Trump anuncia acordo 'histórico' para desarmamento do Hamas em Gaza

O acordo potencialmente afeta milhões de palestinos em Gaza através de desarmamento, retirada militar e reconstrução territorial.
Um passo crucial para Gaza ser governada por uma nova administração palestina
Trump descreveu o desarmamento do Hamas como parte essencial de seu plano de vinte pontos para a região.
Mark

Por que Trump insiste que isso é histórico? O que torna este acordo diferente de tentativas anteriores?

Mimi

Porque ele está tentando resolver algo que resistiu a décadas de negociação — não apenas um cessar-fogo, mas desarmamento real, retirada militar e reconstrução. Se funcionar, seria inédito. Mas o "se" é enorme.

Mark

O Conselho de Paz é novo demais para ter credibilidade, não é?

Mimi

Exatamente. Foi criado há menos de um ano. Ele não tem histórico de resolver conflitos, não tem estrutura testada. Pedir que ele supervise a reconstrução de Gaza é pedir muito a uma instituição que ainda está encontrando seu próprio caminho.

Mark

E essa ideia de substituir a ONU? Isso é realista?

Mimi

Não. Mas revela o que Trump quer: uma ferramenta que ele controla, em vez de negociar dentro de um sistema internacional estabelecido. A ONU tem falhas, mas tem legitimidade. O Conselho de Paz tem apenas a vontade de Trump.

Mark

Qual é o risco maior aqui — para Gaza, para a região?

Mimi

Que o acordo desabe antes de começar. Ou que comece, mas sem os recursos, a paciência ou a coordenação internacional necessária para funcionar. Gaza já foi reconstruída e destruída várias vezes. As pessoas lá estão cansadas de promessas.

Mark

Os egípcios, cataríes e turcos — eles realmente acreditam nisso?

Mimi

Eles têm interesse em estabilidade regional. Mas mediar é diferente de garantir. Se o acordo falhar, eles também perdem credibilidade.

  • Trump declarou que o Conselho de Paz chegou a um acordo histórico para desarmar o Hamas e retirar as forças israelenses de Gaza, gerando repercussão imediata na comunidade internacional.
  • A ausência de datas concretas para cada fase do plano alimenta a incerteza sobre se o acordo sairá do papel ou permanecerá como declaração política.
  • Especialistas expressam ceticismo sobre a legitimidade do Conselho de Paz, especialmente após Trump sugerir que ele poderia substituir as Nações Unidas.
  • A cláusula que permite a países estender sua participação no conselho mediante pagamento de um bilhão de dólares levanta questões sobre a natureza e os incentivos da instituição.
  • Milhões de palestinos em Gaza aguardam desdobramentos concretos — desarmamento, reconstrução e uma nova força policial palestina são promessas que ainda precisam se traduzir em realidade.

Em um momento em que o Oriente Médio carrega décadas de feridas abertas, Donald Trump anunciou que o Conselho de Paz — instituição de sua própria criação — teria alcançado um acordo para o desarmamento do Hamas e demais grupos armados em Gaza, prevendo também a retirada das forças israelenses e a chegada de uma força internacional de estabilização. O plano de vinte pontos, mediado por Egito, Catar e Turquia, propõe uma reconfiguração profunda do território palestino sob supervisão de um conselho cujo escopo e legitimidade ainda são contestados. Como tantos acordos antes dele, este carrega a promessa de transformação e o peso da indefinição — o cronograma permanece em aberto, e o mundo observa.

Donald Trump anunciou nesta quinta-feira, pelo Truth Social, que o Conselho de Paz — órgão criado por ele mesmo — chegou a um acordo para o desarmamento do Hamas e de outros grupos armados em Gaza. O presidente descreveu o entendimento como parte de um plano pessoal de vinte pontos, cuja execução ocorreria em fases: primeiro a retirada das Forças Armadas israelenses, depois a chegada de uma Força Internacional de Estabilização e a criação de uma nova corporação policial palestina, e por fim a reconstrução do território sob supervisão do próprio conselho. Egito, Catar e Turquia atuaram como mediadores.

O Conselho de Paz foi proposto por Trump em setembro de 2025 como parte de seu plano inicial para encerrar o conflito em Gaza. Desde então, o presidente ampliou sua visão para a instituição, sugerindo que ela poderia atuar em conflitos ao redor do mundo e até substituir funções das Nações Unidas — declaração que aprofundou o ceticismo de observadores internacionais. A carta constitutiva do conselho prevê mandatos de três anos para países membros, renováveis mediante pagamento de um bilhão de dólares.

Se implementado conforme descrito, o acordo representaria uma transformação sem precedentes em Gaza: o desarmamento de organizações que operam no território há décadas, o fim de uma presença militar israelense intensificada nos últimos anos e um novo arranjo administrativo supervisionado internacionalmente. No entanto, o cronograma de cada fase ainda não foi definido, e os detalhes operacionais permanecem por ser trabalhados — deixando em suspense tanto a viabilidade quanto o alcance real do que foi anunciado.

Donald Trump anunciou nesta quinta-feira que o Conselho de Paz — um órgão que ele próprio criou — chegou a um acordo para desarmamento do Hamas e outros grupos armados que operam em Gaza. A declaração foi feita através da rede social Truth Social, onde o presidente americano descreveu a medida como um passo crucial para estabelecer uma nova administração palestina que funcionaria em colaboração com estruturas que ele mesmo ajudaria a organizar.

O acordo faz parte de um plano de vinte pontos que Trump elaborou pessoalmente. Segundo o presidente, a implementação ocorreria em fases sucessivas, começando pela retirada das Forças Armadas israelenses do território e pela criação de uma Força Internacional de Estabilização que trabalharia ao lado de uma nova corporação policial palestina. A reconstrução de Gaza, que seria um componente significativo do processo, ficaria sob supervisão do próprio conselho. Trump não especificou quando cada fase começaria ou terminaria, deixando esses detalhes para serem definidos posteriormente.

A mediação do acordo envolveu três países: Egito, Catar e Turquia. Esses atores regionais teriam desempenhado papéis importantes nas negociações que levaram ao entendimento entre as partes.

O Conselho de Paz é uma instituição relativamente recente. Trump propôs sua criação em setembro de 2025, quando apresentou seu plano inicial para encerrar o conflito em Gaza. Desde então, o presidente expandiu a visão para o conselho, sugerindo que ele poderia atuar em outros conflitos ao redor do mundo, não apenas no Oriente Médio. De acordo com documentos constitucionais do grupo que foram analisados pela agência Reuters, a missão central é promover paz global e trabalhar para resolver disputas internacionais.

Essa expansão de escopo gerou preocupação entre especialistas. Trump chegou a sugerir publicamente que o Conselho de Paz "poderia" substituir as funções das Nações Unidas — uma declaração que intensificou o ceticismo de observadores internacionais sobre a viabilidade e legitimidade da instituição. Segundo a carta constitutiva do conselho, os países membros teriam mandatos limitados a três anos, a menos que pagassem um bilhão de dólares para estender sua participação.

O acordo anunciado representa, se implementado conforme descrito, uma transformação significativa da situação em Gaza. O desarmamento do Hamas e de outras organizações armadas removeria atores que têm operado no território há décadas. A retirada das forças israelenses encerraria uma presença militar que se intensificou dramaticamente nos últimos anos. E a reconstrução supervisionada pelo conselho sugere um envolvimento internacional direto na reorganização territorial e administrativa da região. Mas o cronograma permanece indefinido, e muitos detalhes operacionais ainda precisam ser trabalhados.

A medida é um passo crucial para que Gaza seja governada por uma nova administração palestina que deve trabalhar em colaboração com estruturas que o presidente americano ajudaria a organizar
— Donald Trump, via Truth Social
O conselho tem a missão de promover a paz em todo o mundo e trabalhar para resolver conflitos
— Carta constitutiva do Conselho de Paz, conforme analisada pela Reuters
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