Em Várzea Grande, entre 23 e 31 de agosto, 195 pacientes que aguardavam por cirurgias oftalmológicas viram a fila que os separava da visão plena ser finalmente zerada. O mutirão realizado no Hospital Santa Rita — 145 cirurgias de catarata e 50 de pterígio — não foi apenas um feito administrativo, mas um ato de restituição: devolver a pessoas comuns a capacidade de enxergar o próprio cotidiano. É o tipo de gesto que lembra que sistemas de saúde, quando funcionam, não apenas tratam doenças — recolocam vidas em movimento.
Várzea Grande realiza 195 cirurgias oftalmológicas e amplia políticas de inclusão
Devolver ao paciente a autonomia para realizar atividades simples do dia a dia
Por que essas 195 cirurgias importam tanto? Parece um número específico.
Porque havia uma fila. Pessoas esperando meses, talvez anos, para recuperar a visão. Catarata deixa você cego gradualmente — você não consegue dirigir, ler, reconhecer rostos. Pterígio é incômodo, causa inflamação constante. Essas cirurgias devolvem autonomia.
Mas quanto tempo essas pessoas esperaram? O texto diz que a fila foi zerada, mas não diz quanto tempo levou para chegar a esse ponto.
Verdade. Sabemos que havia um gargalo, que agora está zerado. Mas o histórico da fila não está no registro.
E quanto ao segundo tema — as políticas de inclusão? Parece uma mudança estrutural diferente.
É. Enquanto as cirurgias resolvem um problema imediato, as políticas de inclusão tentam mudar como o sistema funciona. Integração entre Educação, Saúde e Assistência Social. Prioridade de matrícula. Histórico documentado da criança.
Mas 2,3 mil crianças neurodivergentes e com deficiência na rede municipal — é muito ou pouco? Não temos contexto de quantas crianças estão matriculadas no total.
Boa observação. Sabemos o número absoluto, mas não sabemos a proporção. Pode ser 5% ou 15% da população escolar.
A prefeita pediu para as famílias que foram ao encontro levarem a informação para outras famílias que não compareceram. Isso sugere que nem todas as famílias elegíveis conhecem seus direitos?
Exatamente. Há um problema de comunicação e alcance. Nem todas as famílias sabem que esses serviços existem ou que seus filhos têm direito a eles.
E a nova sede do Centro Especializado em Reabilitação — quando fica pronta? O texto diz que está sendo construída, mas não há prazo.
Não há. Sabemos que está em construção, que terá salas sensoriais e fisioterapia, mas o cronograma não foi divulgado.
Então temos dois sucessos confirmados — as cirurgias foram feitas, a fila foi zerada — e um plano de futuro que ainda está sendo implementado.
Isso. O mutirão é concreto e mensurável. As políticas de inclusão são promessas com estrutura, mas ainda em construção.
Le Pouls
- A fila de oftalmologia havia se tornado um gargalo crônico na rede municipal, acumulando pacientes que perdiam autonomia à espera de procedimentos que poderiam mudar sua rotina.
- Em apenas nove dias, 195 cirurgias foram realizadas no Hospital Santa Rita em regime de mutirão, num esforço concentrado para liquidar de uma vez a demanda represada.
- A parceria com a prestadora Vitale foi decisiva para ampliar a capacidade operacional do município além do que a estrutura habitual permitiria.
- Com a fila zerada, o sistema oftalmológico municipal passa a operar em fluxo contínuo, respondendo apenas às novas demandas à medida que surgem — um equilíbrio que a gestão pretende manter.
Em Várzea Grande, entre 23 e 31 de agosto, 195 pacientes que aguardavam por cirurgias oftalmológicas viram a fila que os separava da visão plena ser finalmente zerada. O mutirão realizado no Hospital Santa Rita — 145 cirurgias de catarata e 50 de pterígio — não foi apenas um feito administrativo, mas um ato de restituição: devolver a pessoas comuns a capacidade de enxergar o próprio cotidiano. É o tipo de gesto que lembra que sistemas de saúde, quando funcionam, não apenas tratam doenças — recolocam vidas em movimento.
Entre 23 e 31 de agosto, a Secretaria Municipal de Saúde de Várzea Grande conduziu um mutirão oftalmológico no Hospital Santa Rita que resultou em 195 cirurgias: 145 de catarata e 50 de pterígio. As duas condições, quando não tratadas, comprometem progressivamente a visão e retiram dos pacientes a capacidade de realizar tarefas simples do dia a dia.
O esforço foi realizado em parceria com a prestadora Vitale e teve como objetivo eliminar a demanda reprimida que havia se acumulado na especialidade. O regulador Giliardi Vieira explicou que essas cirurgias têm impacto direto e imediato na vida das pessoas — a remoção da catarata devolve autonomia; o tratamento do pterígio alivia desconforto e melhora a qualidade visual. A fila, antes considerada um dos principais gargalos da rede municipal, foi completamente zerada e agora opera apenas conforme novas demandas chegam.
O secretário de Saúde em exercício, Michael Alves, destacou que a parceria foi essencial para ampliar a capacidade de atendimento e reafirmou o compromisso da gestão em reduzir tempos de espera e expandir a oferta de procedimentos especializados.
No mesmo período, a prefeitura também avançou em políticas de inclusão. O 1º Encontro Intersetorial com as Famílias Atípicas reuniu, na noite de 31 de agosto, famílias, profissionais e representantes das secretarias de Educação, Saúde e Assistência Social. A prefeita Flávia Moretti apresentou um plano de integração entre as três pastas para tornar o atendimento mais simples e humanizado.
Entre as medidas anunciadas estão a prioridade de matrícula para crianças neurodivergentes e pessoas com deficiência, a criação de novas unidades descentralizadas de atendimento e a implantação de salas de recursos multifuncionais nas escolas. Uma mudança estrutural relevante é a criação de um fluxo integrado desde a matrícula, garantindo que o histórico da criança a acompanhe ao longo de toda a sua trajetória escolar e terapêutica.
Na área da Saúde, foi destacada a reestruturação do Centro Especializado em Reabilitação e a criação de uma Unidade Descentralizada na região do São Mateus. Atualmente, cerca de 2,3 mil crianças neurodivergentes e pessoas com deficiência estão matriculadas na rede municipal. Dina Toledo, presidente do Movimento das Famílias Atípicas, ressaltou que a presença massiva das famílias no encontro evidencia o quanto o diálogo com a gestão é valorizado e necessário.
Entre 23 e 31 de agosto, a Secretaria Municipal de Saúde de Várzea Grande realizou 195 cirurgias oftalmológicas no Hospital Santa Rita, um mutirão que eliminou de uma vez a fila de espera que havia se acumulado na especialidade. Dos procedimentos executados, 145 foram cirurgias de catarata e 50 de pterígio — duas condições que comprometem a visão e, quando não tratadas, roubam dos pacientes a capacidade de realizar tarefas simples do cotidiano.
O trabalho foi conduzido pela Secretaria Municipal de Saúde em parceria com a prestadora Vitale, e representou um esforço concentrado para reduzir a demanda reprimida que havia se acumulado no sistema. Giliardi Vieira, regulador da iniciativa, explicou que essas cirurgias fazem diferença direta na vida das pessoas. A catarata, quando removida, devolve ao paciente a autonomia para atividades básicas; o pterígio, por sua vez, alivia o desconforto e melhora a qualidade visual. Antes deste mutirão, a fila de oftalmologia era considerada um grande gargalo na rede municipal. Agora, segundo Vieira, ela está zerada, funcionando apenas conforme novas demandas chegam ao sistema.
O secretário de Saúde em exercício, Michael Alves, ressaltou que a parceria foi fundamental para ampliar a capacidade de atendimento do município. Ele afirmou que o objetivo é garantir que os pacientes tenham acesso ao tratamento de que precisam, reduzindo o tempo de espera e proporcionando mais qualidade de vida. A Secretaria Municipal de Saúde segue atuando para expandir a oferta de procedimentos especializados e manter as filas sob controle.
No mesmo período, a gestão municipal também avançou em políticas de inclusão para crianças neurodivergentes e pessoas com deficiência. Na noite de 31 de agosto, o 1º Encontro Intersetorial com as Famílias Atípicas reuniu no Complexo Esportivo Fiotão famílias, profissionais e representantes das áreas de Educação, Saúde e Assistência Social. A prefeita Flávia Moretti apresentou um plano de integração entre as três secretarias, com o objetivo de oferecer atendimento mais simples e humanizado.
Entre as novidades anunciadas está a prioridade de matrícula para crianças neurodivergentes e pessoas com deficiência, que terão acesso ao processo dez dias antes dos demais estudantes. O município também criará novas unidades para descentralizar o atendimento especializado e implantará salas de recursos multifuncionais nas escolas com maior concentração desse público. Uma mudança estrutural será a criação de um fluxo integrado de atendimento desde a matrícula: a criança terá seu histórico e acompanhamento registrados, garantindo que, ao seguir para a rede estadual, leve consigo todas as informações necessárias para dar continuidade ao tratamento.
A proposta também prevê que escolas funcionem como canal de comunicação entre as secretarias. Quando professores, coordenadores ou diretores identificarem que uma família precisa de apoio, poderão acionar diretamente as secretarias de Saúde ou Assistência Social. Maria Fernanda Figueiredo, secretária de Educação, Cultura, Esporte e Lazer, enfatizou que as políticas públicas precisam partir da escuta das famílias, reconhecendo que quem conhece a realidade da inclusão são os pais e responsáveis que convivem diariamente com essas crianças.
Na área da Saúde, o secretário interino Michael Alves destacou a reestruturação do Centro Especializado em Reabilitação, que agora funciona em um espaço com melhores condições de acessibilidade. O município está construindo uma nova sede do serviço, com previsão de salas sensoriais, fisioterapia, ginásio e ambientes voltados ao desenvolvimento da autonomia. Também foi criada uma Unidade Descentralizada de Reabilitação na região do São Mateus, aproximando os serviços das famílias que vivem nas regiões mais afastadas. Atualmente, cerca de 2,3 mil crianças neurodivergentes e pessoas com deficiência estão matriculadas na rede municipal, número que deve crescer nos próximos anos. Dina Toledo, presidente do Movimento das Famílias Atípicas de Várzea Grande, afirmou que a presença dos responsáveis no encontro e a quantidade de famílias presentes demonstram a importância do diálogo com a gestão.
Citations marquantes
São procedimentos que fazem diferença diretamente na vida das pessoas. A cirurgia de catarata, por exemplo, pode devolver ao paciente a autonomia para realizar atividades simples do dia a dia.— Giliardi Vieira, regulador do mutirão oftalmológico
Meu sonho é que as famílias atípicas tenham as três secretarias trabalhando juntas: Assistência Social, Saúde e Educação.— Flávia Moretti, prefeita de Várzea Grande