Em meio à busca humana por alívio diante das pequenas enfermidades cotidianas, pesquisadores da Universidade de Cardiff encontraram numa simples bala de hortelã um inesperado aliado: o mentol, ao ser sugado durante um resfriado, eleva o estado de alerta de quem sofre com a névoa mental típica das infecções respiratórias leves. O estudo, publicado no World Journal of Pharmacy and Pharmaceutical Sciences e conduzido ao longo de dez semanas com 81 estudantes, lembra que nem sempre a solução mais eficaz precisa ser a mais complexa — e que a sabedoria popular sobre aromas terapêuticos encontra, aqu
Balas de hortelã aumentam alerta em resfriados, mostra estudo de Cardiff
Coisas simples podem melhorar nosso bem-estar quando não estamos bem
Por que especificamente hortelã? Existem outras plantas aromáticas que poderiam ter o mesmo efeito?
A hortelã foi escolhida porque há evidências sólidas de que seus aromas influenciam nosso bem-estar. Mas o estudo não testou outras plantas — seria uma pergunta natural para pesquisas futuras.
O estudo mediu desempenho, mas você disse que não houve efeitos significativos. Então a bala realmente ajuda?
Ajuda de uma forma específica. Ela não torna você mais rápido ou mais inteligente quando resfriado, mas aumenta seu estado de alerta — aquela sensação de estar presente, menos nebuloso. Para alguém com resfriado, isso pode ser valioso mesmo que não mude o desempenho em testes.
Dezessete pessoas desenvolveram resfriado em dez semanas. Isso é muito ou pouco?
Para um estudo controlado, é um número pequeno mas suficiente para gerar dados. O tamanho reduzido do grupo doente é uma limitação — resultados com mais participantes resfriados seriam mais robustos.
A bala de caramelo comum não funcionou?
Não. Apenas a hortelã aumentou o estado de alerta. O caramelo e a ausência de doce não produziram o efeito. Isso sugere que é algo específico da hortelã, não apenas o ato de chupar algo.
Isso muda a forma como as pessoas deveriam tratar resfriados?
Não radicalmente. Mas oferece uma opção simples e sem risco que as pessoas podem tentar. Não substitui descanso ou hidratação, mas pode complementar essas práticas básicas.
O Pulso
- Resfriados comprometem silenciosamente a mente: tempos de reação mais lentos, movimentos oculares prejudicados e uma sensação persistente de neblina mental reduzem a capacidade funcional de quem adoece.
- A pergunta dos pesquisadores era direta — se vapores aromáticos de menta já demonstravam efeitos no bem-estar, será que uma bala de hortelã poderia reproduzir esse benefício no cotidiano de quem está resfriado?
- O experimento controlado com 81 estudantes revelou que chupar balas de menta elevou o estado de alerta tanto em participantes resfriados quanto nos saudáveis, em comparação com grupos que receberam caramelo comum ou nenhum doce.
- A limitação é clara: o efeito não se traduziu em melhora significativa no desempenho cognitivo geral, sugerindo que o benefício é real, mas circunscrito ao nível de alerta.
- O achado aponta para um horizonte promissor — intervenções simples, baratas e acessíveis podem melhorar o bem-estar durante doenças comuns, abrindo caminho para investigações sobre outros remédios naturais.
Em meio à busca humana por alívio diante das pequenas enfermidades cotidianas, pesquisadores da Universidade de Cardiff encontraram numa simples bala de hortelã um inesperado aliado: o mentol, ao ser sugado durante um resfriado, eleva o estado de alerta de quem sofre com a névoa mental típica das infecções respiratórias leves. O estudo, publicado no World Journal of Pharmacy and Pharmaceutical Sciences e conduzido ao longo de dez semanas com 81 estudantes, lembra que nem sempre a solução mais eficaz precisa ser a mais complexa — e que a sabedoria popular sobre aromas terapêuticos encontra, aqui, respaldo científico.
Pesquisadores da Universidade de Cardiff chegaram a uma conclusão ao mesmo tempo simples e reveladora: chupar uma bala de hortelã aumenta o estado de alerta em pessoas resfriadas. O estudo, liderado por Andy Smith da Faculdade de Psicologia da instituição britânica e publicado no World Journal of Pharmacy and Pharmaceutical Sciences, acompanhou 81 estudantes ao longo de dez semanas.
A lógica por trás do experimento partia de evidências já conhecidas sobre aromas terapêuticos — estudos anteriores indicavam que o mentol influencia o bem-estar tanto em pessoas saudáveis quanto em doentes. Smith e sua equipe queriam saber se esse efeito poderia ser reproduzido de forma prática, através de algo tão acessível quanto uma bala de menta.
Dos 81 participantes, 17 desenvolveram infecções leves do trato respiratório superior durante o período. Eles foram divididos entre os que receberam balas de hortelã, caramelo comum ou nenhum doce. Os demais, que permaneceram saudáveis, passaram pela mesma divisão. Todos realizaram testes de humor, desempenho cognitivo e tempo de reação.
Os resultados confirmaram que o resfriado torna as pessoas mais lentas e menos alertas — e que a bala de menta revertia parcialmente esse quadro, elevando o estado de alerta tanto nos doentes quanto nos saudáveis. A ressalva importante: o efeito não se estendeu ao desempenho geral nas tarefas testadas.
Para Smith, a descoberta tem valor justamente pela sua simplicidade. Uma bala de hortelã é barata, está disponível em qualquer lugar e não exige prescrição. Para quem enfrenta a névoa mental de um resfriado, essa pequena elevação no estado de alerta pode ser suficiente para tornar o dia mais suportável — sem promessas de cura, mas com uma ferramenta prática ao alcance de todos.
Pesquisadores da Universidade de Cardiff descobriram algo simples e potencialmente útil: chupar uma bala de hortelã consegue aumentar o estado de alerta em pessoas resfriadas. O achado vem de um estudo conduzido pela Faculdade de Psicologia da instituição britânica, publicado no World Journal Of Pharmacy And Pharmaceutical Sciences, que testou essa hipótese ao longo de dez semanas com 81 estudantes.
Andy Smith, que liderou a pesquisa, explica o raciocínio por trás do experimento. Sabe-se há tempo que vapores aromáticos têm propriedades terapêuticas — estudos anteriores já mostravam que aromas como a menta influenciam nosso bem-estar tanto quando estamos saudáveis quanto quando adoecemos. A pergunta que Smith e sua equipe fizeram foi direta: se esses vapores funcionam, será que chupar uma bala de menta poderia ajudar a aliviar o desconforto de um resfriado comum?
O desenho do estudo foi cuidadoso. Dezessete dos 81 participantes desenvolveram uma infecção leve do trato respiratório superior durante as dez semanas. Desses, seis receberam balas de hortelã, seis receberam caramelo comum e cinco não receberam nenhum doce. Os 64 participantes que permaneceram saudáveis foram divididos em três grupos também: 21 chuparam balas de menta, 22 receberam balas placebo e 21 não comeram doces. Todos foram submetidos a testes que mediam humor, desempenho cognitivo e tempo de reação.
Os resultados confirmaram o que a intuição sugeria. Estar resfriado deixa as pessoas mais lentas — seus tempos de reação ficam mais lentos, os movimentos dos olhos desaceleram e o estado de alerta cai. Mas quando essas pessoas resfriadas chupavam uma bala de hortelã, seu estado de alerta aumentava. O mesmo efeito foi observado nos participantes saudáveis que chuparam a bala de menta. Havia, porém, uma limitação: chupar a bala não melhorou significativamente o desempenho geral nas tarefas testadas.
Smith conclui que a descoberta aponta para algo importante: intervenções muito simples e acessíveis podem fazer diferença real no bem-estar quando estamos doentes. Uma bala de hortelã é barata, está disponível em qualquer lugar e não requer prescrição. Para alguém lutando contra os sintomas de um resfriado — aquela sensação de neblina mental e fadiga que acompanha infecções respiratórias leves — essa pequena elevação no estado de alerta pode ser suficiente para tornar o dia um pouco mais suportável. O estudo não promete cura, mas oferece uma ferramenta prática que qualquer pessoa pode usar.
Citações Notáveis
Com a compreensão correta, coisas simples podem ser feitas para melhorar nosso bem-estar quando não estamos bem — e isso inclui comer uma bala de hortelã para ajudar com um resfriado— Andy Smith, Faculdade de Psicologia da Universidade de Cardiff