maní, Tuju e Nelita já carregaram esse título, cada um representando um capítulo distinto dessa história coletiva.
A Folha de S.Paulo chega à décima quinta edição de seu especial anual de gastronomia, um projeto que desde 2009 funciona como registro vivo da cena culinária paulistana. Um júri especializado avalia restaurantes novos e estabelecidos, mapeando quais casas melhor representam o momento da gastronomia da capital.
A premiação teve apenas uma interrupção: entre 2020 e 2022, quando a pandemia fechou cozinhas e esvaziou mesas em toda a cidade. Quando as portas reabrirram, a gastronomia havia mudado — e o projeto retomou seu papel de documentar essas transformações.
Ao longo dos anos, a categoria principal passou por mãos distintas. D.O.M., Fasano, Maní, Tuju e Nelita já foram eleitos o melhor restaurante de São Paulo, cada um representando um momento diferente da história recente da mesa paulistana. Mais do que nomear um vencedor, o especial cria um arquivo: quem estava em evidência, qual era o gosto da cidade em determinado ano.
O projeto também reconhece que a excelência não se concentra em uma única categoria, distribuindo prêmios em diferentes especialidades — reflexo de uma cidade que não come de um único jeito. A décima quinta edição chega em um momento de intensa renovação, com o júri atento não apenas ao que é bom hoje, mas ao que aponta para onde a culinária paulistana está indo.
A Folha de S.Paulo retorna com a décima quinta edição de seu especial anual dedicado à gastronomia de São Paulo, um projeto que há mais de uma década funciona como termômetro dos restaurantes que definem o apetite e a identidade culinária da capital. O exercício é simples em aparência: um júri especializado avalia casas novas e estabelecidas, mapeando quais delas merecem destaque em um momento específico da cena gastronômica paulista.
Desde 2009, quando a premiação começou, a Folha interrompeu apenas uma vez — entre 2020 e 2022, quando a pandemia fechou cozinhas e esvaziou mesas. Naquele intervalo, a cidade inteira parou de comer fora. Quando as portas reabrirram, a gastronomia não era mais a mesma. Mas o projeto retomou seu ritmo, continuando a registrar como a culinária paulista evolui, quais tendências ganham força, quais chefs consolidam suas reputações.
A categoria principal — aquela que carrega o peso simbólico de "melhor restaurante" — passou por mãos distintas ao longo dos anos. D.O.M. recebeu o prêmio em uma edição. Fasano, a casa que representa uma certa sofisticação italiana enraizada em São Paulo, também foi eleita. Maní, que traz uma linguagem própria à mesa, conquistou o título. Tuju e Nelita completam a lista de vencedores da categoria máxima, cada um representando um momento diferente da história recente da gastronomia paulista.
O que torna este exercício relevante não é apenas nomear o melhor — exercício sempre contestável e subjetivo. É documentar movimento. É criar um registro de quem estava em evidência, quem merecia atenção, qual era o gosto de uma cidade em determinado ano. Os restaurantes que vencem não são necessariamente os únicos bons; são aqueles que, naquele momento, sob o olhar crítico de especialistas, melhor representavam algo que importava.
O especial também reconhece que a excelência gastronômica não se concentra em uma única categoria. Há prêmios em diferentes especialidades — bares, cozinhas específicas, abordagens distintas. Isso reflete a realidade de uma cidade que não come de um único jeito. São Paulo é plural em sua mesa, e o projeto da Folha tenta honrar essa pluralidade, mesmo que o foco principal recaia sempre sobre aquele restaurante que conseguiu sintetizar, naquele ano, o que a crítica especializada entendia como excelência.
A décima quinta edição chega em um momento em que a gastronomia paulista continua em transformação. Novos chefs emergem, técnicas evoluem, ingredientes ganham novas interpretações. O júri especializado que avalia as casas está atento a essas mudanças, tentando identificar não apenas o que é bom hoje, mas o que aponta para onde a culinária da cidade está indo. É um trabalho de crítica e de prospectiva ao mesmo tempo.
Citas Notables
O especial mapeia as melhores casas sob o olhar crítico de um júri especializado— Folha de S.Paulo