BMW i3 Touring em testes: carrinha elétrica com até 800 km de autonomia

Uma das carrinhas elétricas premium com maior alcance do mercado
O i3 Touring deverá manter autonomia acima dos 800 km, tornando-se numa proposta rara no segmento.
Mark

Porque é que a BMW continua a investir em carrinhas quando toda a gente quer SUV?

Mimi

Porque há clientes que nunca deixaram de as querer. A carrinha oferece algo que o SUV não consegue replicar: espaço de carga sem sacrificar a dinâmica de condução. E a BMW tem uma história com este formato que remonta décadas.

Mark

O i3 Touring vai ser significativamente diferente da berlina?

Mimi

Até ao pilar B, é praticamente idêntico. A partir daí, o tejadilho alonga-se e a silhueta muda. Mas o grande diferencial é que, por ser elétrica, tem uma aerodinâmica mais refinada do que as carrinhas convencionais.

Mark

Esses 800 km de autonomia são realistas para uma carrinha?

Mimi

Sim, porque a plataforma Neue Klasse foi desenhada do zero para elétricos. A bateria de 108,7 kWh, a arquitetura de 800 V e as baterias cilíndricas fazem a diferença. A berlina promete 900 km; a Touring ficará um pouco abaixo, mas acima dos 800 km é muito provável.

Mark

Qual é o público-alvo para este carro?

Mimi

Famílias que querem espaço, autonomia e tecnologia premium, mas não querem um SUV. Pessoas que entendem que uma carrinha bem desenhada é mais versátil e mais eficiente aerodinamicamente.

Mark

A BMW vai abandonar os motores de combustão?

Mimi

Não. O Série 3 convencional vai continuar com gasolina, Diesel e híbrido plug-in. A BMW está a oferecer escolha, não a impor uma transição forçada.

  • Num mercado onde os SUV dominam, a BMW arrisca ao apostar numa carrinha 100% elétrica premium — um segmento ainda quase inexplorado na Europa.
  • Os protótipos do i3 Touring já circulam em testes, revelando uma traseira alongada e uma silhueta mais musculada e aerodinâmica do que qualquer Série 3 Touring anterior.
  • A versão i3 50 xDrive confirmada oferece 469 cv, tração integral e uma bateria de 108,7 kWh, com uma variante de tração traseira de menor potência a surgir posteriormente.
  • A autonomia acima dos 800 km (WLTP estimado) posicionaria o i3 Touring entre as carrinhas elétricas de maior alcance disponíveis no mercado europeu.
  • O Série 3 de combustão não desaparece — a BMW mantém uma estratégia multienergia, mas o i3 Touring representa um ponto de viragem claro na sua visão elétrica.

Numa indústria cada vez mais dominada pelos SUV, a BMW prepara-se para reafirmar a sua lealdade histórica às carrinhas com o i3 Touring, uma versão de carroçaria alongada do seu novo sedã elétrico baseado na plataforma Neue Klasse. Protótipos captados em testes revelam uma silhueta mais aerodinâmica do que as gerações anteriores, uma autonomia potencial acima dos 800 km e tecnologia de 800V — sinais de que a marca bávara pretende definir um novo padrão no segmento das carrinhas elétricas premium europeias.

A BMW nunca abandonou as carrinhas, e o novo i3 elétrico vai reforçar essa tradição. Os protótipos captados em testes confirmam que a versão Touring está a caminho, construída sobre a plataforma Neue Klasse — desenvolvida exclusivamente para veículos elétricos da marca.

Até ao pilar B, o i3 Touring é praticamente idêntico à berlina. A partir daí, o tejadilho prolonga-se para criar um compartimento de carga mais amplo. Ao contrário das gerações anteriores, a natureza elétrica do modelo permite uma silhueta mais aerodinâmica: a linha de cintura sobe gradualmente até ao pilar D, reduzindo a área vidrada e conferindo ao conjunto um aspecto mais tenso e musculado. Os detalhes estéticos acompanham a berlina — faixa luminosa dianteira, puxadores embutidos e superfícies mais limpas.

No interior, espera-se uma réplica fiel da berlina, com destaque para o BMW Panoramic Vision ao longo da base do para-brisas e um ecrã central de 17,9 polegadas. A bagageira deverá superar os 420 litros da versão de quatro portas, tornando o Touring uma opção mais versátil para o dia a dia.

A versão confirmada, a i3 50 xDrive, conta com dois motores elétricos, 469 cv, tração integral e uma bateria de 108,7 kWh. Mais tarde surgirá uma variante de tração traseira com 320 cv. A grande promessa é a autonomia: enquanto a berlina anuncia até 900 km (WLTP), o Touring, ligeiramente mais pesado, deverá manter-se acima dos 800 km — o que o colocaria entre as carrinhas elétricas premium de maior alcance na Europa.

O Série 3 de combustão continuará na gama, com uma atualização estética inspirada na linguagem Neue Klasse e versões a gasolina, Diesel e híbridas plug-in. A BMW não abandona a estratégia multienergia, mas a chegada do i3 Touring é um sinal inequívoco de que a marca está a levar a sério o futuro elétrico das carrinhas premium.

A BMW nunca abandonou as carrinhas. Enquanto a indústria automóvel se inclina cada vez mais para os SUV, a marca bávara mantém viva uma tradição que atravessa gerações do Série 3. Agora, com o novo i3 totalmente elétrico, essa lealdade ao formato de carroçaria alongada está prestes a ganhar uma nova dimensão — e os protótipos apanhados em testes confirmam que a versão Touring está mesmo a caminho.

Os primeiros sinais são claros: até ao pilar B, o i3 Touring é praticamente indistinguível da berlina. É a partir daí que a história muda. O tejadilho prolonga-se, criando um compartimento de carga notavelmente mais amplo. Mas há uma diferença fundamental em relação às gerações anteriores. Por ser 100% elétrica, a nova carrinha adota uma silhueta mais aerodinâmica e dinâmica do que o atual Série 3 Touring. A linha de cintura sobe gradualmente até ao pilar D, reduzindo a área vidrada e conferindo ao conjunto um aspecto mais musculado e tenso. Os restantes traços estéticos acompanham a berlina: a assinatura luminosa integrada numa faixa negra na dianteira, os puxadores de porta embutidos na carroçaria, e superfícies menos vincadas — uma linguagem visual mais limpa e contemporânea.

No interior, tudo indica que o i3 Touring será uma cópia fiel da berlina. O destaque vai para o BMW Panoramic Vision, um visor que se estende por toda a base do para-brisas, complementado por um ecrã central de 17,9 polegadas. Relativamente ao espaço, é razoável esperar que a versão Touring ofereça mais lugar para passageiros e uma bagageira com capacidade superior aos 420 litros da versão de quatro portas — um ganho significativo para quem precisa de versatilidade.

Sob a carroçaria está a nova plataforma Neue Klasse, desenvolvida exclusivamente para os veículos elétricos da BMW. A versão já confirmada é a i3 50 xDrive, equipada com dois motores elétricos, tração integral, 345 kW de potência (469 cavalos) e 645 Nm de binário. A bateria tem 108,7 kWh de capacidade. Mais tarde deverá surgir uma variante de tração traseira com um único motor de 235 kW (320 cv) e uma bateria de menor capacidade. A autonomia é o grande trunfo. Graças à arquitetura elétrica de 800 V, à sexta geração da tecnologia eDrive e às novas baterias cilíndricas, o i3 berlina anuncia até 900 km entre carregamentos (WLTP). A versão Touring, mais pesada e volumosa, deverá ficar ligeiramente abaixo deste valor. Ainda assim, é provável que mantenha uma autonomia acima dos 800 km — o que a colocaria entre as carrinhas elétricas premium com maior alcance disponível no mercado europeu.

Para quem ainda prefere motores de combustão, o atual Série 3 continuará na gama. Deverá receber uma atualização estética inspirada na linguagem Neue Klasse, mantendo-se fiel à estratégia multienergia com versões a gasolina, Diesel e híbridas plug-in. A BMW, portanto, não está a apostar tudo numa única carta. Mas a chegada do i3 Touring marca um ponto de viragem claro: a marca está a levar a sério o segmento das carrinhas elétricas premium, um espaço ainda pouco explorado no mercado.

A BMW pode estar a apostar forte nos SUV, mas há um formato de carroçaria que continua a resistir: as carrinhas.
— Razão Automóvel
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