No domingo em Belo Horizonte, o Atlético-MG transformou uma celebração em lamento: a despedida do ídolo Hulk, cercada de mosaicos e emoção, foi ofuscada por um empate arrancado pelo Botafogo nos acréscimos. O futebol, indiferente ao roteiro sentimental, lembrou que as despedidas gloriosas precisam ser conquistadas em campo — e que a consistência é a virtude mais rara nos momentos que mais importam.
Atlético-MG cede empate no fim e frustra despedida de Hulk
Cheguei como Hulk Paraíba, mas hoje também sou o Hulk Mineiro
Por que um empate nos últimos minutos dói tanto para um time que vinha bem?
Porque o Atlético-MG já tinha o jogo ganho. Cassierra marcou cedo, o time defendeu bem durante 70 minutos. Quando você perde um resultado assim, não é só sobre os três pontos — é sobre a sensação de que você deixou escapar algo que era seu.
E o timing, com a despedida do Hulk acontecendo no mesmo dia?
Torna tudo mais pesado. A torcida chegou emocionada, ovacionando um ídolo. Queriam celebrar. Em vez disso, saíram vaaiando. A despedida que deveria ser gloriosa virou amarga.
O Botafogo jogou melhor na segunda etapa?
Claramente. No primeiro tempo, o Atlético-MG controlava. Mas depois do intervalo, o Botafogo cresceu, começou a frequentar a área mineira, insistiu. Quando você insiste tanto, acaba conseguindo algo.
Isso quebra uma sequência positiva?
Quebra completamente. Eles tinham vencido o Cruzeiro 3 a 1 fora de casa. Agora somam apenas um ponto em dois jogos. É como se tivessem perdido o ritmo.
O que vem agora?
Copa do Brasil. O Atlético-MG tem vantagem contra o Ceará — venceu 2 a 1 na ida. Mas depois de um resultado assim, a confiança fica abalada. Precisam recuperar a mentalidade.
The Pulse
- A Arena MRV havia se preparado para uma festa de despedida inesquecível, mas o futebol recusou seguir o script emocional da torcida.
- Cassierra abriu o placar aos 23 minutos e o Atlético-MG pareceu encaminhar a vitória que a ocasião pedia.
- O Botafogo cresceu no segundo tempo, acertou a trave e pressionou até que Arthur Cabral, aos 44 minutos, converteu o empate de primeira.
- O resultado interrompe a reação atleticana no Brasileirão e repete um padrão preocupante: o time cedeu empates também ao Cienciano três dias antes.
- Ambos os clubes seguem com 18 pontos e viram a chave para a Copa do Brasil, onde ainda têm vantagem nas oitavas de final.
No domingo em Belo Horizonte, o Atlético-MG transformou uma celebração em lamento: a despedida do ídolo Hulk, cercada de mosaicos e emoção, foi ofuscada por um empate arrancado pelo Botafogo nos acréscimos. O futebol, indiferente ao roteiro sentimental, lembrou que as despedidas gloriosas precisam ser conquistadas em campo — e que a consistência é a virtude mais rara nos momentos que mais importam.
A Arena MRV acordou domingo preparada para a emoção. O Atlético-MG havia organizado uma cerimônia de despedida para Hulk, que acertou transferência para o Fluminense. Mosaico 3D, bandeiras, vídeo institucional e uma torcida de pé. O atacante, com a voz embargada, disse que chegou como Hulk Paraíba mas partia também como Hulk Mineiro. Era para ser glorioso. Terminou em vaias.
O jogo começou movimentado. Um gol de Minda foi anulado no primeiro minuto por impedimento, e o Botafogo respondeu com Barboza, parado por Everson. O equilíbrio se instalou, mas o Atlético-MG mantinha leve superioridade. Aos 23 minutos, Cuello cruzou rasteiro pela esquerda, Barboza afastou parcialmente, e Cassierra balançou as redes na marca do pênalti.
No segundo tempo, o Botafogo cresceu. Newton obrigou Everson a se esticar todo, e Mateo Ponte ainda carimbou a trave. O Atlético-MG tentava segurar, mas os visitantes insistiam na área mineira com cada vez mais frequência.
Aos 44 minutos, a insistência foi recompensada. Marçal cobrou lateral, a bola bateu nas costas de Alonso e sobrou para Arthur Cabral, que chutou de primeira sem dar chances a Everson. O empate 1 a 1 consumou a frustração — especialmente porque o time vinha de uma vitória impressionante sobre o Cruzeiro por 3 a 1 fora de casa.
O padrão incomoda: três dias antes, o Atlético-MG também havia cedido empate ao Cienciano pela Copa Sul-Americana. Duas oportunidades desperdiçadas. Agora com 18 pontos, mesma pontuação do Botafogo, o time vira a chave para a Copa do Brasil. Na quarta-feira, visita o Ceará na Arena Castelão com vantagem de 2 a 1 do jogo de ida. O Botafogo enfrenta a Chapecoense na quinta-feira, também em vantagem. O domingo deixou claro que nenhum dos dois consegue manter consistência quando mais importa.
A Arena MRV acordou domingo com a cerimônia que o Atlético-MG havia planejado: homenagens ao seu ídolo Hulk, que acertou a transferência para o Fluminense. O atacante, emocionado, ouviu a torcida de pé enquanto um mosaico 3D tomava conta do estádio, bandeiras tremulavam, e um vídeo institucional passava. "Cheguei como Hulk Paraíba, mas hoje também sou o Hulk Mineiro", disse ele, a voz embargada. Era para ser uma despedida gloriosa. Em vez disso, terminou em vaias.
O jogo começou acelerado. No primeiro minuto, Minda já havia marcado para o Atlético-MG, mas o árbitro anulou por impedimento. O Botafogo respondeu com Alexander Barboza, que parou em Everson. Depois que as defesas se organizaram, o duelo ganhou equilíbrio, mas o time mineiro mantinha leve superioridade na posse. Aos 23 minutos da primeira etapa, Cuello avançou pela esquerda e cruzou rasteiro. Barboza afastou parcialmente, e Cassierra, na marca do pênalti, balançou as redes. O gol animou o Atlético-MG, que seguiu pressionando pelo lado de Cuello, embora Medina cortasse um segundo cruzamento na hora exata.
O segundo tempo começou com os dois times animados. Maycon teve um chute bloqueado por Medina. Danilo, com espaço na entrada da área, desperdiçou finalizações. Quando o Botafogo acertou o alvo, com Newton, Everson se esticou todo para evitar o empate. Quando conseguiu passar, Mateo Ponte carimbou a trave. O Botafogo crescia em campo, e o Atlético-MG, vendo os visitantes se aproximarem, passou a pressionar a saída de bola. Recuperou a posse com Cuello, e Neto brilhou para mandar para escanteio. Na reta final, o Botafogo frequentava a área mineira com insistência.
Aos 44 minutos do segundo tempo, a insistência foi coroada. Marçal cobrou lateral na área. A bola bateu nas costas de Alonso e sobrou para Arthur Cabral, que chutou de primeira, sem chances para Everson. O empate 1 a 1 consumou a frustração. O resultado interrompia a reação do Atlético-MG no Campeonato Brasileiro — o time vinha de uma vitória impressionante sobre o Cruzeiro, 3 a 1 fora de casa, na rodada anterior. Agora, com apenas um ponto conquistado, segue no meio da tabela com 18 pontos, mesma pontuação do Botafogo.
O empate repetia um padrão incômodo. Três dias antes, o Atlético-MG havia cedido o empate também ao Cienciano-PER, pela Copa Sul-Americana. Duas oportunidades perdidas de somar três pontos. A torcida, que havia começado o dia em festa pela despedida de Hulk, saiu da Arena MRV com amargura. O time agora vira a chave para a Copa do Brasil. Na quarta-feira, às 21h30, visita o Ceará na Arena Castelão, com vantagem de ter vencido a ida por 2 a 1. O Botafogo, por sua vez, atua na quinta-feira, às 18h, contra a Chapecoense, na Arena Condá, também com vantagem: vitória de 1 a 0 no primeiro jogo. Ambos buscam avançar na quinta fase da competição, mas o domingo deixou claro que nenhum dos dois consegue manter consistência quando mais importa.
Notable Quotes
Cheguei como Hulk Paraíba, mas hoje também sou o Hulk Mineiro— Hulk, durante sua despedida