Em tempos em que a cultura precisa lutar para existir, o 59º Festival de Brasília do Cinema Brasileiro abre na sexta-feira, 11 de setembro, depois de ter flertado com o cancelamento por falta de financiamento. O evento, que se estende até 19 de setembro pelo Distrito Federal, reafirma Brasília como espaço vivo de criação e memória cinematográfica. Mais do que uma programação, o festival é um ato de resistência — prova de que o cinema brasileiro persiste mesmo quando as condições tentam silenciá-lo.
59º Festival de Brasília do Cinema Brasileiro abre sexta com homenagem a Julia Lemmertz
Após atrasos no financiamento, o festival foi confirmado
Como um festival desse tamanho quase foi cancelado? Que tipo de atraso estamos falando?
O financiamento atrasou — não há detalhes públicos sobre quanto faltou ou de onde viria o dinheiro, mas foi grave o suficiente para colocar em risco a realização. É inédito um cancelamento por falta de recursos.
Isso é importante: a reportagem não diz quanto faltava, quem era responsável pelo financiamento ou como foi resolvido. Sabemos que foi confirmado, mas não sabemos a história completa.
E a homenagem a Julia Lemmertz — por que ela agora?
Ela recebe o Troféu Candango de Conjunto da Obra, que reconhece carreira. Ao mesmo tempo, um filme dela de 1986 foi restaurado e vai ser exibido. É uma celebração dupla.
A reportagem não explica por que ela foi escolhida este ano especificamente, ou se há algo acontecendo em sua carreira agora. É uma decisão do festival, mas o contexto não está claro.
O festival está realmente descentralizado ou é só marketing?
Tem sessões em Planaltina, Taguatinga, Ceilândia e Samambaia. Oficinas gratuitas em Ceilândia. Mostra infantil em três lugares. Não é só Brasília.
Verdade, mas a maioria das atividades principais — debates, lançamentos de livros, conferências — acontece no Cine Brasília ou em hotéis. A descentralização é real, mas o coração do festival continua centralizado.
Quanto custa participar?
A mostra competitiva nacional custa R$ 20 inteira, R$ 10 meia. Reprises são gratuitas. Mostra Brasília é gratuita. Festivalzinho é gratuito. Oficinas são gratuitas.
Então a única coisa que custa é a mostra competitiva principal. Tudo o mais é aberto. Isso é importante para quem quer acompanhar sem gastar.
Quem está competindo? Nomes conhecidos?
Sete longas e doze curtas. Diretores como André Novais Oliveira, Gustavo Vinagre, Ary Rosa — nomes estabelecidos na cena independente brasileira. Também há estreantes.
A reportagem lista os nomes mas não contextualiza quem são. Para alguém fora do circuito de cinema, esses nomes não significam nada. Seria útil saber se há cineastas premiados antes ou se é tudo novo.
E os prêmios — quanto dinheiro está em jogo?
Seleção: R$ 30 mil por longa, R$ 10 mil por curta. Prêmios adicionais: R$ 15 mil do Canal Brasil para curtas, R$ 50 mil em anúncios do Canal Like para melhor longa. Mostra Brasília distribui R$ 298 mil total.
Esses números são significativos para produtores independentes, mas a reportagem não diz se aumentaram, diminuíram ou se mantêm estáveis em relação a anos anteriores. Contexto histórico faltando.
O que torna este festival diferente de outros no Brasil?
É o maior festival de cinema brasileiro, acontece há 59 anos, tem mostras competitivas, infantil, paralelas, rodadas de negócio, conferências. Descentralizado no DF.
A reportagem não compara com outros festivais ou explica por que este é importante nacionalmente. Sabemos que existe e que é grande, mas não por que importa.
The Pulse
- O festival esteve à beira do cancelamento inédito por crise de financiamento, colocando em risco décadas de tradição cultural em Brasília.
- A abertura com 'A pele morta' e a homenagem à atriz Julia Lemmertz marcam o retorno com força simbólica e afetiva.
- A programação se descentraliza por Ceilândia, Taguatinga, Planaltina e Samambaia, levando cinema gratuito a regiões historicamente afastadas dos grandes eventos culturais.
- Prêmios em dinheiro, oficinas gratuitas e rodadas de negócio tentam transformar o festival em motor real para o audiovisual brasileiro.
- A cerimônia de encerramento no dia 19 de setembro, com premiação e sessão especial, sinaliza que o evento chegou ao fim com a dignidade que quase lhe foi tirada.
Em tempos em que a cultura precisa lutar para existir, o 59º Festival de Brasília do Cinema Brasileiro abre na sexta-feira, 11 de setembro, depois de ter flertado com o cancelamento por falta de financiamento. O evento, que se estende até 19 de setembro pelo Distrito Federal, reafirma Brasília como espaço vivo de criação e memória cinematográfica. Mais do que uma programação, o festival é um ato de resistência — prova de que o cinema brasileiro persiste mesmo quando as condições tentam silenciá-lo.
O 59º Festival de Brasília do Cinema Brasileiro abre na sexta-feira, 11 de setembro, no Cine Brasília — um alívio depois de meses em que o cancelamento parecia inevitável por falta de financiamento. A noite de abertura traz a exibição de 'A pele morta', dos irmãos Bruno Fatumbi Torres e Denise Moraes, filhos do cineasta Geraldo Moraes, figura histórica do cinema do Distrito Federal. O filme acompanha um caminhoneiro uruguaio e um jovem indígena guarani-kaiowá. Na mesma noite, a atriz Julia Lemmertz recebe o Troféu Candango de Conjunto da Obra, e o filme 'Cor do seu destino', de 1986, no qual ela protagoniza, será exibido em versão restaurada.
A programação vai além do Cine Brasília: Taguatinga, Planaltina, Ceilândia e o Complexo Cultural Samambaia recebem sessões, mostras ao ar livre e oficinas gratuitas de pós-produção de som e design de figurino. A mostra competitiva nacional selecionou sete longas e doze curtas, com ingressos a R$ 20 e reprises gratuitas. Os cineastas selecionados recebem cachês de R$ 30 mil para longas e R$ 10 mil para curtas, além de prêmios como o do Canal Like, que oferece R$ 50 mil em anúncios ao melhor longa.
O festival também homenageia Tata Amaral com o prêmio Leila Diniz, e Fernanda Coelho recebe a Medalha Paulo Emílio Sales Gomes por sua contribuição à preservação da memória cinematográfica. Kleber Mendonça Filho lança o livro 'O Agente Secreto — Um Roteiro'. O encerramento acontece no dia 19 de setembro, com cerimônia de premiação apresentada por Bárbara Colen e Simone Zucolotto, seguida de sessão especial com 'Verão da lata', de Santiago Dellape — nove dias que reafirmam Brasília como polo do cinema brasileiro, mesmo após o susto que quase impediu tudo.
O 59º Festival de Brasília do Cinema Brasileiro abre suas portas na próxima sexta-feira, 11 de setembro, no Cine Brasília — um alívio depois de meses de incerteza. O evento esteve à beira do cancelamento inédito, ameaçado pela falta de financiamento, mas conseguiu se viabilizar. A noite de abertura marca o retorno com força: a exibição do longa "A pele morta", dirigido pelos irmãos brasilienses Bruno Fatumbi Torres e Denise Moraes, ambos filhos do cineasta Geraldo Moraes, figura histórica do cinema do Distrito Federal. O filme acompanha a trajetória de um caminhoneiro uruguaio e um jovem indígena guarani-kaiowá, com sessão marcada para as 19h30.
Na mesma noite, o festival homenageia a atriz Julia Lemmertz com o Troféu Candango de Conjunto da Obra. Como parte dessa celebração, "Cor do seu destino", filme de 1986 dirigido por Jorge Durán e protagonizado por Lemmertz, será restaurado e exibido durante a programação — uma oportunidade rara de ver a obra em condições renovadas.
O festival não se concentra apenas no Cine Brasília. Até 22 de setembro, a programação se espalha por diferentes regiões do Distrito Federal. O Complexo Cultural Samambaia recebe a segunda edição do Cine Céu, experiência de cinema ao ar livre. Taguatinga e Planaltina ganham sessões de filmes inéditos e curtas. Em Ceilândia, uma parceria com o coletivo Jovem de Expressão oferece oficinas práticas gratuitas focadas em pós-produção de som para cinema e design de figurino — todas as atividades sem custo para o público.
A mostra competitiva nacional selecionou sete longas-metragens e doze curtas. Os filmes concorrem na sala Vladimir Carvalho, sempre às 21h, com ingressos a R$ 20 (inteira) e R$ 10 (meia). Reprises acontecem na sala 2 do Liberty Mall com entrada gratuita. Os cineastas selecionados recebem cachês: R$ 30 mil para longas e R$ 10 mil para curtas. Prêmios em dinheiro também estão em jogo, como o Prêmio Canal Brasil de Curtas, que distribui R$ 15 mil, e o do Canal Like, que oferece R$ 50 mil em anúncios ao melhor longa escolhido pelo júri oficial.
A mostra Brasília, dedicada a produções do Distrito Federal, distribui R$ 298 mil em prêmios e concorre ao 29º Troféu Câmara Legislativa. O Festivalzinho, mostra infantil, funciona com duplas sessões no Cine Brasília e sessões em Planaltina e Taguatinga entre 13 e 17 de setembro, sempre pela manhã.
Além das exibições, o festival promove entrevistas coletivas com diretores e produtores, oficinas e debates que acontecem no dia seguinte às sessões. A programação inclui a 6ª Conferência do Audiovisual Nacional, rodadas de negócio para profissionais, encontros setoriais sobre preservação de cinema, figurinismo e direção de arte, e lançamentos de livros sobre cinema. Tata Amaral, agraciada com o prêmio Leila Diniz para mulheres que abriram caminhos no cinema nacional, será homenageada durante a exibição de um filme de Júlio Bressane. Kleber Mendonça Filho lança o livro "O Agente Secreto — Um Roteiro". Fernanda Coelho recebe a Medalha Paulo Emílio Sales Gomes por sua contribuição à preservação da memória e ao ensino do cinema no Brasil.
O festival encerra no sábado, 19 de setembro, com cerimônia de premiação apresentada por Bárbara Colen e Simone Zucolotto, seguida de sessão especial com o filme "Verão da lata", de Santiago Dellape. Nove dias de programação que reafirmam Brasília como polo importante do cinema brasileiro, mesmo após o susto financeiro que quase impediu que tudo acontecesse.
Notable Quotes
Após atrasos no financiamento e até risco de um inédito cancelamento por falta de dinheiro, a 59ª edição do Festival de Brasília do Cinema Brasileiro está confirmada— Programação oficial do festival