Zaffari planeja complexo residencial integrado ao Bourbon Shopping na zona oeste de SP

Mais de 20 imóveis comprados, um a um, para destravar a expansão
O Zaffari levou duas décadas adquirindo propriedades na zona oeste para viabilizar o complexo integrado ao Bourbon Shopping.
Mark

Por que o Zaffari levou mais de 20 anos para conseguir montar esse terreno?

Mimi

Porque cada imóvel tinha dono diferente. Você não consegue fazer um complexo grande sem ter o terreno inteiro. Então eles foram comprando, um a um, pagando acima do preço de mercado para convencer os proprietários a vender. A Pastelaria Brasileira foi a última peça do quebra-cabeça.

Mark

E por que a Pastelaria Brasileira é importante nessa história?

Mimi

Porque ela estava lá desde 1975, no meio do terreno. Era um símbolo de que aquele lugar tinha história, tinha raízes. Mover ela não é só uma questão imobiliária — é reconhecer que a região está mudando, que o comércio tradicional precisa se adaptar.

Mark

A proximidade com o metrô realmente faz diferença?

Mimi

Faz toda a diferença. O terreno fica a 200 metros da estação Sesc Pompeia. Isso significa que as pessoas podem chegar ao shopping e ao complexo residencial sem carro. Para um empreendimento assim, é ouro.

Mark

O Zaffari já fez algo parecido antes?

Mimi

Sim, em Porto Alegre. O Bourbon Carlos Gomes é um complexo de 86 mil metros quadrados que mistura shopping, supermercado e escritórios. Funcionou bem lá, então agora eles estão replicando o modelo em São Paulo.

Mark

Por que o Zaffari não divulga quantos apartamentos terá o complexo?

Mimi

Porque o projeto ainda está em análise na prefeitura. Muita coisa pode mudar. Eles preferem não fazer promessas que depois precisam quebrar. Em dois meses, quando a análise terminar, provavelmente vão revelar mais detalhes.

Mark

Isso é um sinal de que a empresa está apostando forte em São Paulo?

Mimi

Muito. Eles estão abrindo o Cestto em Taboão da Serra, um supermercado no Center Norte, e agora esse complexo gigante. São Paulo é o mercado que eles querem conquistar.

  • Mais de vinte imóveis adquiridos ao longo de décadas, muitos deles pagos acima do valor de mercado, revelam o quanto o Zaffari precisou negociar para destravar um único quarteirão estratégico.
  • A Pastelaria Brasileira, símbolo do bairro desde 1975, será realocada por permuta — um sinal de que o projeto finalmente superou seu maior obstáculo humano e simbólico.
  • Com 40,4 mil metros quadrados previstos e uma passarela ligando o complexo ao shopping, o empreendimento promete redesenhar o fluxo de pessoas em torno da avenida Pompeia.
  • A 200 metros da futura estação Sesc Pompeia da linha 6-laranja, o terreno se beneficia de uma infraestrutura pública ainda em testes, apostando na valorização que o metrô trará.
  • Incorporadora não contratada, número de apartamentos em sigilo e licenciamento pendente indicam que o projeto ainda depende de dois meses críticos antes de sair oficialmente do papel.

Ao longo de mais de duas décadas, o Grupo Zaffari foi, pacientemente, reunindo terrenos e negociando com vizinhos para que um projeto pudesse, enfim, ganhar forma na zona oeste de São Paulo. O complexo planejado ao lado do Bourbon Shopping — com comércio, residências e uma passarela de conexão — é menos uma obra de construção civil do que o desfecho de uma longa aposta sobre o futuro de um bairro. A chegada iminente do metrô e a transferência de um pastel histórico para outro endereço marcam, juntas, o momento em que o tempo de espera se converte em concreto.

O Grupo Zaffari está a poucos passos de iniciar a construção de um complexo imobiliário integrado ao Bourbon Shopping, na esquina da avenida Pompeia com a rua Palestra Itália, na zona oeste de São Paulo. O projeto, que levou mais de duas décadas para amadurecer, prevê 40,4 mil metros quadrados de área construída em um terreno de cerca de 5 mil metros quadrados — com três pavimentos comerciais, andares residenciais de médio padrão e uma passarela de acesso direto ao shopping.

A viabilização do empreendimento exigiu a compra de mais de 20 imóveis ao longo dos anos, frequentemente por valores acima do mercado. O último e mais simbólico obstáculo era a Pastelaria Brasileira, estabelecimento tradicional instalado no centro do terreno desde 1975. Por meio de uma permuta com os proprietários, o comércio será transferido para um endereço próximo ao Nubank Parque, encerrando uma etapa fundamental das negociações.

A localização não é casual: o terreno fica a apenas 200 metros da estação Sesc Pompeia da linha 6-laranja do metrô, ainda em fase de testes. Para o grupo, a proximidade com o transporte público é um dos principais fatores de valorização da região. O modelo já foi testado em Porto Alegre, onde o Bourbon Carlos Gomes — com 86,3 mil metros quadrados, shopping, supermercado e torres de escritórios — foi inaugurado em 2025.

Detalhes como número de apartamentos, cronograma definitivo e incorporadora responsável ainda não foram divulgados. A expectativa é que o licenciamento municipal e os ajustes finais sejam concluídos em cerca de dois meses. Paralelamente, o Zaffari avança em outras frentes na Grande São Paulo: inaugura na próxima semana sua primeira loja Cestto fora do Rio Grande do Sul, em Taboão da Serra, e prepara a abertura de um supermercado no Center Norte para o primeiro semestre de 2027.

O Grupo Zaffari está prestes a transformar um trecho da zona oeste de São Paulo. A empresa planeja iniciar ainda este ano a construção de um complexo imobiliário colado ao Bourbon Shopping, um empreendimento que levou mais de duas décadas para sair do papel. O projeto, atualmente sob análise na Prefeitura, ocupará um terreno de cerca de 5 mil metros quadrados na esquina da avenida Pompeia com a rua Palestra Itália — um ponto estratégico que reúne o shopping, o estádio do Palmeiras e o Sesc Pompeia.

A obra terá 40,4 mil metros quadrados de área construída. Uma passarela conectará o complexo diretamente ao shopping, facilitando o fluxo de pessoas. Os três primeiros pavimentos serão destinados ao comércio, enquanto os andares superiores abrigarão unidades residenciais de médio padrão. Claudio Luiz Zaffari, diretor do grupo, explica que as primeiras compras de imóveis no entorno começaram por volta dos anos 2000. Desde então, a empresa adquiriu mais de 20 propriedades, pagando valores acima do mercado para conseguir destravar a expansão do shopping.

Um dos símbolos dessa longa negociação é a Pastelaria Brasileira, estabelecimento tradicional que ocupa o centro do terreno desde 1975. O comércio será transferido para outro imóvel mais próximo do Nubank Parque e mais afastado da avenida Pompeia, através de uma permuta fechada entre o Zaffari e os proprietários. A mudança marca o fim de uma etapa crucial para viabilizar o projeto.

A localização do complexo não é acidental. O terreno fica a apenas 200 metros da estação Sesc Pompeia da linha 6-laranja do metrô, que está em fase de testes. Para Zaffari, essa proximidade com o transporte público é um fator que valorizará toda a região. O empreendimento representa a estratégia do grupo para ampliar o Bourbon Shopping, eleito o preferido da zona oeste em pesquisa do Datafolha.

Por enquanto, o Zaffari mantém em sigilo informações como a área total a ser construída, o número de apartamentos e o cronograma definitivo da obra. A incorporadora responsável ainda não foi contratada. Segundo Zaffari, a análise da prefeitura e os ajustes comerciais devem ser concluídos em cerca de dois meses. O projeto segue um modelo que o grupo já testou com sucesso no Rio Grande do Sul. Em 2025, a empresa inaugurou o Bourbon Carlos Gomes em Porto Alegre, um complexo de 86,3 mil metros quadrados que reúne shopping, supermercado Zaffari e duas torres de escritórios.

A expansão do Zaffari em São Paulo vai além do Bourbon. A empresa investiu 95 milhões de reais em uma unidade da bandeira Cestto em Taboão da Serra, na Grande São Paulo — a primeira loja da marca fora do Rio Grande do Sul. Com 6,4 mil metros quadrados de área de vendas, será a maior da rede, que já possui quatro lojas no estado gaúcho. A loja contará com 42 caixas, oito deles de autoatendimento, 485 vagas de estacionamento, mais de 10 mil itens e uma galeria com 17 lojas, gerando 290 empregos diretos. A inauguração está marcada para a semana que vem.

Para o final do primeiro semestre de 2027, o grupo prepara a abertura de um supermercado dentro do Center Norte, no espaço do antigo Hipermercado Eldorado. O investimento nessa operação não foi divulgado. O Zaffari atua em São Paulo desde 2008, quando abriu o Bourbon Shopping e seu primeiro supermercado na capital. Hoje, a empresa opera 46 supermercados, cinco lojas de atacarejo, 14 shoppings e um cartão de crédito, com faturamento de 8,8 bilhões de reais em 2025, segundo o Ranking ABRAS.

As primeiras aquisições de imóveis no entorno ocorreram por volta dos anos 2000
— Claudio Luiz Zaffari, diretor do Grupo Zaffari
Mais uns dois meses pela frente e estaremos com a análise da prefeitura e do comercial
— Claudio Luiz Zaffari
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