Em um mercado farmacêutico ainda dominado por importações, a EMS dá um passo simbólico e prático ao reduzir em 23% o preço do Ozivy, sua versão nacional da semaglutida. A iniciativa, restrita a pacientes cadastrados em programa de descontos, coloca pela primeira vez um medicamento brasileiro à base dessa substância em paridade competitiva com o Ozempic dinamarquês. O gesto aponta para uma transformação mais ampla: o fim de uma patente pode ser o começo de um acesso mais justo ao tratamento.
EMS reduz preço do Ozivy e oferece 3 canetas por R$ 999
Redução de 23% torna o medicamento nacional competitivo
Por que a EMS decidiu fazer essa redução de preço justamente agora?
Porque a patente da semaglutida expirou em março. Antes disso, a Novo Nordisk tinha exclusividade. Agora que o monopólio acabou, laboratórios nacionais como a EMS conseguem produzir e competir no preço.
E isso muda alguma coisa para o paciente que já estava usando Ozempic?
Muda bastante. Quem estava pagando R$ 431 por caneta agora paga R$ 333. É uma economia real. E para quem não conseguia pagar nada, abre a possibilidade de acesso.
O medicamento foi aprovado para diabetes tipo 2, mas as pessoas estão usando para emagrecer. Como a EMS vê isso?
A bula diz diabetes tipo 2. O uso para obesidade é off-label — responsabilidade do médico prescrever e do paciente aceitar. A EMS não pode promover isso, mas sabe que acontece.
Qual é o risco de um medicamento nacional competindo com a Novo Nordisk?
Não há risco para o paciente — é concorrência. Para a Novo Nordisk, sim, há pressão. Mas para o Brasil, é ganho: mais opções, preços menores, menos dependência de importação.
Isso vai durar? Ou a EMS vai aumentar o preço depois?
Ninguém sabe. Mas enquanto houver competição, há incentivo para manter preços baixos. Se a EMS aumentar muito, pacientes voltam para o Ozempic ou para outras marcas que surgirem.
The Pulse
- O custo do tratamento com semaglutida era uma barreira real — agora, três canetas saem por R$ 999, contra R$ 863,22 por apenas duas na oferta anterior.
- A chegada do Ozivy ao mercado em junho representou uma ruptura: pela primeira vez, um laboratório nacional produziu semaglutida sintética registrada pela Anvisa após o fim da patente.
- O uso off-label para obesidade pressiona a demanda, mas o medicamento segue aprovado apenas para diabetes tipo 2 — uma tensão entre prática clínica e regulação formal.
- A EMS mira diretamente o Ozempic da Novo Nordisk, posicionando o Ozivy na mesma faixa de preço e disputando pacientes que dependem de programas de desconto para manter o tratamento.
Em um mercado farmacêutico ainda dominado por importações, a EMS dá um passo simbólico e prático ao reduzir em 23% o preço do Ozivy, sua versão nacional da semaglutida. A iniciativa, restrita a pacientes cadastrados em programa de descontos, coloca pela primeira vez um medicamento brasileiro à base dessa substância em paridade competitiva com o Ozempic dinamarquês. O gesto aponta para uma transformação mais ampla: o fim de uma patente pode ser o começo de um acesso mais justo ao tratamento.
A EMS anunciou uma redução de cerca de 23% no preço do Ozivy, seu medicamento à base de semaglutida sintética, lançando um pacote com três canetas de 1 mg por R$ 999 — ou seja, R$ 333 por unidade. A oferta é exclusiva para pacientes inscritos no Programa Vida + Leve e representa uma queda expressiva em relação à opção anterior, que permitia adquirir duas canetas por R$ 863,22, a R$ 431,61 cada. Essa modalidade segue disponível para quem tiver prescrição médica válida e estiver cadastrado no programa.
O Ozivy chegou ao mercado brasileiro em junho deste ano com um peso histórico: é o primeiro medicamento nacional com semaglutida sintética a receber registro da Anvisa, após o fim da proteção patentária da substância em março. A abertura criou espaço para laboratórios brasileiros desenvolverem suas próprias versões, reduzindo a dependência de importações.
Aprovado para o tratamento de diabetes tipo 2, o medicamento também é amplamente utilizado de forma off-label para controle de peso — prática comum, mas não formalmente autorizada. Com a nova precificação, o Ozivy entra em paridade direta com o Ozempic da Novo Nordisk, vendido entre R$ 975 e R$ 999 no Brasil, oferecendo uma alternativa nacional para pacientes que dependem de programas de desconto para viabilizar o tratamento.
A EMS anunciou uma redução significativa no preço do Ozivy, seu medicamento à base de semaglutida sintética, criando uma nova oportunidade para pacientes que buscam tratamento mais acessível para diabetes tipo 2. O laboratório passou a oferecer um pacote com três canetas de 1 mg por R$ 999 — o que representa R$ 333 por unidade — exclusivamente para quem está cadastrado no Programa Vida + Leve.
Essa mudança marca uma queda de aproximadamente 23% no preço individual da caneta em relação ao que era praticado antes. Até então, a melhor opção disponível dentro do programa permitia comprar duas canetas de 1 mg por R$ 863,22, custando R$ 431,61 cada. Essa modalidade anterior continua disponível para pacientes com prescrição médica válida e inscritos no programa de descontos.
O Ozivy chegou ao mercado brasileiro em junho deste ano e representa um marco importante: é o primeiro medicamento produzido no país com base em semaglutida sintética a receber registro da Anvisa após o fim da proteção patentária da substância em março. Essa abertura do mercado criou espaço para que laboratórios nacionais desenvolvessem suas próprias versões, reduzindo a dependência de importações e, potencialmente, tornando o tratamento mais acessível.
O medicamento foi aprovado especificamente para o tratamento de diabetes tipo 2. Porém, seu uso para obesidade e sobrepeso ocorre fora das indicações previstas na bula — o que a indústria chama de uso off-label. Essa aplicação, embora não autorizada formalmente, tornou-se comum entre médicos e pacientes que buscam controle de peso.
Para contextualizar o posicionamento competitivo, o Ozempic, produzido pela farmacêutica dinamarquesa Novo Nordisk, é vendido no Brasil entre R$ 975 e R$ 999, dependendo da dosagem e das condições oferecidas pelo programa de descontos da empresa. Com a nova precificação da EMS, o Ozivy fica competitivo em relação ao medicamento importado, oferecendo uma alternativa nacional que pode ampliar o acesso a pacientes que dependem de programas de desconto para viabilizar o tratamento.
Notable Quotes
O Ozivy começou a ser vendido no Brasil em junho e foi o primeiro medicamento brasileiro à base de semaglutida sintética registrado pela Anvisa após o fim da patente da substância no País— Informação da EMS sobre o Ozivy