Berranteiro das Américas encerra expedição de 60 mil km em Barretos após três anos

Fechou um círculo que havia começado exatamente três anos antes
Pedro Henrique retorna a Barretos onde iniciou sua expedição de 60 mil quilômetros pelas Américas.
Mark

Por que voltar montado em mula, nos últimos dez mil quilômetros? Por que não terminar como começou, de caminhonete?

Mimi

Acho que porque a mula é mais honesta. Ela te coloca no ritmo da terra, não te deixa correr. Nos primeiros anos, eu estava descobrindo. Na volta, eu queria sentir o que tinha aprendido.

Mark

E Bastião? O cão viajou o tempo todo com você?

Mimi

Bastião foi mais que um companheiro. Foi a razão de muitos dias em que eu poderia ter desistido. Um cão não questiona por que você está fazendo aquilo. Ele só está ali.

Mark

Você sabia que voltaria a Barretos para encerrar, ou isso foi decidido no caminho?

Mimi

Sabia desde o início. Barretos é onde tudo começou, durante a festa em 2023. Não fazia sentido terminar em outro lugar. A festa me acolheu quando era só um sonho.

Mark

O que significa tocar o berrante no centro da arena, naquele momento?

Mimi

É selar um pacto. O berrante é o instrumento do vaqueiro, da tradição. Tocá-lo ali era dizer: eu levei isso comigo, mostrei para o mundo, e agora estou devolvendo para casa.

  • Um homem partiu sozinho de uma festa de rodeio em 2023 com a promessa de atravessar as Américas — e o mundo duvidou, mas ele foi.
  • Sessenta mil quilômetros depois, entre caminhonete e lombo de mula, Pedro cruzou 16 países e 35 estados americanos carregando o berrante como bandeira.
  • A cerimônia de retorno na 71ª Festa do Peão reuniu música, dança, estilistas e realeza da festa para celebrar o que poucos acreditavam ser possível.
  • No centro da arena, Pedro tocou o berrante em silêncio emotivo enquanto o público se levantava — o instrumento soou como ponto final de uma frase de três anos.
  • Para Os Independentes e para Barretos, a volta do aventureiro confirmou que a cidade havia enviado ao mundo um embaixador genuíno da cultura sertaneja.

Três anos depois de partir de Barretos com um berrante e um sonho, Pedro Henrique Biondo Matias retornou à mesma arena da Festa do Peão para fechar um círculo que atravessou 16 países e 60 mil quilômetros. Acompanhado por seu cão Bastião e por duas mulas cargueiras, o Berranteiro das Américas completou uma jornada que foi, ao mesmo tempo, aventura pessoal e missão cultural — levar as tradições sertanejas brasileiras ao coração do continente. Há algo de profundamente humano nesse gesto de retornar ao ponto de partida: não como quem fracassou, mas como quem cumpriu.

No sábado à noite, Pedro Henrique Biondo Matias desceu da mula na arena da 71ª Festa do Peão de Barretos e fechou um círculo iniciado exatamente três anos antes, no mesmo lugar. O Berranteiro das Américas havia partido em 2023 com um sonho de atravessar o continente; voltava agora com seu border collie Bastião ao lado e as marcas de 60 mil quilômetros na pele.

A chegada foi celebrada com cerimônia especial durante o intervalo das competições. Música sertaneja, a banda Facmol, cantores locais, o estilista Marcelo Ortale, a rainha e a princesa da festa — tudo compôs uma homenagem de cerca de quinze minutos que carregava o peso de três anos de estrada. Pedro falou pouco, mas com emoção clara: agradeceu a Deus, reconheceu a necessidade de persistência e fé, e depois tocou o berrante no centro da arena enquanto o público se levantava para aplaudir.

Os números da expedição impressionam. Nos primeiros anos, Pedro percorreu 50 mil quilômetros de caminhonete por 16 países e 35 estados americanos. No retorno, escolheu o lombo da mula e cobriu outros 10 mil quilômetros por dez países, sempre acompanhado por Gustavo Paloni, o Veterinário das Américas, que zelou pela saúde dos animais ao longo de toda a jornada.

Jeronimo Muzetti, presidente de Os Independentes, enxergou na volta mais do que o fim de uma aventura: era o fechamento de um ciclo que havia nascido dentro da própria festa. Para ele, Pedro havia saído de Barretos como embaixador das tradições brasileiras e do rodeio para o mundo. O aventureiro, natural de Orindiúva, concordou — e disse que era uma felicidade muito grande terminar a jornada exatamente onde ela havia começado.

Pedro Henrique Biondo Matias desceu da mula no sábado à noite na arena da 71ª Festa do Peão de Barretos e fechou um círculo que havia começado exatamente três anos antes, no mesmo lugar. O homem que se chamava Berranteiro das Américas havia saído dali em 2023 com um sonho de atravessar o continente. Agora voltava, com seu cão border collie Bastião ao lado e as marcas de 60 mil quilômetros na pele.

A volta foi celebrada com cerimônia especial durante o intervalo das competições. Música sertaneja, dança, a banda Facmol, cantores locais e até o estilista Marcelo Ortale participaram da homenagem. A rainha e a princesa da festa também estavam lá. Tudo foi pensado para marcar o momento em que o aventureiro natural de Orindiúva retornava ao ponto de partida. A cerimônia durou cerca de quinze minutos, mas carregava o peso de três anos de estrada.

Pedro falou pouco, mas com emoção clara na voz. Agradeceu a Deus pela orientação durante os três anos, reconheceu que precisou de persistência e apoio, mas sobretudo de fé para levar o projeto adiante. Depois tocou o berrante no centro da arena — o instrumento que dá nome à sua jornada — enquanto o público se levantava para aplaudir. Bastião estava ali, e também as duas mulas cargueiras que o trouxeram de volta ao Brasil.

A expedição tinha números que impressionam. Nos primeiros anos, Pedro percorreu 50 mil quilômetros de caminhonete, passando por 16 países e 35 estados americanos. No trajeto de retorno, escolheu um caminho diferente: montou em mula e cobriu outros 10 mil quilômetros atravessando dez países. Tudo isso acompanhado por Gustavo Paloni, conhecido como Veterinário das Américas, que cuidou da saúde do cão e dos animais ao longo de toda a jornada.

Jeronimo Muzetti, presidente de Os Independentes — a associação responsável pela Festa do Peão — viu na volta de Pedro mais do que o fim de uma aventura. Era o fechamento de um ciclo que começou dentro da própria festa. Ele falou sobre a satisfação de receber o aventureiro novamente, destacando que a expedição havia servido para divulgar as tradições brasileiras e a cultura do rodeio para o mundo. Para Muzetti, Pedro tinha saído de Barretos como embaixador de uma forma de viver que merecia ser conhecida.

Pedro também agradeceu Os Independentes por terem estado com ele desde o início, desde quando ele começava a planejar o sonho. Disse que era uma felicidade muito grande estar ali novamente e terminar a jornada no mesmo lugar onde ela começou. Não era sentimentalismo vazio — era a constatação de que havia completado o que se propôs a fazer, e que havia escolhido o lugar certo para selar esse fim.

Tenho que agradecer a Deus por guiar esse projeto por três anos. Um projeto em que precisei de muita persistência e apoio, mas, principalmente, de fé
— Pedro Henrique Biondo Matias, o Berranteiro das Américas
É uma grande satisfação receber o Pedro de volta a Barretos, depois de uma jornada tão longa e desafiadora. Foi aqui que essa expedição começou há três anos
— Jeronimo Muzetti, presidente de Os Independentes
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