Na tarde de um sábado de verão, a natureza lembrou aos moradores de Colatina, no Espírito Santo, que a fragilidade do que construímos pode ser revelada em segundos. Um temporal de ventos intensos varreu o bairro São Vicente e arrancou o telhado de uma residência enquanto pai e filho ainda estavam dentro, forçando-os a buscar abrigo no último instante. Ninguém saiu ferido, mas a cena — captada em vídeos e espalhada pelas redes — tornou visível o quanto uma tempestade pode reduzir uma vida inteira a escombros, enquanto a cidade mobilizava suas equipes para recompor o que o vento havia desfeito.
Temporal com ventos fortes arranca telhado de casa em Colatina, ES
A casa tremeu todinha. Não sobrou nada.
Por que um temporal assim consegue causar tanta destruição em uma casa? Não deveria haver proteção?
O vento foi tão intenso que simplesmente arrancou o telhado. Estamos falando de uma força que a estrutura da casa não conseguiu resistir. Lúcio e o filho tiveram sorte de estar vivos.
Mas a gente não sabe exatamente qual foi a velocidade do vento, certo? A reportagem não menciona números específicos.
Verdade. Só sabemos que foi "forte" e "intenso". Não há medição oficial divulgada.
E quanto aos vizinhos? O telhado caiu nas casas deles também?
Parte do telhado foi parar nas casas vizinhas, mas a reportagem não detalha se houve danos estruturais lá também. Parece que o impacto maior foi na casa de Lúcio.
E sobre os desabrigados? A prefeitura disse que ainda não sabe quantas pessoas ficaram sem casa.
Exato. Só sabemos que Lúcio e seu filho estão sem moradia agora, mas não há um número total de afetados.
A cidade inteira ficou sem energia?
Não, apenas alguns bairros. A concessionária Santa Maria disse que foram danos pontuais à infraestrutura, principalmente por causa de árvores que caíram.
E não houve alagamentos? Isso é surpreendente depois de um temporal assim.
Segundo a prefeitura, não havia registros de alagamentos até o momento da reportagem. Mas é um "até agora" — a situação ainda estava em desenvolvimento.
The Pulse
- Ventos repentinos e violentos arrancaram o telhado de uma casa no bairro São Vicente em questão de segundos, com pai e filho dentro do imóvel no momento da destruição.
- O morador Lúcio Miguel desceu correndo com o filho para um local seguro instantes antes do colapso — um gesto instintivo que evitou uma tragédia maior.
- Além da casa destruída, a tempestade derrubou árvores, obstruiu vias e deixou bairros sem energia elétrica, espalhando o caos por diferentes pontos da cidade.
- Equipes municipais de obras, limpeza urbana e a Guarda Civil foram mobilizadas em mutirão para desobstruir ruas e orientar a população ainda durante o temporal.
- A concessionária elétrica Santa Maria acionou times técnicos em regime contínuo para restabelecer o fornecimento, enquanto a Defesa Civil monitorava ocorrências e descartava alagamentos até o momento.
Na tarde de um sábado de verão, a natureza lembrou aos moradores de Colatina, no Espírito Santo, que a fragilidade do que construímos pode ser revelada em segundos. Um temporal de ventos intensos varreu o bairro São Vicente e arrancou o telhado de uma residência enquanto pai e filho ainda estavam dentro, forçando-os a buscar abrigo no último instante. Ninguém saiu ferido, mas a cena — captada em vídeos e espalhada pelas redes — tornou visível o quanto uma tempestade pode reduzir uma vida inteira a escombros, enquanto a cidade mobilizava suas equipes para recompor o que o vento havia desfeito.
No início da tarde de sábado, 3 de janeiro, um temporal com ventos intensos varreu Colatina, no Noroeste do Espírito Santo. O momento mais dramático aconteceu no bairro São Vicente, onde o vento arrancou completamente o telhado de uma residência em questão de segundos.
O autônomo Lúcio Miguel estava dentro da casa com seu filho quando sentiu o vento crescer de forma assustadora. Ele tomou a decisão imediata de descer com a criança para um lugar mais seguro — e foi o que os salvou. Segundos depois, o telhado voou. "O telhado voou para cima, aí fiquei lá embaixo abraçado com ele", relatou Lúcio. Ninguém ficou ferido, mas o susto foi imenso.
Ao retornar ao imóvel, Lúcio encontrou devastação total: parte do telhado havia sido arrastada até as casas vizinhas, uma coluna havia desabado, as paredes estavam rachadas e eletrodomésticos como fogão, geladeira e televisão foram destruídos. "A casa tremeu todinha. Não sobrou nada", disse ele.
Os transtornos se espalharam pela cidade. A prefeitura registrou queda de árvores e obstrução de vias, especialmente na área central. Equipes da Secretaria de Obras foram mobilizadas em mutirão, enquanto a Guarda Civil orientava motoristas e pedestres. A concessionária Santa Maria informou danos pontuais à rede elétrica e acionou equipes para trabalhar de forma ininterrupta no restabelecimento do serviço.
A Defesa Civil acompanhou todas as ocorrências e acionou um caminhão hidrojato para limpeza preventiva das redes de drenagem. Até o momento, não havia registros de alagamentos, e a orientação à população era evitar áreas de risco enquanto os trabalhos de normalização continuavam.
No início da tarde de sábado, 3 de janeiro, um temporal com ventos intensos atingiu Colatina, no Noroeste do Espírito Santo, deixando um rastro de destruição que foi capturado em vídeos que circularam pelas redes sociais. O momento mais dramático ocorreu no bairro São Vicente, onde a força do vento arrancou completamente o telhado de uma residência, transformando em segundos uma casa inteira em escombros.
O autônomo Lúcio Miguel estava dentro da casa com seu filho quando o vento começou a aumentar de forma repentina e assustadora. Ele ouviu um barulho ensurdecedor e imediatamente tomou a decisão de descer com a criança para um local mais seguro. Segundos depois, o telhado foi levado pela força bruta do vento. "O telhado voou para cima, aí quando fui fiquei lá embaixo abraçado com ele", relatou Lúcio sobre o momento em que se protegeu com o filho. Ninguém ficou ferido, mas o susto foi imenso.
Quando o temporal passou e Lúcio voltou ao imóvel, encontrou uma cena de devastação total. Parte do telhado havia sido arrastada até as casas vizinhas, uma coluna da residência havia desabado, e as paredes apresentavam rachaduras profundas. Os danos não se limitaram à estrutura: fogão, geladeira e televisão foram danificados além do reparo. "A casa tremeu todinha. Não sobrou nada. O vento levou tudo", disse Lúcio, descrevendo a magnitude da destruição. Até o momento, não há informações sobre quantas pessoas ficaram desabrigadas ou desalojadas no município.
Os transtornos causados pelo temporal se espalharam por diferentes pontos da cidade. A Prefeitura de Colatina registrou queda de árvores e galhos em várias regiões, com obstrução de vias principalmente na área central. Equipes da Secretaria Municipal de Obras foram mobilizadas em regime de mutirão para desobstruir as ruas e normalizar o acesso, enquanto a limpeza urbana retirava galhos e detritos das vias públicas. A Guarda Civil Municipal foi às ruas para orientar motoristas e pedestres em locais com possíveis interdições.
A tempestade também causou impacto na infraestrutura elétrica. A concessionária Santa Maria, que atende a região, informou que as chuvas provocaram danos pontuais à rede, deixando alguns bairros sem energia. A empresa atribuiu os problemas principalmente à queda de árvores e galhos causados pelo volume de chuva e pelos ventos intensos. As equipes técnicas foram mobilizadas para atuar de forma ininterrupta, priorizando a segurança da população e dos colaboradores, com o objetivo de restabelecer o fornecimento de energia o mais rápido possível.
A Defesa Civil Municipal acompanhou todas as ocorrências e atendeu aos chamados de emergência. Um caminhão hidrojato foi acionado para reforçar a limpeza preventiva das redes de drenagem da cidade. De acordo com a administração municipal, até o momento não havia registros de pontos de alagamento no município. A orientação para a população foi manter a atenção, evitar áreas de risco e seguir as recomendações das equipes de segurança enquanto os trabalhos de normalização continuavam.
Notable Quotes
Eu ouvi um barulho, eu falei assim: 'Vamos descer'— Lúcio Miguel, autônomo, descrevendo o momento em que percebeu o perigo
A casa tremeu todinha. Não sobrou nada. O vento levou tudo— Lúcio Miguel, sobre a destruição de sua residência