Nas ruas do Conjunto Ceará, uma motociata transformou o asfalto de Fortaleza em palco de promessas e projeções. André Fernandes, deputado federal reeleito, ergueu a voz de um trio elétrico para anunciar que a remoção do PT do Ceará seria não uma possibilidade, mas uma questão de tempo. O evento revelava uma cidade eleitoralmente dividida — onde 21 seções registraram empate exato entre os dois candidatos no primeiro turno — e sinalizava que o segundo turno seria disputado palmo a palmo na capital cearense.
André Fernandes diz que é 'questão de tempo' tirar PT do Ceará em ato pró-Flávio
É questão de tempo até a gente tirar o PT de 100% do nosso Ceará
Por que André Fernandes escolheu falar especificamente sobre "tirar o PT de 100% do Ceará" em um evento que era basicamente sobre apoiar Flávio Bolsonaro para presidente?
Porque a campanha presidencial e a política estadual estão entrelaçadas. Fernandes está sinalizando que a vitória de Bolsonaro é um passo para consolidar o poder do PL no Ceará como um todo. É uma forma de conectar o voto presidencial a uma agenda maior.
Mas precisamos ser claros: ele disse que é "questão de tempo", não que vai acontecer. Isso é uma promessa sobre o futuro, não um fato sobre o presente. E vale notar que Fortaleza teve empate entre Bolsonaro e Lula — não é exatamente um sinal de domínio.
O empate em 21 seções eleitorais — isso é muito ou pouco em uma capital?
É significativo porque mostra que não há margem confortável. Em uma cidade de milhões de eleitores, 21 seções é um número pequeno, mas o fato de haver empate perfeito em qualquer quantidade de seções indica que a disputa está muito fechada.
Exatamente. E o texto não diz quantos votos totais foram contados em Fortaleza, então não sabemos se essas 21 seções representam 1% ou 10% do eleitorado da capital. É um dado que precisa de contexto.
Nikolas Ferreira sendo o deputado mais votado da história — isso muda algo na dinâmica da campanha?
Muda porque traz um nome com apelo eleitoral comprovado. Se Ferreira conseguiu mais de três milhões de votos, ele tem capacidade de mobilização que vai além do voto presidencial.
Verdade, mas também vale dizer: ele foi o mais votado em uma eleição para Câmara, não para presidente. São eleitorados diferentes. Não está claro se o voto nele se traduz automaticamente em voto em Bolsonaro.
Il Polso
- A motociata 'Bloquinho do 22' mobilizou apoiadores de Flávio Bolsonaro pelas ruas do Conjunto Ceará, transformando um sábado à noite em demonstração de força política.
- André Fernandes subiu ao trio elétrico com tom de quem já antecipa vitória, prometendo tirar o PT de '100% do Ceará' e pedindo que apoiadores combatam o que chamou de notícias falsas nas redes sociais.
- O empate em 21 seções eleitorais de Fortaleza no primeiro turno expõe uma cidade rachada ao meio, tornando o segundo turno um território genuinamente em aberto.
- A campanha bolsonarista anuncia reforços de peso para Fortaleza: Flávio Bolsonaro previsto para o dia 23 de outubro e Nikolas Ferreira, o deputado mais votado da história da Câmara Federal, com data ainda a definir.
- Com o segundo turno marcado para 25 de outubro, Fernandes usou a linguagem de 'aposentadoria' para Lula, sinalizando que a disputa na capital cearense entrará em ritmo acelerado nas próximas semanas.
Nas ruas do Conjunto Ceará, uma motociata transformou o asfalto de Fortaleza em palco de promessas e projeções. André Fernandes, deputado federal reeleito, ergueu a voz de um trio elétrico para anunciar que a remoção do PT do Ceará seria não uma possibilidade, mas uma questão de tempo. O evento revelava uma cidade eleitoralmente dividida — onde 21 seções registraram empate exato entre os dois candidatos no primeiro turno — e sinalizava que o segundo turno seria disputado palmo a palmo na capital cearense.
No sábado à noite, o Conjunto Ceará em Fortaleza virou cenário de campanha. Apoiadores de Flávio Bolsonaro organizaram a motociata 'Bloquinho do 22', e André Fernandes, deputado federal reeleito pelo PL, subiu a um trio elétrico acompanhado do pai, Alcides Fernandes, e de Tancredo dos Santos, o deputado estadual mais votado do Estado.
Do palco móvel, Fernandes pediu aos presentes que usassem as redes sociais para rebater o que classificou como notícias falsas sobre um eventual governo de Flávio Bolsonaro. Mas o tom foi além da defesa: o deputado projetou confiança e anunciou que, embora a vitória não fosse completa no primeiro turno, era 'questão de tempo' remover o PT de todo o Ceará.
O contexto dava peso à afirmação. No primeiro turno, Bolsonaro e Lula empataram em exatos 21 seções eleitorais de Fortaleza — um retrato numérico da polarização que tornava o segundo turno particularmente imprevisível na capital.
Fernandes adiantou a estratégia para 25 de outubro, data do segundo turno, usando a imagem de 'aposentar' Lula. A campanha em Fortaleza, anunciou, contará com Flávio Bolsonaro previsto para o dia 23 e com Nikolas Ferreira — que superou três milhões de votos e se tornou o deputado mais votado da história da Câmara Federal — em data ainda a confirmar. O evento deixava claro: para a campanha bolsonarista, Fortaleza é território em disputa e o esforço final já começou.
No sábado à noite, as ruas do Conjunto Ceará em Fortaleza tomaram forma de campanha. Apoiadores do senador Flávio Bolsonaro, que disputa a Presidência da República, organizaram uma motociata sob o nome "Bloquinho do 22", trazendo consigo figuras políticas locais para reforçar a mobilização no primeiro turno das eleições.
André Fernandes, deputado federal reeleito pelo PL, subiu a um trio elétrico para falar à multidão. Ao seu lado estava seu pai, Alcides Fernandes, deputado estadual que não conseguiu avançar na disputa para o Senado, e Tancredo dos Santos, o deputado estadual mais votado do Estado. O evento funcionava como demonstração de força em um momento em que a campanha de Bolsonaro buscava consolidar apoio na capital cearense.
Do palco móvel, Fernandes direcionou seu discurso para uma tarefa específica: pediu aos apoiadores que usassem as redes sociais para combater o que chamou de notícias falsas sobre um possível governo de Flávio Bolsonaro. Mas o tom da fala ia além da defesa reativa. Ele expressou confiança na capacidade do candidato em Fortaleza, ainda que reconhecesse que a vitória não havia sido completa no primeiro turno. "Deus sabe de todas as coisas. Hoje, nós não estamos aqui comemorando 100% da nossa vitória, mas eu posso dizer: ainda. Ainda. Porque é questão de tempo até a gente tirar, sim, o PT, de 100% do nosso Ceará", disse o deputado, projetando uma remoção total da presença petista no Estado.
O contexto eleitoral em Fortaleza revelava uma cidade dividida. No primeiro turno, Bolsonaro e Lula obtiveram exatamente o mesmo número de votos em 21 seções eleitorais da capital — um empate que refletia a polarização que marcava a disputa presidencial. Essa igualdade numérica tornava o segundo turno particularmente aberto, e a presença de Fernandes no evento sinalizava que a campanha de Bolsonaro pretendia intensificar seus esforços na cidade.
Fernandes também mencionou a estratégia para o segundo turno, marcado para 25 de outubro. Ele falou em "aposentar" o presidente Luiz Inácio Lula da Silva naquela data, usando uma linguagem que evocava o encerramento de uma carreira política. A campanha em Fortaleza, anunciou, contaria com as presenças de Flávio Bolsonaro e de Nikolas Ferreira, deputado que havia superado três milhões de votos e se tornado o mais votado na história da Câmara Federal. Os dois políticos viriam em momentos diferentes — Flávio estava previsto para o dia 23 de outubro, enquanto a data da visita de Ferreira ainda não havia sido definida.
O evento no Conjunto Ceará representava, portanto, mais que um comício. Era um sinal de que a campanha de Bolsonaro reconhecia Fortaleza como um território em disputa e estava mobilizando seus principais nomes para o embate final do segundo turno.
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Porque é questão de tempo até a gente tirar, sim, o PT, de 100% do nosso Ceará— André Fernandes, deputado federal reeleito pelo PL