Trump anuncia acordo histórico para desarmamento completo do Hamas em Gaza

Conflito em Gaza causou destruição massiva de infraestrutura civil e deslocamento de população palestina, conforme evidenciado por imagens de escombros e ataques aéreos.
Israel exige o desarmamento completo, incluindo retirada de armas
Fonte política israelense revela que a proposta atual ainda não atende plenamente às exigências do país.
Mark

Como um acordo assim consegue funcionar quando as duas partes têm interpretações tão diferentes do que significa desarmamento completo?

Mimi

Essa é exatamente a questão que paira sobre tudo isso. Trump diz que há um acordo, mas Israel diz que a proposta não atende suas exigências, e o Hamas está pedindo mudanças. É como se cada lado estivesse falando de um acordo diferente.

Mark

E o Conselho da Paz que Trump criou — por que nenhum aliado europeu entrou?

Mimi

Porque muitos veem aquilo como Trump tentando contornar a ONU e centralizar o poder em suas mãos. Lula recusou justamente porque queria garantir que os palestinos tivessem voz. Não é um conselho que inspira confiança universal.

Mark

O que mudou entre janeiro, quando o conselho foi criado, e agora?

Mimi

A guerra com o Irã. Em fevereiro, EUA e Israel atacaram o Irã, e isso consumiu toda a atenção. O Conselho da Paz saiu de cena. Agora Trump está tentando recuperar o protagonismo anunciando esse acordo.

Mark

Mas as imagens mostram destruição massiva. Como se reconstrói Gaza com essas cicatrizes?

Mimi

Essa é a parte que o acordo não resolve. Ele fala em desarmamento, em novo governo, em força internacional. Mas não fala em como você reconstrói casas, hospitais, vidas. A destruição é real e está ali nas fotos.

Mark

Então esse acordo é real ou é mais um anúncio?

Mimi

Provavelmente é ambos. Há negociações de verdade acontecendo. Mas enquanto Israel diz que não está satisfeito e o Hamas pede mudanças, chamar de acordo fechado é um pouco otimista demais.

  • Trump proclamou nas redes sociais um acordo histórico de desarmamento total do Hamas, elevando as expectativas globais sobre o fim do conflito em Gaza.
  • Israel contesta: um porta-voz político afirmou à AFP que a proposta atual ainda não atende plenamente as exigências israelenses de desmilitarização completa do território.
  • O Hamas, por sua vez, sinalizou avanços em direção ao acordo, mas também busca modificações nos termos apresentados, mantendo a negociação em aberto.
  • O Conselho da Paz criado por Trump — que concentra poder decisório em suas mãos e é visto como alternativa à ONU — perdeu protagonismo após a guerra com o Irã iniciada em fevereiro.
  • Ao fundo, escombros em Deir al-Balah e danos a uma mesquita em Gaza lembram que qualquer acordo precisa enfrentar a realidade de uma população deslocada e uma infraestrutura devastada.

Após dois anos de guerra e destruição massiva em Gaza, Donald Trump anunciou um acordo para o desarmamento completo do Hamas e demais facções armadas no território palestino, mediado por Egito, Catar e Turquia. O processo, concebido em fases progressivas, prevê a retirada gradual das forças israelenses e a transferência da segurança a uma força internacional e a uma nova polícia palestina. Ainda que Trump celebre o anúncio como um marco histórico, vozes israelenses e sinais do próprio Hamas indicam que o caminho entre a declaração e a paz efetiva permanece incerto e repleto de exigências não resolvidas.

Donald Trump anunciou nesta quinta-feira um acordo que, segundo ele, representa um passo histórico para o desarmamento completo do Hamas e de todas as facções armadas na Faixa de Gaza. A notícia foi divulgada pelo presidente americano pelas redes sociais, descrevendo o pacto como um avanço decisivo rumo à paz após dois anos de guerra.

O acordo, mediado com participação ativa do Egito, Catar e Turquia, prevê um processo faseado: conforme o Hamas e outros grupos entregam suas armas, as forças israelenses se retiram gradualmente. Uma força internacional de estabilização e uma nova polícia palestina assumiriam então a segurança de Gaza, enquanto um novo governo palestino administraria o território.

Trump vinculou o anúncio ao plano de paz assinado em outubro de 2025 e ao Conselho da Paz, grupo de líderes internacionais que ele criou e preside vitaliciamente, lançado em Davos em janeiro. A iniciativa, porém, não contou com a adesão dos principais aliados europeus dos EUA. O Brasil foi convidado, mas o presidente Lula recusou, exigindo que os palestinos participassem das negociações.

Apesar do tom triunfal, os obstáculos são concretos. Fontes do Hamas indicaram que o grupo busca modificações na proposta, enquanto um porta-voz israelense afirmou à AFP que os termos atuais ainda não satisfazem as exigências de Israel — que demanda desarmamento total e desmilitarização completa como condições prévias. O Conselho da Paz, por sua vez, perdeu visibilidade na agenda de Trump após o ataque conjunto dos EUA e Israel ao Irã em fevereiro, que desencadeou uma guerra ainda em curso.

As imagens que acompanham o anúncio contam outra história: escombros de casas destruídas em Deir al-Balah e os danos de um ataque aéreo a uma mesquita em Gaza registram o pano de fundo humano sobre o qual essas negociações tentam, ainda que precariamente, se erguer.

Donald Trump anunciou nesta quinta-feira um acordo que, segundo ele, representa um passo histórico para o desarmamento completo do Hamas e de todas as facções armadas na Faixa de Gaza. O presidente americano divulgou a notícia pelas redes sociais, descrevendo o pacto como um avanço decisivo rumo à paz na região após dois anos de guerra.

O acordo foi mediado com participação ativa do Egito, Catar e Turquia. Conforme a proposta, o processo será executado em fases: à medida que o Hamas e outros grupos entreguem suas armas, as forças militares israelenses se retirarão gradualmente do território palestino. Uma força internacional de estabilização e uma nova polícia palestina assumirão então a responsabilidade pela segurança de Gaza, enquanto um novo governo palestino administrará a região.

Trump vinculou o acordo ao plano de paz assinado em outubro de 2025, que encerrou formalmente o conflito armado. O presidente atribui a conquista ao chamado Conselho da Paz, um grupo de líderes internacionais que ele criou e preside vitaliciamente. O conselho foi lançado em Davos em janeiro deste ano com o objetivo de supervisionar a paz em Gaza e coordenar a reconstrução do território palestino. Porém, nenhum dos principais aliados europeus dos Estados Unidos aderiu à iniciativa. O Brasil foi convidado, mas o presidente Luiz Inácio Lula recusou a participação, exigindo que os palestinos fossem incluídos nas negociações.

Apesar do anúncio de Trump, as negociações ainda enfrentam obstáculos significativos. Fontes do Hamas indicaram que o grupo avançava em direção a um acordo que incluísse o desmantelamento completo de suas estruturas, mas também sinalizaram que buscava modificações na proposta apresentada. Do lado israelense, um porta-voz político afirmou à agência AFP que a proposta atual ainda não satisfaz plenamente as exigências de Israel, que demanda o desarmamento total do Hamas, a retirada de todas as armas de Gaza e a desmilitarização completa do território como condições prévias para qualquer processo de paz.

O Conselho da Paz, que se reuniu pela primeira vez em fevereiro, concentra amplo poder de decisão nas mãos de Trump. A estrutura é vista por parte da comunidade internacional como uma tentativa de contornar o papel da Organização das Nações Unidas. O conselho perdeu visibilidade na agenda de Trump após o ataque conjunto de Estados Unidos e Israel ao Irã em 28 de fevereiro, que desencadeou uma guerra que persiste até o presente.

As imagens que acompanham o anúncio mostram a realidade do conflito: escombros de casas destruídas em Deir al-Balah, no centro de Gaza, e os danos causados por um ataque aéreo israelense a uma mesquita na Cidade de Gaza em 28 de julho. A destruição massiva da infraestrutura civil e o deslocamento de populações palestinas marcam o pano de fundo dessas negociações.

Israel exige o desarmamento completo do Hamas, incluindo a retirada de armas de Gaza e a plena desmilitarização da Faixa como condição prévia para qualquer processo
— Fonte política israelense
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