Em Arapiraca, interior de Alagoas, uma mãe morreu envenenada pela própria filha adolescente em julho de 2022 — um ato nascido da recusa familiar a um relacionamento que a jovem não estava disposta a abrir mão. Por quase dois anos, filha e namorado viveram foragidos no Rio de Janeiro, até que a paciência e a inteligência policial os alcançaram em janeiro de 2024. O caso nos lembra que os conflitos mais devastadores muitas vezes germinam dentro do espaço que deveria ser o mais seguro: o lar.
Adolescente é apreendida por envenenar mãe que rejeitava namoro com homem de 50 anos
Veneno no jantar, morte quatro dias depois, fuga de dois anos
Por que uma adolescente faria algo tão extremo — envenenar a própria mãe — por causa de um relacionamento?
Segundo a polícia, a mãe rejeitava o namoro dela com esse homem de 50 anos. Parece que a rejeição familiar foi o motivo que levou ao crime.
Mas a gente não sabe exatamente o que acontecia entre eles, certo? A polícia tem uma teoria, mas não temos depoimentos da adolescente ou da mãe explicando a dinâmica desse conflito.
Como eles conseguiram usar terbufós? Não é uma substância controlada?
É um inseticida agrícola, então circula em ambientes rurais. Arapiraca é uma região agrícola. Provavelmente tinha acesso fácil.
Verdade, mas o relatório não diz como exatamente ela conseguiu ou se alguém a ajudou. A gente sabe que o namorado foi capturado, mas não está claro qual era o envolvimento dele no crime em si.
Eles fugiram juntos para o Rio de Janeiro. Isso sugere que ele sabia do que tinha acontecido?
Parece que sim. Eles desapareceram no mesmo período e foram encontrados morando juntos na Maré quase dois anos depois.
Mas a polícia não detalhou se ele é suspeito de participação no envenenamento ou se é suspeito por ajudá-la a fugir. São acusações diferentes.
Quanto tempo levou para identificar o veneno?
Os exames periciais detectaram o terbufós, mas o relatório não diz quanto tempo depois da morte isso aconteceu. Só sabemos que foi identificado.
Isso é importante porque afeta toda a investigação — se levou meses para descobrir, eles tiveram muito tempo para desaparecer e se preparar.
E agora, qual é o próximo passo?
Eles vão ser julgados pela Justiça de Alagoas. A adolescente no sistema juvenil, o homem na justiça criminal comum.
Sim, mas não sabemos ainda quando serão ouvidos ou qual é o cronograma. O texto diz que estão à disposição do Judiciário, mas não há informações sobre se já chegaram em Alagoas ou quando isso vai acontecer.
Le Pouls
- Uma mulher morreu dias após ingerir terbufós — um inseticida altamente tóxico — em um jantar que, segundo a investigação, foi preparado pela própria filha.
- A motivação apontada é perturbadora: a adolescente teria envenenado a mãe porque ela se recusava a aceitar seu relacionamento com um homem 35 anos mais velho.
- Após o crime, os dois fugiram para o Rio de Janeiro e viveram juntos por quase dois anos na Comunidade da Maré, enquanto as autoridades alagoanas os procuravam.
- Em 3 de janeiro de 2024, uma operação conjunta entre polícias de Alagoas e do Rio de Janeiro encerrou a fuga — o homem foi preso em frente a uma agência bancária e a adolescente foi apreendida em casa.
- Os dois agora aguardam julgamento em esferas distintas: ela pelo sistema de justiça juvenil, ele pela 5ª Vara Criminal de Arapiraca.
Em Arapiraca, interior de Alagoas, uma mãe morreu envenenada pela própria filha adolescente em julho de 2022 — um ato nascido da recusa familiar a um relacionamento que a jovem não estava disposta a abrir mão. Por quase dois anos, filha e namorado viveram foragidos no Rio de Janeiro, até que a paciência e a inteligência policial os alcançaram em janeiro de 2024. O caso nos lembra que os conflitos mais devastadores muitas vezes germinam dentro do espaço que deveria ser o mais seguro: o lar.
No fim de julho de 2022, Valdiclea da Silva Ferreira adoeceu gravemente após o jantar em sua casa em Arapiraca, Alagoas. Levada ao hospital, não resistiu e morreu no dia 1º de agosto. Os exames periciais revelaram a causa: terbufós, um inseticida sistêmico classificado pelo Ministério da Saúde como altamente tóxico. A descoberta transformou uma morte suspeita em homicídio — e apontou para a própria filha adolescente como responsável.
A motivação investigada é a rejeição materna ao relacionamento da jovem com um homem de 50 anos. Após a morte de Valdiclea, os dois desapareceram juntos, estabelecendo-se na Comunidade da Maré, na zona norte do Rio de Janeiro, onde viveram por quase dois anos sem serem encontrados.
A virada veio em 3 de janeiro de 2024. Em uma operação coordenada entre a Delegacia de Homicídios de Arapiraca e a DHPP do Rio de Janeiro, o homem foi detido ao sair de uma agência bancária em Bonsucesso, enquanto a adolescente foi apreendida em sua residência na Maré. O delegado responsável pelo caso destacou que foi a identificação do terbufós pela Polícia Científica que converteu suspeitas em provas concretas.
Agora, quase dois anos após o crime, os dois aguardam julgamento — ela perante a Vara da Infância, ele perante a 5ª Vara Criminal de Alagoas. O caso, que permaneceu aberto por tanto tempo, finalmente caminha para uma resposta judicial.
No final de julho de 2022, em Arapiraca, no interior de Alagoas, Valdiclea da Silva Ferreira comeu algo que a deixou gravemente doente. Segundo a investigação da Polícia Civil, ela ingeriu veneno durante o jantar — possivelmente preparado pela própria filha — na noite de 28 de julho. Passou mal durante a madrugada. Foi levada ao hospital, mas não resistiu. Morreu no dia 1º de agosto, no Hospital Metropolitano em Maceió, quatro dias depois de ingerir a substância tóxica.
O que matou Valdiclea foi terbufós, um inseticida-nematicida sistêmico usado em culturas agrícolas para controlar pragas. O Ministério da Saúde classifica o produto como altamente tóxico. A Polícia Científica identificou a substância através de exames periciais — uma descoberta que transformou uma morte suspeita em um caso de homicídio intencional. A adolescente, filha de Valdiclea, teria cometido o crime porque sua mãe se recusava a aceitar seu relacionamento com um homem de 50 anos de idade.
Após a morte, os dois desapareceram. A filha e o namorado fugiram para o Rio de Janeiro e permaneceram foragidos durante quase dois anos, vivendo juntos enquanto as autoridades de Alagoas os procuravam. A adolescente se estabeleceu na Comunidade da Maré, na zona norte carioca. O homem vivia na mesma região. Ninguém os encontrou até janeiro de 2024.
No dia 3 de janeiro, a polícia fechou o cerco. O homem foi preso quando saía de uma agência bancária no bairro de Bonsucesso, no Rio de Janeiro. No mesmo dia, a adolescente foi apreendida em sua residência na Maré. A operação foi resultado de um trabalho coordenado entre a Delegacia de Homicídios de Arapiraca, sob comando do Delegado Everton Gonçalves, e a Divisão de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) da Polícia Civil do Rio de Janeiro. A Divisão de Inteligência da polícia especializada foi fundamental para localizá-los na capital fluminense.
O Delegado Everton Gonçalves destacou o papel decisivo da Polícia Científica na elucidação do caso — foi a identificação do terbufós que transformou suspeitas em evidências concretas. Os mandados que levaram à apreensão e prisão foram expedidos pela Justiça de Arapiraca: o mandado de busca da menor saiu da 1ª Vara da Infância, enquanto o mandado de prisão do homem foi emitido pela 5ª Vara Criminal.
Agora ambos aguardam julgamento. A adolescente permanece sob a responsabilidade do sistema de justiça juvenil, enquanto o homem de 50 anos responde na esfera criminal comum. Os dois estão à disposição do Poder Judiciário de Alagoas, aguardando serem ouvidos pelas autoridades locais. O caso, que permaneceu em aberto por quase dois anos, finalmente segue para a fase de julgamento.
Citations marquantes
A adolescente teria cometido o crime pelo fato de a mulher não aceitar o relacionamento entre a jovem e o namorado— Polícia Civil de Alagoas
O Delegado Everton Gonçalves reforçou a importância do papel desempenhado pela Polícia Científica na elucidação do caso— Delegado Everton Gonçalves, Delegacia de Homicídios de Arapiraca