UFPE receberá R$ 40 milhões para repor equipamentos perdidos em incêndio

Pesquisas de décadas foram interrompidas, afetando estudos críticos em saúde pública e desenvolvimento científico que beneficiam a sociedade.
São estudos de décadas, é uma quantidade enorme de informações
O vice-reitor explicou por que manter as pesquisas em funcionamento é tão urgente quanto repor os equipamentos.
Mark

Por que esse investimento de R$ 40 milhões é considerado emergencial? Não é apenas reposição de equipamentos?

Mimi

É reposição, sim, mas com urgência. Esses laboratórios estavam no meio de pesquisas ativas sobre câncer, Covid-19, autismo. Parar significa interromper anos de trabalho acumulado. A ministra chamou de emergencial porque o dinheiro vem por um fundo especial, não pelo orçamento normal.

Luke

Mas quanto tempo leva para equipar um laboratório NB3 novo? A fonte não diz. Sabemos que o dinheiro está disponível, mas não sabemos se os equipamentos podem ser comprados e instalados rapidamente.

Mark

O que exatamente era feito naquele laboratório NB3?

Mimi

Trabalho com patógenos perigosos. Coronavírus, tuberculose, HIV, dengue, febre amarela. Pesquisa de contenção, não pesquisa aberta. Precisa de estrutura especial.

Luke

A fonte confirma que era um NB3, mas não detalha que tipo de pesquisa específica estava em andamento. Sabemos os patógenos que poderiam ser manipulados lá, mas não sabemos quais realmente estavam sendo estudados naquele momento.

Mark

E quanto à reconstrução do prédio? Quanto tempo vai levar?

Mimi

Não há prazo definido. Vão usar o projeto de outro centro de pesquisa que a UFPE tem em Sertânia, então pelo menos não começam do zero. Mas primeiro precisam escorar o prédio destruído, o que deve levar até 15 dias.

Luke

Isso é importante: 15 dias é só para começar o escoramento. A reconstrução em si não tem cronograma. E os equipamentos novos vão funcionar em outros laboratórios enquanto isso, o que pode não ser ideal para pesquisas que precisam de estrutura específica.

Mark

Esse é o terceiro incêndio em uma semana. Isso não é preocupante?

Mimi

A fonte menciona que foi o terceiro, e de longe o maior. Mas não explica o que causou nenhum dos três. A investigação ainda está em andamento.

Luke

Exatamente. A fonte não diz nada sobre causa, padrão ou se há suspeita de negligência ou crime. Sabemos que houve três incêndios, mas não sabemos por quê.

  • R$ 40 milhões anunciados pela ministra da Ciência, Tecnologia e Inovações
  • R$ 28 milhões já comprometidos pelo Ministério da Educação
  • Incêndio ocorreu na noite de quarta-feira, 7 de outubro
  • Laboratório NB3 para manipulação de patógenos perigosos foi destruído
  • Escoramento do prédio deve começar em até 15 dias

Investimento emergencial de R$ 40 milhões será transferido via Fundo Nacional de Desenvolvimento e Tecnologia para recompra de equipamentos de última geração perdidos no incêndio. Laboratórios destruídos realizavam pesquisas críticas em câncer, Covid-19, transtorno do espectro autista e continham laboratório NB3 para manipulação de patógenos perigosos.

Ministra da Ciência anuncia R$ 40 milhões para reposição de equipamentos de laboratório destruídos em incêndio na UFPE, somando-se aos R$ 28 milhões já comprometidos pelo Ministério da Educação.

Na manhã de sexta-feira, 9 de outubro, a ministra da Ciência, Tecnologia e Inovações, Luciana Santos, pisou no campus Recife da Universidade Federal de Pernambuco com uma promessa de R$ 40 milhões. O dinheiro viria através de um Fundo Nacional de Desenvolvimento e Tecnologia, já disponível para transferência à instituição, e se somaria aos R$ 28 milhões que o ministro da Educação, Leonardo Barchini, havia anunciado no dia anterior. Juntos, os dois investimentos federais representavam uma resposta rápida a um desastre que havia ocorrido apenas dois dias antes: um incêndio que destruiu um prédio de pesquisa na noite de quarta-feira, deixando um rastro de perdas estimadas em R$ 100 milhões.

O fogo consumiu equipamentos de última geração que não eram simples computadores ou instrumentos convencionais. Entre as instalações destruídas estava um laboratório de Nível Biológico 3, conhecido como NB3, uma estrutura de contenção usada para trabalhar com patógenos perigosos como coronavírus, tuberculose, HIV, dengue e febre amarela. Os centros de pesquisa que funcionavam ali investigavam temas de relevância social profunda: câncer, Covid-19 e transtorno do espectro autista. Segundo o vice-reitor Moacyr Cunha, o que estava em jogo não era apenas equipamento, mas décadas de trabalho científico acumulado. "São estudos de décadas, é uma quantidade enorme de informações", disse ele ao comentar sobre a urgência de manter as pesquisas em funcionamento.

A ministra Luciana Santos enquadrou o investimento de R$ 40 milhões como uma "ajuda emergencial" que correspondia exatamente ao que havia sido investido anteriormente pela Finep, a Financiadora de Estudos e Projetos, na infraestrutura de pesquisa do centro. Ela se comprometeu com a retomada plena das atividades de pesquisa e desenvolvimento, reconhecendo que a equipe do reitor Alfredo Gomes já estava em movimento, fazendo levantamentos para acelerar a recuperação. O objetivo era claro: não deixar que as pesquisas parassem.

Enquanto os recursos federais começavam a ser processados, a universidade enfrentava desafios práticos imediatos. A Polícia Federal havia iniciado uma perícia no edifício destruído, usando drone e robô com câmera para visualizar os danos internos. Porém, para que os peritos pudessem entrar com segurança, o prédio precisava ser escorado, um trabalho de engenharia para evitar desmoronamento e preservar a estrutura. O reitor informou que uma empresa já contratada pela UFPE faria um aditivo ao contrato existente para iniciar o escoramento em até 15 dias. Enquanto isso, a investigação prosseguia através de dados coletados da área externa, análise de câmeras de segurança e registros de quem estava no campus na noite do incêndio.

A reconstrução do prédio seguiria um projeto executivo já existente, baseado em um centro de pesquisas da UFPE localizado em Sertânia, no interior do estado. Até que a nova estrutura estivesse pronta em Recife, os equipamentos adquiridos com os R$ 40 milhões funcionariam em outros laboratórios da universidade, mantendo vivas as pesquisas que tinham importância não apenas acadêmica, mas social. O incêndio de quarta-feira havia sido o terceiro a ocorrer no campus em apenas uma semana, e de longe o mais destrutivo. Agora, a universidade e o governo federal corriam contra o tempo para que o conhecimento e o trabalho científico não se perdessem junto com as chamas.

O que estou me comprometendo desde já é com uma ajuda emergencial daquilo que correspondia ao investimento que nós fizemos em infraestrutura de pesquisa
— Ministra Luciana Santos
O mais importante é não deixar essas pesquisas pararem, é dar continuidade a todos esses estudos. São estudos de décadas, é uma quantidade enorme de informações
— Vice-reitor Moacyr Cunha
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