Torcedores organizados voltaram ao CT pela segunda vez consecutiva com faixas criticando o desempenho do elenco e a falta de comprometimento dos jogadores. O Corinthians não vence há nove partidas, com última vitória em 19 de fevereiro contra o Athlético-PR, e está perigosamente próximo da zona de rebaixamento.
Torcida do Corinthians protesta pela segunda vez contra 'elenco vagabundo'
Ou joga por amor ou terror
Por que a torcida voltou ao CT pela segunda vez em dois dias? O anúncio de Diniz não deveria ter acalmado as coisas?
Porque para a torcida organizada, técnico novo não resolve o problema real — que é o elenco. Eles veem falta de comprometimento, falta de vontade. Diniz é esperança, mas não é solução imediata.
Mas espera — a gente sabe que Diniz foi anunciado. A gente sabe que há nove jogos sem vitória. A gente não sabe exatamente quem estava no CT, quantas pessoas, se era a mesma organizada dos dois dias ou grupos diferentes.
Entendi. E quanto ao timing — por que justo agora, com Diniz chegando?
Porque a paciência acabou. Dez pontos em quantos jogos? Está na zona de rebaixamento. Para a torcida, isso não é mais aceitável, independente de quem é o técnico.
Certo, mas "zona de rebaixamento" — o Corinthians está na 16ª, e a zona começa na 17ª. Está perto, mas tecnicamente ainda não está lá. É importante ser preciso.
E agora? O que muda com Diniz?
Ele estreia quinta contra o Platense, depois enfrenta o Palmeiras no domingo. Dois jogos em quatro dias. A pressão é imediata.
Verdade. Mas a gente não sabe como Diniz vai responder, como o elenco vai responder. O protesto é um fato. O que vem depois é ainda aberto.
The Pulse
- Corinthians sem vitória há nove partidas desde 19 de fevereiro
- Time está na 16ª colocação com apenas 10 pontos no Brasileirão
- Fernando Diniz estreia quinta-feira contra o Platense pela Libertadores
- Clássico contra o Palmeiras (líder) marcado para domingo às 18h30
Torcedores organizados voltaram ao CT pela segunda vez consecutiva com faixas criticando o desempenho do elenco e a falta de comprometimento dos jogadores. O Corinthians não vence há nove partidas, com última vitória em 19 de fevereiro contra o Athlético-PR, e está perigosamente próximo da zona de rebaixamento.
Organizadas do Corinthians fizeram novo protesto no CT Joaquim Grava chamando o elenco de vagabundo, após nove jogos sem vitória. O time está na 16ª colocação com apenas 10 pontos.
Na manhã de terça-feira, 7 de abril, as organizadas do Corinthians retornaram ao CT Joaquim Grava para um segundo protesto consecutivo. O anúncio da contratação de Fernando Diniz na noite anterior não foi suficiente para acalmar a tensão que toma conta do clube. As faixas erguidas pelos torcedores eram diretas: "Elenco vagabundo", "Jogadores omissos", "Acabou a paciência" e "Ou joga por amor ou terror".
O contexto que levou a essa mobilização é simples e brutal. O Corinthians não vence há nove partidas. A última vitória aconteceu em 19 de fevereiro, quando derrotou o Athlético-PR na Arena da Baixada, pela segunda rodada do Campeonato Brasileiro. Desde então, apenas derrotas e empates. Com apenas 10 pontos acumulados, o time ocupa a 16ª colocação — perigosamente próximo da zona de rebaixamento, onde começam as quatro últimas posições da tabela.
A chegada de Diniz, anunciada na segunda-feira à noite, representava uma tentativa da diretoria de reverter o quadro. Mas para a torcida organizada, mudança técnica não era suficiente. O problema, na visão deles, estava no elenco: falta de comprometimento, falta de vontade, falta de identidade. Dois dias de protesto consecutivos indicam que a paciência não apenas esgotou — ela virou combustível para ação.
O timing do segundo protesto é significativo. Diniz ainda não havia dirigido um único treino quando os torcedores voltaram ao CT. Ele estrearia oficialmente nesta quinta-feira, 9 de abril, contra o Platense, da Argentina, pela primeira rodada da Libertadores. Seria sua primeira oportunidade de colocar suas ideias em prática e, mais importante, de exigir do elenco aquilo que os torcedores organizados estavam pedindo: comprometimento.
Mas antes disso, havia um clássico no horizonte. No domingo, 13 de abril, o Corinthians enfrentaria o Palmeiras às 18h30 na Neo Química Arena. O rival não apenas era o líder do Brasileirão — era também o símbolo vivo do que o Corinthians não era naquele momento: uma equipe vitoriosa, organizada, com identidade clara. Para Diniz, a pressão começava imediatamente. Dois jogos em quatro dias, sendo um deles contra o principal rival, com um elenco que a própria torcida havia declarado vagabundo.
Notable Quotes
Elenco vagabundo, jogadores omissos, acabou a paciência— Faixas erguidas pelas organizadas do Corinthians no CT Joaquim Grava