Sempre que ouvimos falar sobre isso, nós explodimos o local
Em meio às negociações nucleares entre Washington e Teerã, o presidente Donald Trump anunciou publicamente a intenção de destruir a Montanha Pickaxe, instalação militar subterrânea iraniana próxima ao complexo de enriquecimento de urânio de Natanz. A declaração eleva o tom de uma disputa que já dura décadas, enquanto imagens de satélite revelam que o Irã vem reforçando silenciosamente as defesas do local — como se ambos os lados soubessem que as palavras, por si só, não bastam. A distância entre a ameaça retórica e a capacidade técnica real permanece, por ora, o espaço onde a diplomacia ainda respira.
- Trump declarou ao vivo, em programa de rádio, que os EUA destruirão a Montanha Pickaxe e pediu que os iranianos 'se preparem' — uma escalada verbal sem precedentes recentes.
- Imagens de satélite de fevereiro de 2026 mostram o Irã aplicando concreto nas entradas dos túneis e mobilizando equipamentos pesados, sinalizando que Teerã antecipa um ataque.
- Analistas alertam que as instalações subterrâneas podem estar além do alcance até das bombas 'Bunker Buster', tornando qualquer operação militar convencional tecnicamente incerta.
- Registros documentam movimentação de veículos nos túneis em 21 de junho, durante a vigência de um memorando de entendimento entre os dois países — levantando suspeitas de descumprimento do acordo.
- Pentágono e governo iraniano se recusaram a comentar, deixando o cenário suspenso entre a ameaça declarada e o silêncio estratégico de ambos os lados.
Na segunda-feira, Donald Trump anunciou publicamente que as forças americanas destruirão a Montanha Pickaxe, instalação militar subterrânea iraniana localizada próxima a Natanz, um dos principais centros de enriquecimento de urânio do Irã. A declaração foi feita durante entrevista ao Hugh Hewitt Show e representa uma escalada retórica em relação a uma estrutura monitorada pelos EUA há anos com crescente preocupação. Trump afirmou ainda que a situação nuclear iraniana "não vai bem" e que os EUA estão preparados para agir.
A Montanha Pickaxe abriga dois sistemas de túneis subterrâneos considerados entre as estruturas militares mais fortemente protegidas do país. Embora o Irã nunca tenha confirmado oficialmente a função do complexo, autoridades americanas e analistas de proliferação nuclear suspeitam que ele esteja ligado ao programa nuclear iraniano. O que torna a ameaça particularmente complexa é a dificuldade técnica: especialistas avaliam que as instalações podem estar além do alcance até mesmo das bombas "Bunker Buster", desenvolvidas especificamente para penetrar estruturas fortificadas.
Registros obtidos pela CNN junto à empresa Vantor documentam veículos entrando e saindo dos túneis em 21 de junho — durante a vigência de um memorando de entendimento entre Washington e Teerã assinado em 17 de junho. Imagens de satélite de fevereiro de 2026 mostram o Irã reforçando ativamente as entradas dos túneis com concreto recém-aplicado e equipamentos de construção, o que analistas do Instituto para Ciência e Segurança Internacional interpretam como tentativa de aumentar a proteção contra ataques aéreos.
Essas descobertas integram uma investigação visual mais ampla da CNN sobre atividades em instalações nucleares e de mísseis iranianas, levantando questões sobre um possível descumprimento do acordo diplomático recente. Tanto o Pentágono quanto o governo iraniano se recusaram a comentar. A lacuna entre a retórica de Trump e os obstáculos técnicos reais deixa em aberto qual seria, de fato, a estratégia americana caso a ameaça se concretize.
Na segunda-feira, o presidente dos EUA Donald Trump declarou publicamente que as forças americanas destruirão a Montanha Pickaxe, uma instalação militar subterrânea no Irã. "Vamos destruir a Montanha Pickaxe. Digam aos iranianos para se prepararem", afirmou durante entrevista ao programa de rádio Hugh Hewitt Show. A declaração marca uma escalada retórica em relação a uma estrutura que os EUA há anos monitoram com crescente preocupação.
A Montanha Pickaxe fica próxima a Natanz, um dos principais centros de enriquecimento de urânio do programa nuclear iraniano. Dentro da montanha funcionam dois sistemas de túneis subterrâneos que especialistas consideram entre as estruturas militares mais fortemente protegidas do país. Embora o Irã nunca tenha confirmado oficialmente qual é a função do complexo, autoridades americanas e analistas de proliferação nuclear suspeitam que ele abriga instalações ligadas ao programa nuclear iraniano. Trump reforçou essa suspeita ao afirmar que os EUA monitoram constantemente a região e que "sempre que ouvimos falar sobre isso, nós explodimos o local".
O que torna a ameaça particularmente significativa é a dificuldade técnica envolvida. Analistas avaliam que as instalações subterrâneas estão além do alcance até mesmo de bombas "Bunker Buster", armas especialmente desenvolvidas para penetrar estruturas fortificadas. Isso sugere que qualquer operação militar contra o local enfrentaria desafios consideráveis.
Registros obtidos pela CNN junto à empresa Vantor documentam veículos entrando e saindo dos túneis em 21 de junho, durante o período em que estava vigente um memorando de entendimento entre Estados Unidos e Irã. Imagens de satélite de alta resolução capturadas em 10 de fevereiro de 2026 mostram o Irã reforçando ativamente as defesas do local. Concreto recém-aplicado aparece nas entradas oeste e leste dos túneis, acompanhado pela presença de caminhões e equipamentos de construção. Segundo análise do Instituto para Ciência e Segurança Internacional, esses esforços indicam tentativas iranianas de aumentar a proteção da instalação contra possíveis ataques aéreos.
Essas descobertas fazem parte de uma investigação visual mais ampla divulgada pela CNN que identificou novas atividades em diferentes instalações nucleares e de mísseis iranianas. Os trabalhos levantam questões sobre um possível descumprimento do memorando de entendimento assinado entre Washington e Teerã em 17 de junho. Quando questionado sobre as descobertas, o Pentágono recusou-se a comentar, citando questões de segurança operacional. O governo iraniano também não respondeu aos pedidos de posicionamento.
A declaração de Trump ocorre em um contexto de tensão crescente em torno do programa nuclear iraniano. O presidente afirmou que a situação nuclear do Irã "não vai bem" e que os EUA estão preparados para agir. No entanto, a realidade técnica das defesas subterrâneas do local apresenta obstáculos significativos para qualquer operação militar convencional, deixando em aberto qual seria a estratégia real dos EUA caso decidissem proceder com tal ação.
Notable Quotes
Vamos destruir a Montanha Pickaxe. Digam aos iranianos para se prepararem— Donald Trump, presidente dos EUA
Estamos monitorando a região de perto. Sempre que ouvimos falar sobre isso, nós explodimos o local— Donald Trump
The Hearth Conversation Another angle on the story
Por que Trump faria uma ameaça tão direta e pública contra uma instalação iraniana?
Porque a Montanha Pickaxe representa exatamente o tipo de atividade nuclear que os EUA temem — escondida, protegida, suspeita. Tornar a ameaça pública é também uma forma de pressão psicológica, de sinalizar que os EUA estão observando.
Mas as imagens mostram que o Irã está reforçando o local. Isso não sugere que eles sabem que estão sendo observados?
Exatamente. O Irã está respondendo à vigilância americana. Eles sabem que estão sendo monitorados, então estão investindo em defesas mais robustas. É um jogo de ação e reação.
E quanto à questão técnica — as bombas Bunker Buster não conseguem alcançar?
Não conseguem, pelo menos não as convencionais. Isso torna qualquer ameaça de ataque mais complicada do que parece. Trump está falando, mas a realidade física do alvo é um obstáculo real.
O memorando de entendimento entre EUA e Irã — ele ainda está em vigor?
Estava em junho. Mas as atividades que a CNN documentou levantam dúvidas sobre se ambos os lados estão realmente respeitando os termos. É um sinal de que a confiança está se deteriorando.
Por que o Pentágono recusou comentar?
Porque comentar sobre capacidades militares, inteligência de satélite e operações potenciais compromete a segurança operacional. Mas o silêncio também é uma mensagem — confirma que isso é levado a sério.