Trump aprova execução de Nidal Hasan por fuzilamento em dezembro

Nidal Hasan matou 13 pessoas e feriu 32 outras no tiroteio em massa de Fort Hood em 2009; será executado por pelotão de fuzilamento em 3 de dezembro de 2026.
Justiça finalmente chegou para Hasan após 17 anos de condenação
O porta-voz do Pentágono descreveu a aprovação da execução como o encerramento de um caso que permaneceu pendente desde o massacre de 2009.
Mark

Por que essa execução é tão incomum? Execuções militares não acontecem regularmente?

Mimi

Não. A última execução por fuzilamento foi em 1945, e a última execução militar de qualquer tipo foi em 1961. Estamos falando de 65 anos sem nenhuma pena de morte militar imposta.

Luke

Mas vale notar que existem 15 crimes puníveis com morte no código militar. Então a lei permitia isso o tempo todo — é a prática que parou.

Mark

E quanto ao caso em si? Hasan admitiu?

Mimi

Sim, admitiu ser o atirador. Disse que visava especificamente os soldados que seriam enviados para o Afeganistão porque queria proteger o Talibã.

Luke

Ele apresentou uma defesa, não uma confissão. Argumentou que havia "provocação adequada" porque eram soldados em processo de envio para uma guerra que ele considerava ilegal.

Mark

Então ele matou 13 pessoas e feriu 32?

Mimi

Isso mesmo. O painel de júri de 13 oficiais recomendou unanimemente a morte.

Luke

Unanimemente é importante — não houve dissidência entre os oficiais que julgaram.

Mark

Ele pode ainda recorrer?

Mimi

Sim. Pode apresentar uma petição de habeas corpus contestando a legalidade de sua prisão, o que suspenderia a execução enquanto o recurso tramita.

Luke

E isso é significativo porque o processo jurídico poderia levar tempo — não há garantia de que a execução acontecerá em 3 de dezembro se um recurso for apresentado.

Mark

Quem foi Eddie Slovik, mencionado na história?

Mimi

O último soldado executado por fuzilamento, em 1945, por deserção. Entre cerca de 50 mil desertores americanos na Segunda Guerra Mundial, ele foi o único executado.

Luke

E há um detalhe importante: apenas 11 membros do pelotão de fuzilamento tinham balas em seus rifles, para que ninguém soubesse com certeza quem disparou. Isso mostra como essas execuções eram tratadas — em segredo, como exemplo.

  • Trump assinou na segunda-feira à noite a aprovação para a execução de Nidal Hasan por pelotão de fuzilamento, marcada para 3 de dezembro de 2026 às 14h, horário do leste.
  • O ataque de 2009 em Fort Hood deixou 13 mortos e 32 feridos entre soldados que se preparavam para ser enviados ao Afeganistão — uma ferida que famílias de vítimas carregam há mais de 16 anos.
  • A execução será a primeira por fuzilamento no Exército dos EUA desde janeiro de 1945 e a primeira pena de morte militar em qualquer modalidade desde 1961, rompendo décadas de silêncio punitivo.
  • Hasan, paralisado da cintura para baixo desde o confronto com a polícia no dia do ataque, ainda pode recorrer via petição de habeas corpus, o que poderia suspender a sentença enquanto o caso tramita nos tribunais.
  • O porta-voz do Pentágono e o secretário Hegseth celebraram a decisão como 'justiça', sinalizando que a administração Trump vê a execução como um acerto de contas histórico e simbólico.

Oitenta anos após a última execução por fuzilamento no Exército americano, o presidente Donald Trump assinou a ordem que levará Nidal Hasan à morte em 3 de dezembro de 2026, em Fort Hood, Texas. Hasan, major e psiquiatra militar, matou 13 soldados e feriu 32 outros em 2009, num ataque que ele próprio justificou como defesa do Talibã. A decisão, respaldada unanimemente por um painel de oficiais e aprovada pelo secretário de Guerra Pete Hegseth, ressuscita não apenas um método de execução esquecido, mas também a pergunta perene sobre como uma nação faz justiça diante do horror cometido por um de seus próprios.

Em 3 de dezembro, Fort Hood será palco de um momento sem precedente em mais de oito décadas: a execução por pelotão de fuzilamento de Nidal Hasan, major e psiquiatra do Exército americano condenado pelo massacre que cometeu nessa mesma base em novembro de 2009. O presidente Donald Trump aprovou a recomendação do secretário de Guerra Pete Hegseth na segunda-feira à noite, e o secretário interino do Exército confirmou os detalhes no dia seguinte — a sentença será cumprida às 14h, horário do leste.

Hasan abriu fogo contra soldados reunidos num centro de processamento médico, à espera de embarque para o Afeganistão. Matou 13 e feriu 32. Em tribunal, admitiu ser o atirador e alegou querer proteger o Talibã dos militares americanos. Um painel de 13 oficiais recomendou unanimemente a pena de morte, e ele foi condenado em 2013. Durante o confronto com a polícia no dia do ataque, foi baleado e ficou paralisado da cintura para baixo — desde então, usa cadeira de rodas.

A dimensão histórica da execução é inegável. O último soldado executado por fuzilamento foi Eddie Slovik, em janeiro de 1945, condenado por deserção nos últimos meses da Segunda Guerra na Europa. A última execução militar de qualquer tipo ocorreu em 1961. Desde 1916, os militares americanos executaram 135 membros das Forças Armadas; atualmente, outros três soldados aguardam no corredor da morte em Leavenworth.

Hasan ainda tem um caminho jurídico aberto: pode apresentar petição de habeas corpus contestando a legalidade de sua prisão, recurso que poderia suspender a execução enquanto tramita pelo sistema. Por ora, porém, a data está fixada — e com ela, um capítulo que o Exército americano não havia escrito desde o fim da Segunda Guerra Mundial.

Em 3 de dezembro, no Fort Hood do Texas, Nidal Hasan será executado por um pelotão de fuzilamento — a primeira execução desse tipo no Exército dos EUA desde janeiro de 1945, e a primeira pena de morte militar imposta em 65 anos. O presidente Donald Trump aprovou a recomendação do secretário de Guerra Pete Hegseth na segunda-feira à noite, e o secretário interino do Exército, Adam Telle, confirmou os detalhes na terça-feira: a execução ocorrerá às 14h, horário do leste.

Hasan, major e psiquiatra do Exército, foi condenado em julho de 2013 por 13 acusações de assassinato premeditado e 32 de tentativa de assassinato. Seu crime ocorreu em 5 de novembro de 2009, quando abriu fogo contra soldados reunidos em um centro de processamento em Fort Hood para exames médicos finais antes de serem enviados ao Afeganistão. Matou 13 pessoas e feriu 32 outras. Um painel de júri composto por 13 oficiais militares recomendou unanimemente sua condenação à morte. Hasan admitiu em tribunal ser o atirador e pediu desculpas por "quaisquer erros", embora tenha argumentado que visava especificamente os soldados que seriam enviados para o Afeganistão, dizendo que queria proteger o Talibã e seus líderes dos militares dos EUA.

O ataque começou quando Hasan entrou no centro de processamento e abriu fogo contra as tropas. Enquanto elas tentavam fugir, ele as perseguiu pela porta dos fundos, onde confrontou a polícia. O sargento sênior Mark Todd e a sargento Kim Munley trocaram tiros com ele. Durante o confronto, Hasan foi atingido e caiu. Todd correu, chutou a arma para longe, virou-o de bruços e o revistou, encontrando uma segunda arma, carregadores de munição extras e um telefone celular. Um oficial da Divisão de Investigação Criminal do Exército relatou que 177 cartuchos não deflagrados foram recuperados em carregadores de 30 e 20 tiros. Hasan também portava duas miras de arma — uma mira a laser vermelha para condições de pouca luz e um laser verde mais eficaz sob luz solar. O ferimento o deixou paralisado da cintura para baixo, e desde então usa cadeira de rodas.

A execução de Hasan será historicamente significativa. O último soldado do Exército executado por fuzilamento foi Eddie Slovik, em 31 de janeiro de 1945, nos meses finais da Segunda Guerra Mundial na Europa, após ser condenado por deserção. A última execução militar de qualquer tipo ocorreu em 1961, quando o soldado John Bennett foi enforcado em Fort Leavenworth, Kansas, após ser condenado por estuprar e tentar matar uma menina austríaca de 11 anos. Desde 1916, os militares dos EUA executaram 135 membros das Forças Armadas. Existem 15 crimes puníveis com morte, e qualquer execução requer aprovação presidencial — o presidente também tem poder de comutar sentenças. Segundo regulamentações militares, a data da execução deve cair entre 60 e 150 dias após a aprovação presidencial.

Atualmente, além de Hasan, três outros soldados estão no corredor da morte em Leavenworth, a única instalação de segurança máxima do Departamento de Guerra. Todos foram condenados por assassinato, entre outros crimes. Hasan ainda pode apresentar uma petição de habeas corpus contestando a legalidade de sua prisão, um processo que poderia suspender a execução enquanto o recurso tramita pelo sistema jurídico. O porta-voz do Pentágono, Sean Parnell, descreveu a aprovação como justiça finalmente chegando, enquanto Hegseth respondeu simplesmente com a palavra "Justiça" em uma rede social. A execução marca um ponto de inflexão raro na história militar americana — um retorno a um método de pena capital que havia desaparecido há mais de oito décadas.

Ele matou 13 pessoas e feriu outras 32 enquanto gritava 'Allahu Akbar' durante o ataque. O dia do julgamento para Hasan finalmente chegou.
— Sean Parnell, porta-voz do Pentágono
Houve provocação adequada de que esses eram soldados em processo de envio que iriam se envolver em uma guerra ilegal
— Nidal Hasan, em seu depoimento ao juiz militar
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