Em Turim, onde a história do futebol feminino europeu se escreve jornada a jornada, o Benfica encontrou na norueguesa Marit Lund a voz que faltava para romper três épocas de silêncio na Champions. Com dois golos de bola parada — um penálti e um livre magistral —, as Águias derrotaram a Juventus por 2-1 e regressaram à vitória numa competição que exige tanto de caráter quanto de qualidade. É o início de algo que Lisboa quer acreditar ser duradouro.
Benfica vence Juventus (2-1) e arranca com vitória na Champions feminina
Primeira vitória em três épocas, conquistada em Turim
Porque é que esta vitória importa tanto para o Benfica? Três épocas sem ganhar na Champions é um período longo.
É o ponto de viragem. Quando entras numa competição europeia e não consegues vencer, cria-se uma mentalidade de bloqueio. Agora, com esta vitória em Turim contra um adversário de peso, a equipa prova que consegue competir ao mais alto nível.
Mas é apenas a primeira jornada. Temos de ver como o Benfica se comporta nas próximas semanas. Uma vitória não muda a trajetória de três épocas.
Verdade, mas muda a confiança. E a confiança é tudo no futebol europeu.
Marit Lund foi claramente a figura do jogo. Dois golos em duas oportunidades — é normal uma lateral marcar tanto?
Não é comum, mas Lund é uma jogadora de qualidade. Aos 28 anos, tem experiência e técnica. O penálti foi bem executado, mas o livre foi verdadeiramente especial.
Há que notar que a Juventus reduziu aos 86. Portanto, o Benfica não foi dominador durante 90 minutos. Sofreu pressão no final.
Claro, mas aguentou. Isso também é importante — não é só ganhar, é ganhar sob pressão.
Ivan Baptista conseguiu montar uma estratégia que funcionou?
Sim. O Benfica começou lento, mas depois encontrou o seu jogo, construiu oportunidades e aproveitou-as. Isso é bom trabalho de treinador.
Ainda assim, é um jogo. Precisamos de ver consistência nas próximas jornadas para saber se isto é um ponto de partida ou apenas um resultado isolado.
Il Polso
- Três épocas sem vencer na Champions pesavam sobre o Benfica como uma dívida por saldar — e Turim foi o palco escolhido para a quitar.
- A Juventus entrou mais forte, pressionando cedo e criando desconforto numa defesa encarnada que demorou a encontrar o seu lugar no jogo.
- Marit Lund transformou dois momentos de bola parada em arte: um penálti certeiro aos 40 minutos e um livre de qualidade rara aos 61 que mudaram o rumo da noite.
- Alba Redondo reduziu aos 86 minutos e devolveu tensão ao encontro, mas o Benfica não cedeu e segurou os três pontos com solidez.
- A vitória não é apenas um resultado — é um sinal de que as ambições europeias da equipa de Ivan Baptista têm agora chão firme onde assentar.
Em Turim, onde a história do futebol feminino europeu se escreve jornada a jornada, o Benfica encontrou na norueguesa Marit Lund a voz que faltava para romper três épocas de silêncio na Champions. Com dois golos de bola parada — um penálti e um livre magistral —, as Águias derrotaram a Juventus por 2-1 e regressaram à vitória numa competição que exige tanto de caráter quanto de qualidade. É o início de algo que Lisboa quer acreditar ser duradouro.
Marit Lund chegou a Turim e fez a Juventus sentir o peso da sua presença. A lateral norueguesa de 28 anos foi a figura central de uma noite histórica para o Benfica, que venceu por 2-1 na estreia da fase liga da Champions League feminina — a primeira vitória das Águias na competição em três temporadas.
O início não foi fácil. As italianas pressionaram cedo e criaram incómodo na defesa encarnada, mas a equipa orientada por Ivan Baptista foi encontrando o seu ritmo. Lúcia Alves e Froya Dorsin começaram a dar sinais de perigo, e foi nesse crescendo que Lund tomou conta da noite. Aos 40 minutos, converteu um penálti com um remate potente para o ângulo esquerdo. Aos 61, executou um livre direto de forma magistral à entrada da área, num golo que revelou tanto técnica quanto frieza.
A Juventus ainda tentou reagir. Alba Redondo reduziu aos 86 minutos e trouxe tensão aos minutos finais, mas o Benfica manteve a compostura e garantiu os três pontos. Um arranque promissor que reforça as ambições europeias de Lisboa nesta edição da Liga dos Campeões feminina.
Marit Lund entrou em Turim e deixou a Juventus a contar os danos. A lateral norueguesa marcou duas vezes — um penálti aos 40 minutos e um livre espetacular aos 61 — e o Benfica venceu por 2-1 na primeira jornada da fase liga da Champions League feminina, conquistando uma vitória que não chegava há três épocas.
A Juventus começou melhor. As italianas pressionavam cedo, criavam incómodo na defesa encarnada, enquanto as Águias se limitavam a observar o jogo. Mas o Benfica, orientado por Ivan Baptista, encontrou o seu ritmo. Lúcia Alves e Froya Dorsin deram os primeiros sinais de que a equipa portuguesa tinha capacidade para fazer mal, e foi nesse momento que a noite começou a escurecer para a Vecchia Signora.
Aos 40 minutos, Lund converteu um penálti com um remate potente, colocando a bola no ângulo esquerdo. A jogadora de 28 anos não parou por aí. Na segunda metade, aos 61, executou um livre direto de forma magistral à entrada da área — um golo que, pela qualidade da execução, poderia ter sido assinalado como penálti se a bola não tivesse entrado de forma tão limpa.
A Juventus ainda teve tempo para reagir. Alba Redondo reduziu aos 86 minutos, trazendo alguma tensão para os últimos momentos. Mas o Benfica manteve a compostura, defendeu com solidez e garantiu os três pontos. Era a primeira vitória em três temporadas de participação na competição, um resultado que reforça as ambições europeias da formação lisboeta e marca um arranque promissor nesta edição da Liga dos Campeões.
Citazioni salienti
O Benfica ainda teve de sofrer, após Alba Redondo reduzir aos 86', mas houve muita alma para segurar a primeira vitória na competição— Relato do encontro