Torcida do Corinthians protesta pela segunda vez contra 'elenco vagabundo'

Ou joga por amor ou terror
Frase estampada em faixa durante protesto da torcida organizada no CT do Corinthians.
Mark

Por que a torcida voltou ao CT pela segunda vez em dois dias? O anúncio de Diniz não deveria ter acalmado as coisas?

Mimi

Porque para a torcida organizada, técnico novo não resolve o problema real — que é o elenco. Eles veem falta de comprometimento, falta de vontade. Diniz é esperança, mas não é solução imediata.

Luke

Mas espera — a gente sabe que Diniz foi anunciado. A gente sabe que há nove jogos sem vitória. A gente não sabe exatamente quem estava no CT, quantas pessoas, se era a mesma organizada dos dois dias ou grupos diferentes.

Mark

Entendi. E quanto ao timing — por que justo agora, com Diniz chegando?

Mimi

Porque a paciência acabou. Dez pontos em quantos jogos? Está na zona de rebaixamento. Para a torcida, isso não é mais aceitável, independente de quem é o técnico.

Luke

Certo, mas "zona de rebaixamento" — o Corinthians está na 16ª, e a zona começa na 17ª. Está perto, mas tecnicamente ainda não está lá. É importante ser preciso.

Mark

E agora? O que muda com Diniz?

Mimi

Ele estreia quinta contra o Platense, depois enfrenta o Palmeiras no domingo. Dois jogos em quatro dias. A pressão é imediata.

Luke

Verdade. Mas a gente não sabe como Diniz vai responder, como o elenco vai responder. O protesto é um fato. O que vem depois é ainda aberto.

  • Corinthians sem vitória há nove partidas desde 19 de fevereiro
  • Time está na 16ª colocação com apenas 10 pontos no Brasileirão
  • Fernando Diniz estreia quinta-feira contra o Platense pela Libertadores
  • Clássico contra o Palmeiras (líder) marcado para domingo às 18h30

Torcedores organizados voltaram ao CT pela segunda vez consecutiva com faixas criticando o desempenho do elenco e a falta de comprometimento dos jogadores. O Corinthians não vence há nove partidas, com última vitória em 19 de fevereiro contra o Athlético-PR, e está perigosamente próximo da zona de rebaixamento.

Organizadas do Corinthians fizeram novo protesto no CT Joaquim Grava chamando o elenco de vagabundo, após nove jogos sem vitória. O time está na 16ª colocação com apenas 10 pontos.

Na manhã de terça-feira, 7 de abril, as organizadas do Corinthians retornaram ao CT Joaquim Grava para um segundo protesto consecutivo. O anúncio da contratação de Fernando Diniz na noite anterior não foi suficiente para acalmar a tensão que toma conta do clube. As faixas erguidas pelos torcedores eram diretas: "Elenco vagabundo", "Jogadores omissos", "Acabou a paciência" e "Ou joga por amor ou terror".

O contexto que levou a essa mobilização é simples e brutal. O Corinthians não vence há nove partidas. A última vitória aconteceu em 19 de fevereiro, quando derrotou o Athlético-PR na Arena da Baixada, pela segunda rodada do Campeonato Brasileiro. Desde então, apenas derrotas e empates. Com apenas 10 pontos acumulados, o time ocupa a 16ª colocação — perigosamente próximo da zona de rebaixamento, onde começam as quatro últimas posições da tabela.

A chegada de Diniz, anunciada na segunda-feira à noite, representava uma tentativa da diretoria de reverter o quadro. Mas para a torcida organizada, mudança técnica não era suficiente. O problema, na visão deles, estava no elenco: falta de comprometimento, falta de vontade, falta de identidade. Dois dias de protesto consecutivos indicam que a paciência não apenas esgotou — ela virou combustível para ação.

O timing do segundo protesto é significativo. Diniz ainda não havia dirigido um único treino quando os torcedores voltaram ao CT. Ele estrearia oficialmente nesta quinta-feira, 9 de abril, contra o Platense, da Argentina, pela primeira rodada da Libertadores. Seria sua primeira oportunidade de colocar suas ideias em prática e, mais importante, de exigir do elenco aquilo que os torcedores organizados estavam pedindo: comprometimento.

Mas antes disso, havia um clássico no horizonte. No domingo, 13 de abril, o Corinthians enfrentaria o Palmeiras às 18h30 na Neo Química Arena. O rival não apenas era o líder do Brasileirão — era também o símbolo vivo do que o Corinthians não era naquele momento: uma equipe vitoriosa, organizada, com identidade clara. Para Diniz, a pressão começava imediatamente. Dois jogos em quatro dias, sendo um deles contra o principal rival, com um elenco que a própria torcida havia declarado vagabundo.

Elenco vagabundo, jogadores omissos, acabou a paciência
— Faixas erguidas pelas organizadas do Corinthians no CT Joaquim Grava
Contact Us FAQ