Em meio a uma sequência de seis jogos sem vitória, o São Paulo busca reconstruir sua solidez defensiva com a chegada de dois portugueses — o zagueiro Domingos Duarte e o lateral Aurélio Buta — ambos incorporados sem custo de transferência. É o movimento de um clube que reconhece sua fragilidade e tenta corrigi-la antes que o campeonato escape de vez. A contratação de perfis tão distintos revela também uma tentativa de equilibrar segurança e criatividade na retaguarda tricolor.
São Paulo reforça defesa com portugueses Domingos Duarte e Buta; conheça seus estilos
Um zagueiro que prioriza a segurança acima de tudo
Por que o São Paulo optou por esses dois nomes em específico, se ambos estavam sem contrato?
Porque estavam disponíveis sem custo. Duarte saiu do Getafe e Buta do Copenhague, então o clube não precisou pagar direitos econômicos. É uma oportunidade de reforçar a defesa sem gastar.
Mas isso também significa que ninguém mais quis pagar por eles. Duarte recebeu 11 amarelos na La Liga — é um jogador que toma muitos cartões. E Buta tem 33 anos, não é exatamente um jovem promissor.
Qual é o estilo de jogo de Duarte?
Ele é um zagueiro tradicional, robusto, que prioriza a segurança. Não é sofisticado com a bola, prefere passes longos. Acertou menos de 77% dos passes na última temporada.
Isso é preocupante. Menos de 77% de acerto é baixo para um defensor. Significa que ele perde a bola com frequência, o que pode gerar contra-ataques perigosos.
E Buta? Como ele joga?
Buta é mais ofensivo. Pode atuar como lateral direito, meia ou até ponta. É versátil e tem características que o futebol brasileiro gosta — um lateral que sobe.
Mas em 294 partidas marcou apenas 9 gols. Então essa vocação ofensiva não se traduz em números. Ele é mais um lateral que participa do ataque do que um criador de oportunidades.
Qual é a situação do São Paulo agora?
Está em oitava lugar com 25 pontos e passou por seis jogos sem vitória antes da pausa. Precisa recuperar rápido quando voltar.
E o Palmeiras está com 41 pontos. Essa diferença é enorme. Mesmo que o São Paulo vença todos os próximos jogos, vai levar tempo para se recuperar.
Il Polso
- O São Paulo atravessa sua pior fase no Brasileirão: seis jogos consecutivos sem vencer deixaram o clube na oitava colocação, a 16 pontos do líder Palmeiras.
- A urgência por reforços defensivos levou o clube a buscar no mercado europeu dois jogadores desvinculados, eliminando o custo de transferência como obstáculo.
- Domingos Duarte traz musculatura e experiência, mas também um histórico de 11 cartões amarelos e baixa precisão nos passes, sinais de um estilo que pode gerar tanto proteção quanto risco.
- Aurélio Buta oferece o que o futebol brasileiro mais aprecia em um lateral: vocação ofensiva, versatilidade tática e capacidade de atuar como meia ou ponta quando necessário.
- O reencontro com o Brasileirão acontece já na quarta-feira, contra o Athletico-PR no Morumbi — um teste imediato para os novos reforços e para a confiança do elenco.
Em meio a uma sequência de seis jogos sem vitória, o São Paulo busca reconstruir sua solidez defensiva com a chegada de dois portugueses — o zagueiro Domingos Duarte e o lateral Aurélio Buta — ambos incorporados sem custo de transferência. É o movimento de um clube que reconhece sua fragilidade e tenta corrigi-la antes que o campeonato escape de vez. A contratação de perfis tão distintos revela também uma tentativa de equilibrar segurança e criatividade na retaguarda tricolor.
O São Paulo encerrou o período de pausa com dois reforços vindos de Portugal: o zagueiro Domingos Duarte, ex-Getafe, e o lateral direito Aurélio Buta, ex-Copenhague. Nenhum dos dois custou taxa de transferência ao clube, que aproveitou a condição de jogadores livres para reforçar o setor mais fragilizado do elenco.
Duarte representa um tipo de defensor cada vez mais raro — imponente, com 1,92 metro, e focado exclusivamente em afastar o perigo. Na última temporada espanhola, foi o segundo jogador mais amarelado da competição, com 11 cartões. Sua taxa de acerto nos passes ficou abaixo de 77%, reflexo de uma filosofia que privilegia o chutão ao jogo construído. Aos 31 anos, o português já vestiu a camisa da seleção ao lado de Cristiano Ronaldo, embora sua última convocação date de 2022.
Buta é o oposto em temperamento tático. Nascido em Angola, formou-se nas categorias de base de Portugal e percorreu clubes como Benfica, Eintracht Frankfurt e Reims antes de chegar ao Copenhague. Lateral com vocação ofensiva, pode ser escalado como meia ou ponta — exatamente o perfil que o futebol brasileiro costuma celebrar. Em quase 300 jogos como profissional, distribuiu 33 assistências, número que traduz bem sua função híbrida.
O Brasileirão retorna nesta semana, e o São Paulo reestreia na quarta-feira diante do Athletico-PR, no Morumbi. A equipe ocupa a oitava posição com 25 pontos e não vence há seis partidas. Com o Palmeiras na liderança com 41 pontos, o tempo para reagir é curto — e os dois portugueses chegam justamente para ajudar o clube a encontrar o caminho de volta.
O São Paulo fechou a defesa para o segundo semestre com dois nomes vindos de Portugal, ambos desvinculados de seus clubes anteriores. Domingos Duarte, zagueiro que saiu do Getafe, e Aurélio Buta, lateral direito que estava no Copenhague, chegam sem custo de transferência — o clube não precisou desembolsar para adquirir seus direitos econômicos.
Duarte é um defensor de outro tempo. Com 1,92 metros e uma estrutura robusta, ele representa o tipo de zagueiro que prioriza a segurança acima de tudo. Na última temporada espanhola, foi o segundo jogador mais punido pela arbitragem, acumulando 11 cartões amarelos. Aos 31 anos, o português mostrou preferência clara por passes longos em vez de construção de jogo curta — acertou menos de 77% dos passes que tentou. Sua filosofia é simples: quanto mais longe a bola estiver da sua meta, melhor. Duarte já foi companheiro de seleção de Cristiano Ronaldo e disputou três partidas pela campa portuguesa, embora sua última convocação tenha ocorrido em 2022, quando ainda atuava pelo Sporting.
Buta segue uma lógica diferente. Nascido em Angola, sempre defendeu Portugal em suas categorias de base, da sub-16 até a sub-20. Passou por Benfica, Royal Antuérpia, Eintracht Frankfurt e Reims antes de se transferir para a Noruega e depois para o Copenhague. Diferentemente de Duarte, Buta é um lateral com características ofensivas — exatamente o tipo de jogador que o futebol brasileiro valoriza. Sua versatilidade permite que seja escalado não apenas na lateral direita, mas também como meia ou até na ponta. Em 294 partidas como profissional, marcou apenas nove gols e distribuiu 33 assistências, números que refletem sua função primária na defesa, ainda que com vocação para o ataque.
O retorno do Campeonato Brasileiro acontece nesta noite, com Vitória contra Vasco e Botafogo contra Santos abrindo a 19ª rodada. O São Paulo, porém, só reestreia na quarta-feira, quando enfrenta o Athletico-PR no Morumbi. A equipe tricolor está na oitava colocação com 25 pontos e atravessa uma fase delicada: seis partidas consecutivas sem vitória, sendo cinco delas no Brasileirão e uma na Copa do Brasil, antes da paralisação de um mês e meio causada pela Copa do Mundo.
O cenário no topo da tabela mostra o tamanho do desafio. O Palmeiras lidera com 41 pontos, enquanto o Flamengo, atual campeão, está sete pontos atrás, mas com um jogo a menos para disputar. Para o São Paulo, os reforços defensivos chegam em um momento em que a equipe precisa recuperar o ritmo e a confiança.
Citazioni salienti
Domingos Duarte foi o segundo jogador mais punido pela arbitragem na última La Liga espanhola, com 11 cartões amarelos— Dados da temporada 2025/26
Buta acertou menos de 77% dos passes que tentou na última temporada— Estatísticas de desempenho de Domingos Duarte