Colunistas da Folha elegem seleção com meio-time espanhol após título na Copa

A defesa sofreu apenas um gol em oito partidas, entrando para a história
A zaga espanhola que dominou a seleção dos colunistas estabeleceu um recorde histórico de eficiência defensiva.
Mark

Por que a Espanha dominou tanto a seleção dos colunistas se a final foi decidida apenas na prorrogação?

Mimi

Porque o que aconteceu em campo durante noventa minutos não reflete necessariamente o desempenho geral. A Espanha foi dominante ao longo de oito partidas, sofreu apenas um gol inteiro, e isso deixa marcas que um resultado apertado não apaga.

Mark

Cubarsí tem apenas 19 anos. Isso não é muito jovem para estar em um time ideal?

Mimi

Sim, mas ele jogou como um veterano. Ganhou o prêmio de melhor jovem do torneio e fez 671 passes certos — mais que quase todo mundo. A idade é um número; o que importa é o que você faz em campo.

Mark

Haaland não chegou nem à semifinal, mas entrou no time. Como isso acontece?

Mimi

Porque sete gols em cinco jogos é uma produção extraordinária, independentemente de quando você sai. Os colunistas votam em desempenho individual, não em trajetória.

Mark

Nenhum brasileiro foi escolhido. Isso surpreende?

Mimi

Não. O Brasil não chegou nem às quartas de final. Quando você não avança, fica difícil competir pela seleção ideal.

Mark

Mbappé agora é o maior goleador da história das Copas. Isso muda algo?

Mimi

Muda tudo. Ele ultrapassou Messi em um recorde que parecia intocável. E fez isso em uma Copa onde Messi também estava em campo, marcando oito gols.

  • A Espanha sofreu apenas um gol em oito partidas, construindo uma defesa que rivaliza com as maiores de toda a história das Copas do Mundo.
  • Unai Simón quebrou o recorde de minutos sem sofrer gols, superando uma marca que resistia desde a era de Walter Zenga, nos anos 1990.
  • Mbappé encerrou o torneio como maior artilheiro da história das Copas, com 22 gols no total, ultrapassando Messi na última edição em que os dois dividiram o palco.
  • Cubarsí, de apenas 19 anos, roubou o prêmio de melhor jovem de Lamine Yamal, sinalizando que a hegemonia espanhola pode durar mais uma geração.
  • Nenhum jogador brasileiro foi lembrado pelos onze colunistas, ausência que, por si só, diz muito sobre o momento do futebol do país.

Ao fim de uma Copa do Mundo marcada pela soberania espanhola, onze colunistas da Folha de S.Paulo se reuniram para cristalizar em uma escalação o que os números já diziam: a Espanha não apenas venceu o torneio, mas o definiu. Com cinco jogadores e o técnico Luis de la Fuente escolhidos para o time ideal, a seleção europeia deixou sua marca não só no placar da final contra a Argentina, mas na memória coletiva do futebol mundial.

A Espanha venceu a Argentina na final da Copa do Mundo nos acréscimos, com um gol que exigiu toda a prorrogação. Mas para os onze colunistas da Folha de S.Paulo que elegeram o time ideal do torneio, a superioridade espanhola foi muito mais nítida: cinco jogadores da seleção europeia foram escolhidos, além do técnico campeão Luis de la Fuente.

A linha defensiva foi o coração dessa escolha. Em oito jogos, a Espanha cedeu apenas um gol — um dos melhores desempenhos defensivos da história das Copas. O goleiro Unai Simón ficou 650 minutos sem ser vazado, superando o recorde de Walter Zenga. Na zaga, o jovem Cubarsí, de 19 anos, levou o prêmio de melhor jogador jovem, surpreendendo ao superar Lamine Yamal. Upamecano completou a dupla, enquanto Pedro Porro e Cucurella dominaram as laterais com votos quase unânimes.

No meio-campo, Rodri foi eleito o melhor jogador da Copa, liderando o torneio em passes certos. Jude Bellingham terminou com sete gols, e Olise distribuiu sete assistências sem marcar nenhuma vez. No ataque, os colunistas reuniram os três maiores nomes do torneio: Haaland, como centroavante, e os artilheiros Mbappé e Messi, ambos com votação unânime. Mbappé encerrou a competição com dez gols e se tornou o maior goleador da história das Copas, com 22 no total, um a mais do que Messi.

Nenhum jogador brasileiro foi incluído na seleção. A votação reuniu Bárbara Coelho, Dani Blaschkaue, Daniel Mariani, Hanuska Bertoia, Idelber Avelar, Luís Curro, Marcelo Bechler, Maurício Stycer, Paulo Vieira, PVC e Sandro Macedo.

A Espanha venceu a Argentina na final da Copa do Mundo, mas apenas nos acréscimos, com um gol solitário que exigiu toda a prorrogação. Para os colunistas da Folha de S.Paulo, porém, a superioridade espanhola foi bem mais clara. Quando onze deles se reuniram para escolher o melhor time do torneio, a Espanha ocupou metade da escalação — cinco jogadores no total, mais o técnico campeão Luis de la Fuente.

A defesa espanhola foi o grande destaque dessa seleção. Quatro dos cinco espanhóis escolhidos atuaram na linha defensiva, e os números explicam por quê: em oito partidas, a zaga sofreu apenas um gol, entrando para a história como uma das melhores de todos os tempos em Copas do Mundo. Unai Simón, o goleiro, bateu um recorde pessoal durante o torneio ao ficar 650 minutos sem sofrer gols, superando a marca de 517 minutos do italiano Walter Zenga. Na defesa, Cubarsí — um zagueiro espanhol de apenas 19 anos — conquistou o prêmio de melhor jogador jovem, desbancando Lamine Yamal, que era o favorito. Ao seu lado, Upamecano, um dos três franceses na seleção, completava a dupla de zaga. Nas laterais, Pedro Porro à direita e Cucurella à esquerda foram praticamente unânimes entre os colunistas, ambos mostrando força tanto na defesa quanto no apoio ao ataque — Porro marcou dois gols.

O meio-campo refletiu uma escolha mais equilibrada. Rodri, o volante do Manchester City, foi eleito melhor jogador da Copa e entrou como o único marcador de ofício da seleção. Ele liderou o ranking de passes certos com 756, à frente de Cubarsí, que tinha 671. Jude Bellingham, o meia-atacante do Real Madrid, tirou o protagonismo inglês de Harry Kane e terminou a Copa com sete gols. Ao seu lado, Olise, do Bayern, não marcou nenhuma vez, mas distribuiu sete assistências.

No ataque, a seleção dos colunistas reuniu os três maiores nomes do torneio. Haaland, do Manchester City, foi escolhido como centroavante — e é notável que ele tenha sido o único da lista que não avançou até a semifinal, terminando a competição com sete gols em cinco jogos. Os dois principais artilheiros receberam votação unânime: Mbappé, da França, com dez gols, e Messi, da Argentina, com oito. Com seus dois gols na derrota de 6 a 4 para a Inglaterra, Mbappé não só garantiu a artilharia do torneio como se tornou o maior goleador da história das Copas, com 22 gols no total — contra 21 do camisa 10 argentino.

A seleção final ficou assim: Unai Simón; Pedro Porro, Cubarsí, Upamecano e Cucurella; Bellingham, Rodri e Olise; Haaland, Mbappé e Messi, com Luis de la Fuente no comando. Nenhum colunista escolheu jogadores brasileiros. Os onze participantes da votação foram Bárbara Coelho, Dani Blaschkaue, Daniel Mariani, Hanuska Bertoia, Idelber Avelar, Luís Curro, Marcelo Bechler, Maurício Stycer, Paulo Vieira, PVC e Sandro Macedo.

Rodri foi eleito melhor jogador da Copa e liderou o ranking de passes certos na competição
— Critério dos colunistas da Folha
Mbappé garantiu a artilharia do torneio e se tornou o maior goleador da história das Copas, com 22 gols
— Desempenho do atacante francês
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