Por duas décadas e em quatro continentes, mais de 81 mil cuidadores revelaram uma mesma contradição silenciosa: dedicam-se inteiramente ao bem-estar alheio enquanto negligenciam o próprio sofrimento. Uma revisão sistemática das universidades de Sydney e Queensland, publicada na revista Psychology & Health, confirma que esse padrão não é falha individual, mas sintoma de sistemas de saúde que tratam o cuidado informal como recurso ilimitado e gratuito. O que a pesquisa ilumina é uma economia invisível sustentada pelo sacrifício de milhões — e a urgência de reconhecê-la antes que ela se esgote.
Pesquisa de 20 anos confirma sacrifícios globais de cuidadores sem apoio psicológico
Cuidadores enfrentam sacrifícios emocionais, financeiros e de carreira significativos, com milhões deixando empregos para cuidar de entes queridos sem remuneração ou apoio psicológico adequado.
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