Infecção respiratória evoluiu rapidamente para complicações graves incluindo SARA, pneumotórax bilateral e hipertensão pulmonar. Família relata que fé, apoio de corrente de orações e confiança na equipe médica foram fundamentais durante a internação prolongada.
Bebê sobrevive a 13 paradas cardiorrespiratórias após 53 dias de UTI em Blumenau
Pegar a Isabelly novamente no colo foi como receber a vida de volta
Como você explica que uma infecção respiratória que começa como algo comum se torna tão grave assim?
Não é fácil explicar. Os médicos identificaram bronquiolite e rinovírus, mas a Isabelly desenvolveu complicações que vão muito além disso — SARA, pneumotórax bilateral, hipertensão pulmonar. A evolução foi muito rápida.
Mas a família não quer apontar uma única causa, certo? Porque tecnicamente a bronquiolite e o rinovírus são diagnósticos confirmados, mas o que levou àquelas 13 paradas cardiorrespiratórias — isso é mais complexo?
Exatamente. Wellington deixa claro que não querem culpar um único fator. O que importa para eles é contar a história e alertar outros pais.
E durante aqueles 53 dias, o que mantinha os pais em pé?
Três coisas, eu diria. A confiança na equipe médica. A fé — eles rezavam quando humanamente parecia que não havia mais o que fazer. E uma corrente de orações que se formou fora do hospital.
Isso é real, mas é importante notar que a equipe médica é o que realmente mantém uma criança viva em uma UTI. A fé e o apoio emocional são fundamentais para os pais, mas não substituem a medicina.
Claro que não. Wellington reconhece isso profundamente. Ele agradece aos médicos, enfermeiros, fisioterapeutas, fonoaudiólogos, psicólogos, nutricionistas — todos que cuidaram de Isabelly.
O que mais marcou os pais durante a recuperação?
Poder segurar Isabelly novamente no colo. Depois de semanas vendo-a intubada e cercada por aparelhos, aquele simples ato ganhou um significado completamente diferente.
E agora, com a alta, qual é o estado de saúde de Isabelly? O texto diz que ela está em recuperação, mas não especifica se há sequelas ou qual é o prognóstico a longo prazo.
O texto não entra nesses detalhes. Sabemos que ela recebeu alta e está seguindo a recuperação em casa, mas os detalhes médicos específicos sobre possíveis sequelas não foram divulgados.
E a mensagem que Wellington deixa para outros pais?
Não subestimem sinais respiratórios. Observem respiração, alimentação, comportamento. Se há qualquer sinal de dificuldade, procurem atendimento médico imediatamente. E para quem está na UTI agora, vivam um dia de cada vez.
Le Pouls
- Isabelly permaneceu 53 dias internada entre 22 de junho e 13 de agosto de 2026
- Sofreu 13 paradas cardiorrespiratórias durante a internação
- Diagnosticada com bronquiolite, rinovírus, SARA, pneumotórax bilateral e hipertensão pulmonar
- Internada na UTI Pediátrica do Hospital Santo Antônio em Blumenau
Infecção respiratória evoluiu rapidamente para complicações graves incluindo SARA, pneumotórax bilateral e hipertensão pulmonar. Família relata que fé, apoio de corrente de orações e confiança na equipe médica foram fundamentais durante a internação prolongada.
Isabelly, uma bebê de Blumenau, sobreviveu a 13 paradas cardiorrespiratórias após desenvolver bronquiolite e rinovírus, permanecendo 53 dias internada na UTI Pediátrica do Hospital Santo Antônio antes de receber alta.
No dia 22 de junho de 2026, uma bebê chamada Isabelly foi internada no Hospital Santo Antônio em Blumenau com o que parecia ser uma infecção respiratória comum. Tinha bronquiolite e rinovírus — doenças que afetam as pequenas vias aéreas dos pulmões e que, em muitos casos, as crianças conseguem superar. Mas para Isabelly, aquele diagnóstico inicial marcou o começo de uma luta de 53 dias que testaria os limites da medicina e da resistência de uma família.
O quadro evoluiu com uma velocidade que ninguém esperava. Horas depois da internação, Isabelly precisou ser intubada e levada para a UTI Pediátrica. Lá, os médicos identificaram complicações que se acumulavam: Síndrome do Desconforto Respiratório Agudo, pneumotórax bilateral — colapso dos dois pulmões — e hipertensão pulmonar. A bebê precisou de ventilação mecânica, óxido nítrico, medicamentos para sustentar o coração e a circulação, transfusões de sangue. E então vieram os momentos mais críticos: 13 paradas cardiorrespiratórias. Treze vezes o coração de Isabelly parou de bater. Treze vezes a equipe médica precisou trazê-la de volta.
Wellington Civiero, o pai, descreve aquele período como uma montanha-russa sem fim. Acordavam sem saber o que o dia traria. Uma notícia boa podia ser seguida, horas depois, por uma piora súbita. As noites eram sem dormir. O medo era constante. Mas dentro daquela UTI, a família aprendeu a celebrar o que antes teria passado despercebido. Reduzir uma medicação virou vitória. Retirar um tubo de suporte virou conquista. Quando Isabelly foi extubada, quando conseguiu respirar sozinha, quando tomou uma mamadeira novamente — cada um desses momentos ganhou um peso que só quem vive dentro de uma UTI pediátrica consegue compreender.
O que sustentou a família durante esses 53 dias não foi apenas a competência dos médicos, enfermeiros, fisioterapeutas e nutricionistas que cuidaram de Isabelly. Foi também a fé. Wellington relata que quando humanamente parecia que não havia mais nada a fazer, eles rezavam. E não estavam sozinhos. Uma corrente de orações se formou fora do hospital — pessoas próximas e até desconhecidas acendiam velas, pediam em missas, mandavam mensagens. Saber que tantas pessoas estavam colocando o nome de Isabelly em suas orações dava força aos pais para continuar.
No dia 13 de agosto de 2026, às 12 horas, Isabelly recebeu alta. Wellington saiu do hospital segurando a filha nos braços — uma filha que tinha enfrentado uma batalha gigantesca e sobrevivido. Ele descreve aquele momento como impossível de explicar completamente. Depois de semanas vendo Isabelly cercada por aparelhos e tubos, poder senti-la novamente nos braços foi, nas suas palavras, como receber a vida de volta.
Agora, em casa e em recuperação, a família enxerga a história de Isabelly como um milagre. Mas Wellington não quer que sua filha seja apenas uma história de sobrevivência. Ele quer que sirva como alerta para outros pais. Não subestimem alterações respiratórias em bebês. Observem a respiração, a alimentação, o comportamento. Se há dificuldade para respirar, sonolência excessiva, lábios arroxeados ou qualquer sinal que cause preocupação, procurem atendimento médico imediatamente. A prevenção passa por higiene das mãos, evitar contato com pessoas com sintomas respiratórios, evitar aglomerações e manter os ambientes ventilados.
Para outras famílias que agora estão vivendo o que Wellington e Carolina viveram — a angústia de ter um filho na UTI — ele deixa uma mensagem: vivam um dia de cada vez. A UTI é uma montanha-russa. Confiem na equipe médica, façam perguntas, permaneçam presentes. E se têm fé, agarrem-se a ela. Para Wellington, a fé foi essencial. Hoje, quando olha para Isabelly sorrindo e evoluindo, ele não vê apenas uma bebê que sobreviveu. Vê um milagre. E resume tudo em uma palavra: gratidão.
Citations marquantes
Foram momentos em que realmente lutávamos pela vida dela, um dia de cada vez— Wellington Civiero, pai de Isabelly
Aprendemos a comemorar coisas que antes poderiam parecer simples, porque ali entendemos o verdadeiro valor de cada pequeno avanço— Wellington Civiero