Meena e Minal foram adotadas de orfanatos diferentes em Mumbai e se conheceram na adolescência, sentindo uma conexão instantânea que as levou a se chamar de irmãs. Após 15 anos sem contato, um teste de DNA em 2024 revelou compatibilidade de 100%, confirmando que compartilhavam os mesmos pais biológicos.
Teste de DNA revela que melhores amigas de 30 anos são irmãs biológicas
Éramos irmãs o tempo todo, mas não sabíamos disso
Como é possível que duas irmãs biológicas tenham sido adotadas por famílias diferentes sem que ninguém soubesse?
Elas foram adotadas de orfanatos diferentes em Mumbai, com alguns meses de diferença. Não havia registros que as conectassem — ou pelo menos, os registros não foram compartilhados entre as agências ou famílias.
Mas espera — elas não tentaram procurar informações sobre seus pais biológicos antes? Meena visitou o orfanato em 2003 e disse que o orfanato não revelou detalhes. Isso sugere que havia registros, mas não foram divulgados.
Então o teste de DNA foi realmente o único jeito de descobrir?
Aparentemente sim. Meena fez um teste em 2017 e não encontrou nada. Minal fez um em abril deste ano, e foi quando a correspondência apareceu. O DNA não mente.
Mas há uma questão aqui: por que Meena apagou o aplicativo se havia feito o teste? E por que Minal só o fez agora, 30 anos depois?
Meena disse que apagou porque o armazenamento estava cheio. Parece acidental.
Sim, mas se ela não tivesse apagado, talvez tivesse visto a correspondência antes. É estranho pensar em como o acaso funcionou aqui — Minal fez o teste, Meena reinstalou o aplicativo, e de repente tudo se encaixou.
Exatamente. Não sabemos por que Minal decidiu fazer o teste agora, ou se ela estava procurando especificamente por Meena. A reportagem não deixa isso claro.
Elas realmente se sentiram como irmãs antes de saber que eram?
Completamente. Se chamavam de irmã nas cartas, sentiam uma conexão instantânea quando se conheceram. Meena diz que Minal era "a peça que faltava no quebra-cabeça".
Mas isso é retrospectivo, não é? Elas poderiam ter sentido uma conexão forte por muitas razões — terem sido adotadas, terem origem comum, simplesmente se caírem bem. O DNA confirmou o que elas intuíram, mas não prova que a intuição era baseada em algo biológico.
Faz sentido. Então agora elas estão reconstruindo a relação?
Estão. Conversam dia sim, dia não desde maio, conheceram as famílias uma da outra, e planejam visitar a Índia juntas.
Mas há uma melancolia nisso também. Meena diz que lamento que não tivessem podido estar juntas durante momentos difíceis — quando perdeu o pai, quando passou por desilusões amorosas. Elas perderam 15 anos juntas.
The Pulse
- Meena Geltink e Minal Tijssen nasceram na Índia no início dos anos 1980 e foram adotadas de orfanatos diferentes em Mumbai
- Se conheceram na adolescência em um evento de adoção e mantiveram contato por cartas durante anos antes de perder o contato há 15 anos
- Teste de DNA em maio de 2024 revelou compatibilidade de 100%, confirmando que compartilhavam os mesmos pais biológicos
- Meena tem 43 anos e três filhos; Minal tem 44 anos, mora na França com seu companheiro e dois filhos
Meena e Minal foram adotadas de orfanatos diferentes em Mumbai e se conheceram na adolescência, sentindo uma conexão instantânea que as levou a se chamar de irmãs. Após 15 anos sem contato, um teste de DNA em 2024 revelou compatibilidade de 100%, confirmando que compartilhavam os mesmos pais biológicos.
Duas mulheres adotadas na Índia e criadas na Holanda descobriram através de teste de DNA que são irmãs biológicas, confirmando a conexão que sentiram ao se conhecerem 30 anos antes.
Meena Geltink e Minal Tijssen nasceram na Índia no início dos anos 1980 e foram adotadas por famílias holandesas diferentes quando ainda eram bebês. Cada uma foi levada de um orfanato distinto em Mumbai, separadas por alguns meses de vida, e criadas a quilômetros uma da outra na Holanda. Ninguém sabia que eram irmãs.
No início da adolescência, as duas se encontraram em um evento organizado pela agência de adoção que seus pais haviam usado — um encontro para crianças adotadas da Índia conviverem e criar laços. Meena, agora com 43 anos, recorda-se vividamente daquele dia. Amigos ao seu redor notaram algo estranho: as duas meninas tinham o mesmo nariz, a mesma risada, uma semelhança que não podia ser ignorada. "Se olhem no espelho", disseram os amigos. Meena olhou para Minal e viu a si mesma refletida.
No jantar daquela noite, Meena não conseguia desviar o olhar. No dia seguinte, as meninas trocaram números de telefone e endereços e prometeram manter contato. Não havia qualquer indicação oficial de que fossem parentes de sangue, mas a conexão entre elas era instantânea e profunda. Durante anos, trocaram cartas, falando sobre escola, amigos, garotos, festas e dança. Descobriram que ambas adoravam os Backstreet Boys. Frequentemente se chamavam de "irmã" porque era exatamente assim que se sentiam — não como amigas, mas como algo mais próximo, mais fundamental.
Então, há 15 anos, o contato se desfez. Minal havia se mudado para a França. Meena tinha tido seu primeiro filho e estava ocupada com a vida. Os anos passaram. Em 2017, Meena participou de outro encontro de adotados da Índia e ouviu falar sobre testes de DNA. Fez um, mas nunca encontrou correspondência alguma. No início deste ano, apagou o aplicativo porque o armazenamento do seu telefone estava cheio. Então, em 20 de maio, uma mensagem chegou no Facebook. Era Minal. "Lembra de mim?", perguntou.
Minal havia feito um teste de DNA em abril, durante uma visita aos pais na Holanda, e anexou uma captura de tela do resultado. Meena reinstalou o aplicativo com as mãos tremendo. Digitou a senha errada dez vezes antes de conseguir entrar. O resultado foi inequívoco: as duas mulheres eram "100% compatíveis". Compartilhavam a mesma mãe e o mesmo pai biológicos. "Foi como se eu tivesse tomado uma injeção de adrenalina", disse Meena. "Eu chorei. Minal era a peça que faltava no meu quebra-cabeça, a peça que eu esperava há tanto tempo."
Num belo dia ensolarado de agosto, as velhas amigas se encontraram pela primeira vez desde a descoberta. Lágrimas, abraços e risos marcaram o reencontro, seguido pela primeira selfie das duas juntas. "Foi incrível. Parecia um retorno para casa", disse Meena, agora mãe de três filhos. "Durante anos, Minal e eu sentimos um grande vazio em nossos corações. Sentimos que nos completamos. Tudo agora parece estar no lugar certo."
Minal, de 44 anos, mora na França com seu companheiro e dois filhos. Quando seus resultados de DNA chegaram em abril, ela não percebeu imediatamente que sua irmã era a mesma adolescente com quem havia feito amizade 30 anos antes. A ficha só caiu quando olhou as fotos nas redes sociais. "Meena: Irmã. Eu não conseguia acreditar. Éramos amigas antes de sermos irmãs." Desde maio, as duas conversam dia sim, dia não. Já conheceram os cônjuges, filhos, irmãos e pais uma da outra. "Todo mundo repara em como completamos as frases uma da outra, como movemos a cabeça ou andamos de forma parecida", diz Meena. As duas planejam ir à Índia juntas algum dia para passear pelas ruas de Mumbai, explorando juntas as origens que as separaram e que, afinal, nunca as separaram de verdade.
Notable Quotes
Minal era a peça que faltava no meu quebra-cabeça, a peça que eu esperava há tanto tempo— Meena Geltink, sobre a descoberta de que era irmã biológica de Minal
Éramos amigas antes de sermos irmãs, mas éramos irmãs o tempo todo— Minal Tijssen, refletindo sobre a revelação