TSE analisa pedido do PL para revisar multa de R$ 22,9 milhões

Todas as contas foram bloqueadas, não só as do fundo
O PL alega que o bloqueio de contas foi além do que havia sido especificamente ordenado pelo ministro.
Mark

Por que o TSE aplicou uma multa tão pesada? Qual foi exatamente o problema com o pedido do PL?

Mimi

O PL contestou votos em 250 mil urnas, mas quando o ministro pediu para incluir os votos do primeiro turno nessa análise, o partido recusou. Moraes interpretou isso como litigância de má-fé — uma ação judicial feita de forma abusiva ou infundada.

Luke

Mas a gente sabe se o relatório técnico que acompanhava o pedido era realmente fraco? A fonte não detalha o conteúdo dele.

Mimi

Não, a gente não sabe. Moraes pediu mais informações, o PL não forneceu da forma que ele esperava, e aí veio a multa. Mas o mérito técnico das alegações do partido fica em aberto.

Mark

E por que o Partido Progressista e o Republicanos conseguiram sair dessa?

Mimi

Eles argumentaram que não foram consultados, que foi decisão só do PL. Moraes aceitou o argumento e os removeu do processo.

Luke

Isso é curioso. Se eles realmente não foram consultados, faz sentido. Mas se foi uma coligação que apresentou junto, por que não foram consultados?

Mimi

A fonte não explica isso. Só diz que o Republicanos e o PP entraram com uma ação separada dizendo que não foram consultados.

Mark

Então o PL fica com a multa inteira?

Mimi

Fica. E agora pede para o plenário reconsiderar. Também quer desbloquear as contas, porque diz que o bloqueio foi além do que foi ordenado.

Luke

Espera — o bloqueio foi além do ordenado? Moraes ordenou bloqueio só do fundo partidário, mas bloquearam tudo?

Mimi

É o que o PL alega no pedido. Diz que todas as contas foram bloqueadas, não só as do fundo.

Luke

Isso seria um problema real de execução, se for verdade. Mas a gente não tem confirmação de como exatamente o bloqueio foi implementado.

Mark

E qual é a chance de o plenário reverter a decisão de Moraes?

Mimi

Não dá para saber. Moraes é presidente da Corte, tem peso. Mas é um plenário, então há outros ministros votando.

Luke

Exatamente. A fonte não diz nada sobre como os outros ministros têm se posicionado em casos parecidos ou qual é o clima no tribunal.

  • Uma multa de R$ 22,9 milhões e contas bancárias congeladas colocam em risco a sobrevivência operacional do Partido Liberal.
  • A ação original — contestando votos de 250 mil urnas no segundo turno — foi rejeitada por Alexandre de Moraes, que a classificou como litigância de má-fé.
  • PP e Republicanos se desvincularam do processo, alegando que nunca autorizaram a ação, deixando o PL isolado para arcar com todas as consequências.
  • O partido argumenta que o bloqueio foi além do determinado e que, sem acesso às suas contas, não consegue funcionar como legenda.
  • O plenário do TSE decide se a multa se mantém e se as contas serão liberadas — um veredicto com implicações tanto jurídicas quanto políticas.

No limiar entre o direito de contestação e a responsabilidade processual, o Partido Liberal se vê diante do Tribunal Superior Eleitoral pedindo que uma multa de R$ 22,9 milhões — imposta após uma ação considerada infundada sobre 250 mil urnas — seja reconsiderada. O que começou como uma disputa sobre a integridade das urnas eletrônicas tornou-se uma questão mais profunda: até onde vai o direito de questionar resultados eleitorais antes que ele se converta em litigância de má-fé? O plenário do TSE, reunido em dezembro de 2022, teria a palavra final sobre o destino financeiro e operacional da maior legenda da coligação bolsonarista.

O plenário do Tribunal Superior Eleitoral foi convocado para decidir sobre um pedido do Partido Liberal que buscava reverter uma multa de R$ 22,9 milhões e liberar contas bancárias congeladas. A punição havia sido aplicada pelo ministro Alexandre de Moraes depois que o PL, junto com o PP e o Republicanos, protocolou uma ação contestando os votos registrados em 250 mil urnas no segundo turno das eleições — acompanhada de um relatório técnico que, segundo os partidos, comprovava falhas nos equipamentos.

Moraes deu 24 horas para que os partidos apresentassem informações adicionais e exigiu que a ação incluísse também os votos do primeiro turno. O PL recusou, alegando que isso tornaria a análise inviável. Com isso, o ministro negou o pedido, aplicou a multa por litigância de má-fé e determinou o bloqueio do fundo partidário e das contas associadas.

O episódio ganhou novos contornos quando PP e Republicanos ingressaram com ação separada, afirmando que nunca haviam sido consultados e que a iniciativa partiu exclusivamente de Valdemar Costa Neto, presidente do PL. Moraes acolheu o argumento e retirou os dois partidos do processo, deixando o PL sozinho diante da penalidade.

Em pedido de reconsideração, o PL negou qualquer intenção de tumultuar o processo eleitoral e apontou um problema prático: embora a ordem de bloqueio fosse restrita aos valores do fundo partidário, todas as suas contas haviam sido congeladas, ameaçando o funcionamento da legenda. A decisão do plenário definiria não apenas o destino da multa, mas a própria capacidade do partido de continuar operando.

O plenário do Tribunal Superior Eleitoral se reuniria na quinta-feira, 15 de dezembro, para decidir sobre um pedido do Partido Liberal que buscava reverter uma multa de R$ 22,9 milhões e liberar contas bancárias que haviam sido congeladas. A multa havia sido aplicada semanas antes pelo ministro Alexandre de Moraes, presidente da Corte, após o PL e seus aliados na coligação de Jair Bolsonaro apresentarem uma ação contestando os votos registrados em 250 mil urnas durante o segundo turno das eleições.

O que começou como uma disputa sobre a integridade das urnas eletrônicas rapidamente se transformou em um conflito sobre os limites do direito de contestação e as consequências financeiras de uma ação judicial considerada infundada. Em 22 de novembro, o Partido Liberal, junto com o Partido Progressista e o Republicanos, protocolou uma ação no TSE pedindo a anulação dos votos computados naquelas 250 mil urnas. O pedido vinha acompanhado de um relatório técnico que, segundo os partidos, comprovava mau funcionamento dos equipamentos.

Alexandre de Moraes respondeu rapidamente. Ele deu 24 horas para que os partidos apresentassem informações adicionais sobre o relatório técnico e solicitou que a ação incluísse também os votos registrados pelas mesmas urnas no primeiro turno. O PL recusou. Incluir os votos do primeiro turno, argumentou o partido, tornaria a análise inviável. Moraes então negou o pedido, aplicou a multa de R$ 22,9 milhões por litigância de má-fé e determinou o bloqueio tanto do repasse do fundo partidário quanto das contas que continham esses recursos.

O que aconteceu depois complicou ainda mais a situação. O Partido Progressista e o Republicanos entraram com uma nova ação argumentando que não haviam sido consultados sobre o pedido inicial e que tudo havia sido uma iniciativa individual de Valdemar Costa Neto, presidente do PL. Moraes acolheu esse argumento, removendo os dois partidos do processo e deixando o PL sozinho com a multa.

No pedido apresentado em 30 de novembro para reconsideração, o PL insistiu que nunca teve intenção de causar tumulto no processo eleitoral ou de fomentar qualquer movimento ideológico. O partido também levantou uma questão prática que o preocupava: embora a ordem de bloqueio tivesse sido específica e restrita aos valores do fundo partidário, todas as suas contas haviam sido congeladas. Isso, segundo a legenda, poderia inviabilizar o funcionamento da sigla.

A decisão do plenário na quinta-feira definiria não apenas se a multa seria mantida, mas também se as contas seriam liberadas para operações normais. Para o PL, estava em jogo tanto a questão financeira quanto a capacidade de continuar funcionando como partido político.

O PL afirmou que jamais teve intenção de causar tumulto ao processo eleitoral brasileiro
— Partido Liberal, no pedido de reconsideração apresentado em 30 de novembro
Contact Us FAQ