Em julho de 2022, mísseis russos destruíram dois hangares da academia de voo da Universidade Nacional de Aviação em Kropivnitsky, no sul da Ucrânia, matando cinco pessoas e ferindo outras 25. O ataque não foi um evento isolado, mas mais um elo numa cadeia de violência que, desde fevereiro, já ceifou mais de cinco mil vidas civis documentadas e deslocou dezasseis milhões de pessoas. A guerra moderna revela-se, uma vez mais, não apenas nos campos de batalha, mas nos lugares onde se aprende a voar.
Ataque russo a academia de voo ucraniana mata cinco e fere 25 em Kropivnitsky
Cinco pessoas mortas, 25 feridas, dois hangares destruídos
Porque é que uma academia de voo é alvo militar?
Porque treina pilotos. Numa guerra, destruir a capacidade do inimigo de voar — mesmo que seja treino básico — é estratégico. Mas também há algo mais: estes ataques atingem civis e infraestrutura civil. Não é apenas sobre militares.
O governador disse que o número de vítimas pode aumentar. O que significa isso?
Significa que quando ele falou, ainda estavam a procurar pessoas nos escombros. Cinco mortos era o que sabiam naquele momento. Havia feridos em hospitais cuja situação era incerta. A realidade do ataque ainda se estava a desenrolar.
Este foi o segundo ataque em cinco dias à mesma região. É coincidência?
Não. É padrão. Quando uma zona é atingida uma vez, as forças russas regressam. Sabem que há infraestrutura importante lá. Sabem que as defesas podem estar enfraquecidas. É tática.
Qual é o impacto de destruir aviões de treino?
A longo prazo, significa que a Ucrânia perde capacidade de formar novos pilotos. Mas há algo mais imediato: aqueles aviões, aquele equipamento, aquelas instalações — eram parte da vida normal. Destruir isso é destruir o futuro, não apenas o presente.
A ONU diz que 5.100 civis morreram. Acredita que é o número real?
Não. Há corpos em zonas que ainda não foram alcançadas. Há pessoas desaparecidas. Há mortes que ninguém registou. O número real é maior — talvez muito maior.
O Pulso
- Mísseis russos atingiram uma academia de voo em plena manhã, destruindo hangares e deixando cinco mortos — quatro deles civis — e 25 feridos no espaço de instantes.
- O governador regional alertou que o número de vítimas poderia ainda crescer enquanto as equipas de resgate continuavam a trabalhar entre os escombros.
- Era o segundo ataque à mesma região em apenas cinco dias: uma estação ferroviária tinha sido atingida em 23 de julho, matando três pessoas e ferindo dezasseis.
- A campanha de bombardeamentos russos já deslocou mais de 16 milhões de ucranianos, com 5,9 milhões a terem fugido do país, e mais de 15,7 milhões a necessitarem de assistência humanitária.
- A resposta ocidental — armas e sanções — continua, mas em Kropivnitsky o que restava era concreto partido, hospitais a transbordar e a certeza de que novos ataques viriam.
Em julho de 2022, mísseis russos destruíram dois hangares da academia de voo da Universidade Nacional de Aviação em Kropivnitsky, no sul da Ucrânia, matando cinco pessoas e ferindo outras 25. O ataque não foi um evento isolado, mas mais um elo numa cadeia de violência que, desde fevereiro, já ceifou mais de cinco mil vidas civis documentadas e deslocou dezasseis milhões de pessoas. A guerra moderna revela-se, uma vez mais, não apenas nos campos de batalha, mas nos lugares onde se aprende a voar.
Numa manhã de julho, mísseis russos caíram sobre a academia de voo da Universidade Nacional de Aviação em Kropivnitsky, no sul da Ucrânia. Cinco pessoas morreram — quatro delas civis — e 25 foram transportadas para hospitais. Dois hangares ficaram destruídos, e o equipamento no seu interior, incluindo aviões de treino e um avião civil An-26, foi danificado ou inutilizável.
Andriy Raikovich, governador da administração militar da província de Kirovohrad, confirmou os números em vídeo publicado no Telegram e alertou que o balanço poderia ainda agravar-se. Entre os feridos, 13 eram civis e 12 militares. O tipo exato de mísseis utilizados não foi imediatamente identificado, mas pelo menos dois disparos foram registados.
O ataque não surgiu do nada. Apenas cinco dias antes, a mesma região tinha sido atingida — desta vez numa estação ferroviária, com três mortos e 16 feridos. Kropivnitsky tornava-se, assim, alvo recorrente de uma campanha que se estende por toda a Ucrânia desde 24 de fevereiro.
As dimensões humanitárias da guerra são difíceis de conter em números: mais de 5.100 mortes civis documentadas pelas Nações Unidas — um valor que os investigadores consideram muito abaixo da realidade —, mais de 16 milhões de deslocados e mais de 15,7 milhões de pessoas a necessitar de assistência. Os que regressam não encontram segurança: encontram falta de gás, ausência de água e confrontos que continuam. A resposta internacional, feita de armas e sanções, prossegue. Mas em Kropivnitsky, o que ficou foram escombros e hospitais cheios.
Numa manhã de julho, mísseis russos caíram sobre a academia de voo da Universidade Nacional de Aviação em Kropivnitsky, no sul da Ucrânia. Quando a poeira assentou, cinco pessoas estavam mortas e outras 25 tinham sido levadas para hospitais com ferimentos. Dois hangares foram destruídos. O equipamento dentro deles — aviões de treino, um avião civil An-26, máquinas e ferramentas — ficou danificado ou inutilizável.
Andriy Raikovich, governador da administração militar da província de Kirovohrad, confirmou os números num vídeo publicado no Telegram. Depois, em declarações à televisão pública ucraniana, precisou a composição das vítimas: quatro dos mortos eram civis; entre os feridos, 13 eram civis e 12 militares. Raikovich alertou que estes números podiam ainda subir à medida que as equipas de resgate continuavam o trabalho.
O ataque não foi isolado. Apenas cinco dias antes, em 23 de julho, mísseis russos tinham atingido a mesma região — desta vez uma estação ferroviária ucraniana. Aquele ataque matou três pessoas e feriu 16. Agora, com este novo golpe contra a academia de voo, Kropivnitsky voltava a ser alvo. Raikovich não conseguia ainda identificar o tipo exato de mísseis utilizados, mas confirmou que pelo menos dois disparos tinham sido registados.
Este padrão de ataques faz parte de uma campanha muito mais vasta. Desde 24 de fevereiro, quando a Rússia lançou a sua ofensiva militar, a Ucrânia tem vivido sob bombardeamento constante. As Nações Unidas documentaram mais de 5.100 mortes civis — um número que os investigadores acreditam ser significativamente inferior à realidade. A guerra deslocou mais de 16 milhões de pessoas do seu território; mais de 5,9 milhões fugiram para fora do país inteiramente.
Os números humanitários são avassaladores. Mais de 15,7 milhões de ucranianos precisam agora de assistência humanitária. Embora a ONU tenha observado alguns regressos ao território, a organização avisa que novas ondas de deslocação estão previstas. As pessoas não regressam a casas seguras — regressam a zonas onde falta gás, onde não há água, onde os confrontos continuam.
A comunidade internacional respondeu com armas e sanções. Países ocidentais enviaram equipamento militar para a Ucrânia e impuseram restrições económicas e políticas a Moscovo. Mas no terreno, em Kropivnitsky, o que restava era escombros, hospitais cheios, e a certeza de que mais ataques viriam.
Citações Notáveis
Dois hangares foram atingidos. Até agora 25 pessoas foram levadas para o hospital e receberam assistência médica. Cinco pessoas morreram— Andriy Raikovich, governador da administração militar de Kirovohrad
O número de vítimas pode ainda aumentar— Andriy Raikovich