Valor premia líderes de 28 setores em 26ª edição do anuário Valor 1000

Lucro agregado saltou de R$ 337,5 bilhões para R$ 424,3 bilhões
Recuperação de 26% nos lucros em 2025 marca virada após dois anos de quedas acentuadas.
Mark

Por que o Valor 1000 importa? É só um ranking de empresas?

Mimi

Não. É um mapa do que está funcionando na economia brasileira. Mostra quais setores estão crescendo, como as grandes companhias estão se posicionando diante de desafios globais, e o que elas priorizam — tecnologia, sustentabilidade, expansão.

Luke

Mas esses números de crescimento — 7,8% na receita, 26% nos lucros — são reais ou apenas recuperação de quedas anteriores?

Mimi

São reais, mas Luke tem razão em questionar. 2023 e 2024 foram anos ruins. O que vemos em 2025 é recuperação, sim, mas também um segundo ano de crescimento real. É genuíno, não é só rebote.

Mark

E a avaliação ESG? Como isso muda o que é considerado uma empresa "melhor"?

Mimi

Muda tudo. Antes era só números financeiros. Agora, as três melhores de cada setor são avaliadas também por práticas ambientais, sociais e de governança. Significa que sustentabilidade não é mais opcional.

Luke

Mas só as três melhores são avaliadas em ESG. As outras 997 empresas do ranking não passam por essa análise. Então a maioria das companhias não está sendo medida por esses critérios.

Mimi

Verdade. É um começo, mas ainda limitado.

Mark

O que explica esse crescimento em um ano tão instável globalmente?

Mimi

As empresas brasileiras parecem ter encontrado um equilíbrio. Continuam investindo, mas com cautela. E 84% delas estão lucrando — isso é saudável.

Luke

Mas qual é o tamanho real desse universo? Mil empresas em uma economia do tamanho do Brasil — isso representa o quê, exatamente?

Mimi

Representa as maiores. Mas sim, há milhões de pequenas e médias empresas fora desse ranking que não aparecem nessa história.

  • Após quedas consecutivas de 28% e 26% nos lucros em 2023 e 2024, as mil maiores empresas brasileiras reverteram a trajetória com alta de 26% em 2025 — o melhor resultado desde 2022.
  • O ambiente seguiu hostil: juros elevados e uma geopolítica global marcada por guerras e disputas comerciais pressionaram as decisões de investimento ao longo do ano.
  • Mesmo assim, líderes setoriais mantiveram planos de expansão e aceleraram apostas em tecnologia e descarbonização, sinalizando que a resiliência virou estratégia.
  • A metodologia do ranking evoluiu: 30% da pontuação final agora depende de critérios ESG, avaliados por um comitê de 14 especialistas do Valor e da FGV — sustentabilidade deixou de ser adorno e virou critério de seleção.
  • O patamar de entrada no ranking subiu 9%, de R$ 734 milhões para R$ 799,8 milhões em receita líquida, refletindo o adensamento do tecido corporativo brasileiro.

A cada setembro, o Brasil para para ouvir o que seus maiores motores econômicos têm a dizer. Na 26ª edição do Valor 1000, realizada no hotel Unique em São Paulo, mil empresas são pesadas não apenas pelo que faturam, mas pelo que representam — R$ 8,3 trilhões em receita líquida e uma recuperação de lucros que, após dois anos de retração, volta a respirar. O anuário não é apenas um ranking; é um espelho do momento em que o capitalismo brasileiro tenta conciliar crescimento, custo do dinheiro e a urgência da sustentabilidade.

No dia 8 de setembro, o hotel Unique em São Paulo abriu suas portas para a cerimônia da 26ª edição do Valor 1000, o anuário que há mais de duas décadas mapeia as maiores e melhores empresas do Brasil. O evento reuniu executivos, jornalistas e analistas em torno de números que contam uma história de recuperação — e de um país corporativo que aprendeu a crescer sob pressão.

Os dados de 2025 mostram que as mil maiores empresas brasileiras geraram R$ 8,3 trilhões em receita líquida, alta de 7,8% sobre o ano anterior. Mais revelador é o movimento nos lucros: o resultado agregado saltou de R$ 337,5 bilhões para R$ 424,3 bilhões, avanço de 26% em termos nominais. A recuperação é ainda mais significativa quando se lembra que 2023 e 2024 registraram quedas consecutivas de 28% e 26%, respectivamente. Em 2025, 84% das companhias operaram no azul, ante 81% no ano anterior.

Esse desempenho não veio de um cenário favorável. Juros altos e uma geopolítica global turbulenta — marcada por conflitos e guerras comerciais — impuseram custos e incertezas. Ainda assim, as empresas líderes de cada um dos 28 setores avaliados mantiveram investimentos em tecnologia e aceleraram compromissos com a descarbonização, transformando a sustentabilidade em eixo estratégico, não apenas em discurso.

A metodologia do Valor 1000 reflete essa mudança de prioridades. A pontuação final combina 70% de análise financeira com 30% de avaliação ESG — critério aplicado às três melhores colocadas de cada setor por um comitê de 14 especialistas do Valor e do Centro de Estudos em Finanças da FGV. O ranking conta ainda com a chancela do FGVCef e da Serasa Experian. O corte de entrada subiu de R$ 734 milhões para R$ 799,8 milhões em receita líquida, sinal de que o tecido corporativo brasileiro segue se adensando.

Nesta terça-feira, 8 de setembro, o hotel Unique em São Paulo recebe a cerimônia de premiação da 26ª edição do Valor 1000, o anuário que mapeia as maiores e melhores empresas do Brasil. O evento marca o lançamento oficial de um estudo que examina mil companhias e seus resultados, oferecendo um retrato amplo do peso econômico das operações corporativas no país. Entre os destaques da programação, uma conversa com Christopher Garman, diretor-executivo para as Américas do Eurasia Group, ao lado de Maria Cristina Fernandes, repórter especial e colunista do Valor e da CBN, e Lauro Jardim, colunista de O Globo e da CBN. Maria Fernanda Delmas, diretora de redação do Valor, mediará o debate sobre fatores políticos e econômicos que podem desenhar o cenário brasileiro nos próximos meses.

Os números que sustentam esta edição revelam uma trajetória de recuperação. Em 2025, as mil maiores empresas brasileiras geraram uma receita líquida agregada de R$ 8,3 trilhões, um aumento de 7,8% em relação aos R$ 7,6 trilhões de 2024. Mais significativo ainda é o movimento nos lucros: o lucro líquido agregado saltou de R$ 337,5 bilhões para R$ 424,3 bilhões, uma alta de 26% em termos nominais e 21% em termos reais. Este desempenho ganha peso quando se considera o contexto: 2023 havia registrado uma queda de 28% nos lucros, seguida por outra retração de 26% em 2024. A recuperação de 2025 representa o segundo ano consecutivo de crescimento real, alcançando o melhor resultado desde 2022. Entre as mil maiores companhias, 84% operaram com lucro, ante 81% no ano anterior.

O crescimento ocorreu em um ambiente desafiador. As empresas enfrentaram pressões do custo elevado do dinheiro e uma geopolítica global instável, marcada por guerras e conflitos comerciais intensos. Apesar disso, as líderes de cada setor mantiveram seus planos de expansão em movimento e aceleraram investimentos em tecnologia. Um fio condutor une as empresas premiadas: o compromisso com a descarbonização e a transformação de suas operações em direção à sustentabilidade.

A metodologia que sustenta o ranking combina rigor financeiro com avaliação de práticas ambientais, sociais e de governança. A pontuação final é composta por 70% de análise contábil-financeira e 30% de avaliação ESG. Esta segunda etapa é aplicada apenas às três companhias melhor colocadas em cada um dos 28 setores examinados. Um comitê de 14 profissionais especializados, formado pelo Valor e pelo Centro de Estudos em Finanças da Escola de Administração de Empresas de São Paulo da Fundação Getulio Vargas, conduziu a avaliação ESG. Os critérios utilizados para elaborar o ranking das mil maiores empresas contam com a chancela do FGVCef e da Serasa Experian, parceiras do Valor e da Época Negócios na publicação.

O corte para entrar no ranking subiu significativamente. A empresa que ficou em último lugar no Valor 1000 de 2024 tinha receita líquida de R$ 734 milhões. Na edição atual, baseada em dados de 2025, esse patamar avançou para R$ 799,8 milhões, um aumento de aproximadamente 9%. Entre as mil maiores empresas, 26% têm capital aberto, seja no Brasil ou no exterior. Os resultados foram consolidados a partir da análise de informações de 1.036 companhias. O Valor 1000 é uma realização do Valor Econômico e de Época Negócios, com patrocínio de empresas como Alelo, Caixa Seguridade, Huawei, Deloitte, FGV Educação Executiva, Vibra, MBRF, Febraban, XP, Intelbras, CNI Sistema Indústria, Sicredi e Mineração Taboca. A Azul atua como companhia aérea oficial do evento, e a GAC como carro oficial.

As empresas líderes seguem investindo em seus planos de expansão e intensificando o uso da tecnologia, permanecendo firmes no objetivo de descarbonizar as operações
— Valor Econômico
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