Venezuela sai da lista de fracasso antidrogas após 20 anos, endossando o governo interino de Delcy Rodríguez e citando prisão de Maduro. Brasil é criticado diretamente por não enfrentar PCC e Comando Vermelho, classificados como organizações terroristas estrangeiras pelos EUA.
Trump retira Venezuela de lista de fracasso no combate às drogas e cobra Brasil
Transformaram o país em um centro de distribuição global
Por que Trump removeu a Venezuela da lista agora, depois de vinte anos?
Ele apresenta isso como resultado da prisão de Maduro e da morte de Niño Guerrero, o líder do Trem de Aragua. Mas é também um endosso ao governo interino de Delcy Rodríguez, que está alinhado com Washington.
Espera — a Venezuela ainda está entre os vinte e três maiores produtores e trânsito de drogas do mundo. Então o que mudou realmente? Apenas a cooperação política?
Aparentemente sim. Trump diz que está vendo "resultados de uma maior cooperação", mas o documento também deixa claro que espera "progresso contínuo e mensurável". Não é uma absolvição completa.
E quanto à Colômbia? Por que permanece na lista se Trump a elogia tanto?
Porque os números ainda não melhoraram. O cultivo de coca e a produção de cocaína atingiram níveis recordes sob Petro. Mas Trump sinaliza que pode suspender a condição se La Espriella entregar resultados no próximo ano.
Então é basicamente um incentivo político. Você está alinhado comigo, você sai da lista. Você não está, você fica.
É mais nuançado que isso, mas sim, há claramente um componente político. A questão é se os números de drogas realmente melhoram ou se é apenas uma mudança de narrativa.
E o Brasil? Por que é mencionado se não está em nenhuma das listas?
Porque Washington quer pressionar o governo brasileiro a agir contra o PCC e o Comando Vermelho, que classifica como organizações terroristas estrangeiras.
Mas o Brasil está realmente falhando, ou Trump está usando isso como alavanca política? O documento não oferece dados sobre o que o Brasil deveria estar fazendo diferente.
Ótima pergunta. O relatório não detalha isso. É mais uma cobrança do que uma avaliação baseada em métricas claras.
Der Puls
- Venezuela removida da lista de fracasso antidrogas após 20 anos, primeira vez desde 2005
- Brasil criticado diretamente por não enfrentar PCC e Comando Vermelho, classificados como terroristas pelos EUA
- Colômbia mantida na lista mas com elogios condicionais ao novo governo de Abelardo de la Espriella
- Campanha de ataques contra embarcações no Caribe e Pacífico deixou pelo menos 215 mortos
Venezuela sai da lista de fracasso antidrogas após 20 anos, endossando o governo interino de Delcy Rodríguez e citando prisão de Maduro. Brasil é criticado diretamente por não enfrentar PCC e Comando Vermelho, classificados como organizações terroristas estrangeiras pelos EUA.
Os EUA removeram a Venezuela da lista de países que falharam no combate ao narcotráfico pela primeira vez em 20 anos, enquanto mantêm a Colômbia na lista e cobram o Brasil por não enfrentar facções terroristas.
O governo Trump divulgou nesta quarta-feira seu relatório anual sobre narcotráfico nas Américas, e o documento traz uma reviravolta significativa: a Venezuela foi removida da lista de países que "falharam" no combate ao tráfico de drogas. É a primeira vez em vinte anos que o país sai dessa classificação, um endosso direto ao governo interino de Delcy Rodríguez. Trump atribuiu a mudança à prisão de Nicolás Maduro — que chamou de "ex-ditador ilegítimo e narcotraficante" — e à morte de Niño Guerrero, líder do Trem de Aragua, ambos apresentados como frutos da cooperação com a administração interina.
Mas a remoção da Venezuela da lista não significa que o país tenha deixado de ser um problema. Ele permanece classificado entre os vinte e três países de maior trânsito ou produção de drogas do mundo. Trump deixou claro que espera "progresso contínuo e mensurável" do governo venezuelano no desmantelamento de grupos narcoterroristas e no bloqueio do fluxo de cocaína rumo aos Estados Unidos. A decisão ocorre um ano depois que a administração Trump iniciou uma campanha de ataques contra embarcações supostamente usadas por narcotraficantes no Caribe e no Pacífico — uma ofensiva sem precedentes na região que deixou pelo menos duzentos e quinze mortos. Organismos da ONU e organizações não governamentais denunciaram essas operações como execuções extrajudiciais.
A Colômbia, por sua vez, permaneceu na lista de quatro países que falharam em demonstrar avanços no combate ao tráfico — ao lado do Afeganistão, Bolívia e Mianmar. Mas o relatório reserva elogios ao novo governo de direita de Abelardo de la Espriella, que assumiu após Gustavo Petro. Trump escreveu que os colombianos "fizeram a corajosa escolha" de eleger La Espriella e que ele se comprometeu a liderar uma "campanha agressiva" contra o cultivo de coca e a produção de cocaína, que atingiram níveis recordes sob o governo anterior. O documento sinaliza uma abertura: se a Colômbia avançar nos próximos doze meses, Trump considera suspender a condição de fracasso. A manutenção do país na lista, segundo o texto, deve-se exclusivamente à "incompetência e ao caos" do governo de extrema esquerda anterior.
O Brasil não consta na lista oficial de vinte e três países de maior trânsito ou produção de drogas ilícitas, nem na lista de países que falharam no combate ao narcotráfico. Ainda assim, é mencionado diretamente no corpo do relatório como alvo de cobrança. Washington acusa o governo brasileiro de ter "falhado em enfrentar as organizações terroristas estrangeiras designadas Primeiro Comando da Capital e Comando Vermelho". O documento afirma que essas facções "transformaram o país em um centro de distribuição global de cocaína" e as classifica como "uma ameaça crescente à paz e à segurança em todo o mundo". Trump exige que o governo brasileiro tome "medidas enérgicas" para enfrentá-las e derrotá-las antes que se expandam.
Essas decisões refletem a estratégia mais ampla de Trump nas Américas. Ele tem construído uma aliança chamada Escudo das Américas, à qual países latino-americanos têm aderido conforme mudam sua orientação política. Peru foi o mais recente a integrar-se, juntando-se à Colômbia e Equador, que já realizam campanhas militares conjuntas com Washington. A remoção da Venezuela da lista, os elogios condicionais à Colômbia e a pressão direta sobre o Brasil revelam um padrão: recompensa para aliados alinhados, esperança para os que mudam de direção, e cobrança para os que não se alinham à agenda americana de segurança hemisférica.
Bemerkenswerte Zitate
O governo do Brasil falhou em enfrentar as organizações terroristas estrangeiras designadas Primeiro Comando da Capital e Comando Vermelho, que transformaram o país em um centro de distribuição global de cocaína— Relatório de Trump
Se, como se espera, a Colômbia avançar durante o próximo ano, vou considerar suspender a condição— Trump, sobre a possível remoção da Colômbia da lista