Em Várzea Grande, na sexta-feira 4 de setembro, as equipes de saúde inverteram a lógica habitual: em vez de esperar que os cidadãos chegassem às unidades, foram até os locais de trabalho — um órgão público e duas empresas privadas — e aplicaram mais de 500 doses em um único dia. O gesto revela uma compreensão antiga e sempre atual: o cuidado coletivo se consolida quando encontra as pessoas onde elas estão, e não onde o sistema espera que elas apareçam.
Várzea Grande aplica mais de 500 doses em mutirão de vacinação em empresas e órgãos públicos
Se a vacinação não vai até as pessoas, as pessoas precisam ir até a vacinação
Por que levar vacinação para dentro das empresas? Não é mais simples as pessoas irem até a unidade de saúde?
A realidade é que muita gente não consegue. No dia a dia corrido, entre trabalho e compromissos, o deslocamento até uma unidade de saúde vira uma barreira. Quando você leva a vacinação até o local de trabalho, você remove essa barreira.
Mas quanto disso é realmente sobre acesso e quanto é sobre conveniência? A fonte não diz quantas pessoas deixariam de se vacinar se não houvesse essa ação.
É uma pergunta justa. O que sabemos é que 500 doses foram aplicadas em um dia. Isso é um número concreto.
E as empresas, por que topam isso? Qual é o ganho delas?
Segundo a gerente de Recursos Humanos da Domani, é uma questão de demonstrar preocupação com o bem-estar dos colaboradores. Mas também é verdade que uma força de trabalho mais saudável é uma força de trabalho mais produtiva.
A fonte não menciona se houve algum custo para as empresas ou se foi totalmente custeado pela prefeitura. Isso importa para entender o modelo.
E quanto à cobertura vacinal? Isso realmente amplia a cobertura ou apenas facilita para quem já iria se vacinar?
A coordenadora de Vacinas fala em ampliar cobertura, mas você está certo — a fonte não traz dados comparativos. Não sabemos se essas 500 doses representam pessoas que não se vacinavam antes ou pessoas que apenas anteciparam a vacinação.
Exatamente. É uma ação bem-intencionada e documentada, mas as perguntas sobre impacto real na saúde pública permanecem em aberto.
Le Pouls
- A baixa adesão à vacinação por dificuldade de deslocamento motivou a Secretaria Municipal de Saúde a redesenhar sua estratégia e levar as equipes diretamente aos ambientes de trabalho.
- Em um único dia, três frentes simultâneas — DAE, Kalt Refrigeração e concessionária Domani — receberam equipes de vacinação com um cardápio variado que incluiu influenza, febre amarela, hepatite B, tétano e tríplice viral.
- A concessionária Domani concentrou o maior volume, com 290 doses aplicadas, enquanto a Kalt registrou 138 e o DAE, 80, totalizando mais de 500 imunizações em poucas horas.
- Empresas e órgãos públicos assumiram papel ativo na logística, facilitando o acesso dos funcionários e sinalizando que saúde preventiva também é responsabilidade do ambiente corporativo.
- A ação posiciona Várzea Grande em uma trajetória de ampliação da cobertura vacinal por meio de iniciativas extramuros, reforçando o município como agente multiplicador de saúde.
Em Várzea Grande, na sexta-feira 4 de setembro, as equipes de saúde inverteram a lógica habitual: em vez de esperar que os cidadãos chegassem às unidades, foram até os locais de trabalho — um órgão público e duas empresas privadas — e aplicaram mais de 500 doses em um único dia. O gesto revela uma compreensão antiga e sempre atual: o cuidado coletivo se consolida quando encontra as pessoas onde elas estão, e não onde o sistema espera que elas apareçam.
Na manhã de 4 de setembro, as equipes de vacinação de Várzea Grande deixaram as unidades básicas de saúde e se distribuíram por três destinos: o Departamento de Água e Esgoto, a empresa Kalt Refrigeração e a concessionária Domani. A premissa era direta — se os funcionários não conseguem chegar até a saúde, a saúde vai até eles.
No DAE, 80 doses contra influenza foram aplicadas ao longo do dia, com apoio de alunos do curso técnico de enfermagem do ICET, supervisionados pela professora Renata Schubert. O diretor-presidente José Carlos de Andrade enxergou na parceria com a Secretaria Municipal de Saúde uma forma concreta de cuidar de quem serve o município diariamente.
Na Kalt Refrigeração, a variedade foi maior: 138 doses no total, distribuídas entre influenza, tríplice viral, febre amarela e dupla adulto. A própria empresa colaborou com a logística, tornando o acesso mais simples para seus colaboradores.
O maior volume ficou com a Domani, onde 290 doses foram aplicadas — influenza, febre amarela, hepatite B, tétano e tríplice viral. Para Edna Laranja, gerente de Recursos Humanos, levar a vacinação para dentro da empresa era mais do que conveniência: era um sinal de que a organização se importa com quem trabalha ali.
Cléo Chagas, coordenadora de Vacinas da Secretaria, resumiu o espírito da iniciativa: sair das unidades e alcançar as pessoas onde elas estão é exercer, de fato, o papel de agente multiplicador de saúde. Com mais de 500 doses aplicadas em um único dia, Várzea Grande demonstrou que a vacinação não precisa ficar confinada aos consultórios.
Na sexta-feira 4 de setembro, as equipes de vacinação de Várzea Grande saíram das unidades básicas de saúde e foram até onde as pessoas trabalham. Em um único dia, aplicaram mais de 500 doses de vacina em três locais diferentes: o Departamento de Água e Esgoto, a empresa Kalt Refrigeração e a concessionária Domani. A estratégia era simples mas eficaz — se os funcionários não conseguem chegar até a unidade de saúde, a unidade de saúde vai até eles.
No DAE, a manhã foi dedicada aos servidores na sede do órgão. À tarde, as equipes da Unidade de Saúde da Família do bairro Aurília Curvo se deslocaram para o centro comercial da região. Ao todo, 80 doses de vacina contra influenza foram aplicadas. O trabalho contou com apoio de alunos do 4º semestre do curso técnico de enfermagem do ICET, supervisionados pela professora Renata Schubert. José Carlos de Andrade, diretor-presidente do DAE, viu na parceria com a Secretaria Municipal de Saúde uma forma concreta de cuidar de quem trabalha pelo município todos os dias, eliminando a necessidade de deslocamento até uma unidade de saúde.
Na Kalt Refrigeração, a equipe da unidade do bairro Santa Isabel aplicou 138 doses no total. O cardápio de vacinas foi mais variado: 39 doses contra influenza, 27 de tríplice viral, 23 de febre amarela e 24 de dupla adulto, que protege contra difteria e tétano. A própria empresa auxiliou na logística da ação, facilitando o acesso dos seus funcionários.
O maior volume de doses, porém, ficou com a concessionária Domani. As equipes da unidade do bairro Maringá e da Secretaria Municipal de Saúde aplicaram 290 doses ali, contemplando vacinas contra influenza, febre amarela, hepatite B, tétano e tríplice viral. Para Edna Laranja, gerente de Recursos Humanos da Domani, a iniciativa reconhecia uma realidade simples: no dia a dia corrido, muitos funcionários simplesmente não conseguem se deslocar até uma unidade de saúde. Trazer a vacinação para dentro da empresa não era apenas uma questão de conveniência, mas uma demonstração de que a empresa se preocupa com a saúde e o bem-estar de quem trabalha ali.
Cléo Chagas, coordenadora de Vacinas da Secretaria Municipal de Saúde de Várzea Grande, enquadrou essas ações extramuros como parte do papel institucional do município. Sair das unidades e levar imunização e cuidado até a ponta — até as empresas, até os órgãos públicos, até onde as pessoas estão — é exercer a função de agente multiplicador de saúde. Somadas as três ações do dia, mais de 500 doses reforçaram a cobertura vacinal da população varzeagrandense e demonstraram que a vacinação não precisa ficar confinada aos consultórios.
Citations marquantes
Essa parceria facilita o acesso dos nossos servidores à vacinação sem que eles precisem se deslocar até uma unidade de saúde— José Carlos de Andrade, diretor-presidente do DAE
Na correria do dia a dia, muitas vezes os funcionários não conseguem ir até uma unidade de saúde. Trazer a vacinação para dentro da empresa facilita o acesso— Edna Laranja, gerente de Recursos Humanos da Domani