Autoridades alertam para venda ilegal de medicamentos para diabetes e perda de peso

Consumidores que adquirem medicamentos ilegais enfrentam risco de problemas de saúde graves e interacções potencialmente nocivas com outros medicamentos.
Pode não conter a substância activa e apresentar níveis perigosos de outras
O risco central que as autoridades identificam nos medicamentos vendidos ilegalmente pela internet.
Mark

Por que é que estes medicamentos em particular se tornaram tão alvo de fraude?

Mimi

Porque a procura é enorme e o preço é alto. Estes medicamentos não têm comparticipação, o que significa que as pessoas pagam o preço completo — e esse preço é significativo. Quando há procura e preço elevado, aparecem os fraudadores.

Mark

Mas qual é o risco real para alguém que compra um destes medicamentos ilegais?

Mimi

O risco é duplo. Primeiro, o produto pode não conter a substância activa que promete, ou pode conter outras substâncias em níveis perigosos. Segundo, se estiver a tomar outros medicamentos, pode haver interacções nocivas que ninguém previu porque o produto não foi testado adequadamente.

Mark

Como é que as pessoas conseguem ser enganadas por estes sites?

Mimi

Os fraudadores usam logótipos oficiais roubados e testemunhos falsos. Quando vê um logótipo que parece legítimo e comentários de pessoas que dizem que funcionou, a confiança cresce. A maioria das pessoas não sabe que pode verificar se um site está registado.

Mark

E as autoridades conseguem acompanhar isto?

Mimi

Estão a tentar. Bloqueiam sites, retiram produtos, colaboram internacionalmente. Mas é um jogo de gato e rato — para cada site que fecham, aparecem três novos, muitos deles alojados fora da UE onde é mais difícil actuar.

Mark

O que deveria fazer alguém que quer comprar um destes medicamentos?

Mimi

Comprar apenas em farmácia, com receita médica. Verificar o logótipo da UE no site se comprar online, e confirmar que esse logótipo tem um link funcional para a autoridade competente. Se não tiver, é fraudulento.

  • Centenas de perfis falsos em redes sociais e plataformas de comércio electrónico vendem medicamentos GLP-1 sem qualquer garantia de qualidade ou segurança.
  • Os produtos ilegais podem não conter a substância activa prometida — ou pior, conter substâncias perigosas em níveis imprevisíveis.
  • Sites fraudulentos usam logótipos oficiais roubados e testemunhos fabricados para parecerem legítimos, enganando consumidores motivados pela enorme procura.
  • Em Portugal, só entre Novembro de 2024 e Abril de 2025, venderam-se mais de 21 milhões de euros em tirzepatida e semaglutido em farmácias — revelando o apetite de mercado que alimenta o esquema ilegal.
  • Autoridades monitorizam, bloqueiam sites e colaboram internacionalmente, mas a velocidade de proliferação dos esquemas online desafia a capacidade de resposta.
  • O logótipo comum da UE nos sites de venda é o principal sinal de legitimidade — a sua ausência é sinal inequívoco de fraude.

Na intersecção entre a promessa médica e a vulnerabilidade humana, um mercado clandestino prospera: medicamentos para diabetes e obesidade — semaglutido, liraglutido, tirzepatida — são vendidos ilegalmente através de sites fraudulentos que imitam a credibilidade das instituições oficiais. A Agência Europeia de Medicamentos e o Infarmed alertam que estes produtos podem não conter o que prometem, expondo quem os adquire a riscos sérios de saúde. É um lembrete de que onde existe desejo urgente, existe também quem explore essa urgência.

As autoridades europeias estão a alertar para um comércio clandestino que cresce nas sombras da internet: medicamentos para diabetes e perda de peso vendidos por sites fraudulentos, sem qualquer garantia de autenticidade. A Agência Europeia de Medicamentos e o Infarmed identificaram centenas de perfis falsos em redes sociais como o Facebook, muitos operando fora da União Europeia, a oferecerem semaglutido, liraglutido e tirzepatida — substâncias que só podem ser adquiridas legalmente em farmácia, com receita médica.

O risco é concreto: estes produtos podem não conter a substância activa prometida, ou apresentar níveis perigosos de outras substâncias, com potencial para interacções nocivas com outros medicamentos. Para ganhar credibilidade, alguns sites recorrem indevidamente a logótipos oficiais e a testemunhos falsos — uma táctica que resulta precisamente porque a procura por estes medicamentos é enorme.

Essa procura tem números que falam por si. Só entre Novembro de 2024 e Abril de 2025, as farmácias portuguesas venderam mais de 21 milhões de euros em tirzepatida e semaglutido — medicamentos que, para a obesidade, não têm comparticipação do Estado, tornando o mercado ilegal ainda mais apelativo para quem procura alternativas mais baratas.

As autoridades respondem com monitorização activa, retirada de produtos, bloqueio de websites e cooperação transfronteiriça. Mas alertam também para a responsabilidade do consumidor: todos os sites legais de venda de medicamentos devem exibir o logótipo comum da UE, com ligação ao registo da autoridade competente do Estado-Membro. A ausência desse logótipo, a venda através de redes sociais ou a promoção de tratamentos sem base científica são sinais de alerta inequívocos. A questão que fica é se a vigilância institucional conseguirá acompanhar a velocidade com que estes esquemas se multiplicam.

As autoridades europeias estão a soar o alarme sobre um comércio clandestino que cresce nas sombras da internet: medicamentos para diabetes e perda de peso vendidos através de sites fraudulentos, sem qualquer garantia de que sejam o que prometem ser. A Agência Europeia de Medicamentos e o Infarmed, entre outras autoridades nacionais, identificaram centenas de perfis falsos em redes sociais como o Facebook e anúncios em plataformas de comércio electrónico, muitos deles operando de fora da União Europeia, a oferecerem substâncias como o semaglutido, o liraglutido e a tirzepatida — medicamentos que só legalmente podem ser adquiridos em farmácia, mediante receita médica.

O risco é concreto e grave. Estes produtos ilegais podem não conter a substância activa que prometem, ou podem conter níveis perigosos de outras substâncias. Quem os compra corre o risco de problemas de saúde sérios e de interacções potencialmente nocivas com outros medicamentos que esteja a tomar. As autoridades alertam que alguns dos sites fraudulentos recorrem indevidamente a logótipos oficiais e a testemunhos falsos para ganhar credibilidade junto dos consumidores — uma tática de engano que funciona porque a procura por estes medicamentos é enorme.

Essa procura explica-se pela popularidade crescente destas novas substâncias. Desde que começaram a ser comercializadas, o semaglutido (vendido como Ozempic e Wegovy), o liraglutido (Victoza e Saxenda) e a tirzepatida (Mounjaro) registaram uma procura extraordinária em vários países, e Portugal não é excepção. Entre Novembro de 2024 e Abril deste ano, as farmácias portuguesas venderam mais de 21 milhões de euros em medicamentos com tirzepatida e semaglutido — números que revelam o apetite do mercado por estas soluções, especialmente considerando que os medicamentos específicos para obesidade não têm comparticipação do Estado.

As autoridades estão a actuar. Monitorizam activamente os sites fraudulentos e aplicam medidas como a retirada de produtos do mercado, o bloqueio de websites e colaboração transfronteiriça com entidades de fiscalização internacionais. Mas a responsabilidade também recai sobre o consumidor. O Infarmed fornece indicações claras sobre como identificar um local legal de compra: todos os sites de farmácias e de vendedores licenciados de medicamentos não sujeitos a receita médica devem exibir um logótipo comum da UE. Se esse logótipo não estiver presente, ou se não incluir um link para o website da autoridade competente do Estado-Membro, ou se o site não constar do registo nacional, então trata-se de um site fraudulento operando ilegalmente.

Outros sinais de alerta incluem a venda em sites não oficiais ou através de redes sociais, a ausência do logótipo da UE, e a promoção de tratamentos sem provas científicas. A questão agora é se a vigilância das autoridades conseguirá acompanhar a velocidade com que estes esquemas fraudulentos se multiplicam online, especialmente numa altura em que a procura por estes medicamentos continua a crescer.

Representam um grave risco para a saúde pública, porque podem não conter a substância activa indicada e apresentar níveis perigosos de outras substâncias
— Agência Europeia de Medicamentos e Infarmed
Se o site não apresentar o logótipo comum da UE ou não constar do registo nacional, trata-se de um site fraudulento e a operar ilegalmente
— Infarmed
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