Enquanto São Paulo respira um intervalo de estabilidade, quatro estados brasileiros enfrentam nesta quinta-feira a força renovada de um sistema de instabilidade que redistribui tempestades pelo Sudeste e pelo Sul. Rio de Janeiro, Minas Gerais, Espírito Santo e Rio Grande do Sul carregam o peso das próximas horas, com trovoadas, granizo e ventos que lembram a natureza indômita de um país continental. A partir de sexta-feira, o sistema caminha em direção ao oceano, prometendo alívio gradual — mas deixando para trás volumes de chuva que, em certas áreas do Rio Grande do Sul, podem ultrapassar 200
Temporais atingem RJ, MG, ES e RS nesta quinta; chuva se desloca do Sudeste
Sistema se desloca para o oceano, reduzindo instabilidades
Por que essa mudança de padrão agora? O que faz a chuva sair de São Paulo e ir para o Rio Grande do Sul?
É o deslocamento natural do sistema de instabilidade. Ele não fica parado — se move conforme as correntes de ar mudam. O Inmet está acompanhando esse movimento em direção ao oceano, então o que era intenso no Sudeste vai perdendo força.
E o granizo no Rio Grande do Sul — isso é comum em agosto?
Não é raro, mas é sempre uma preocupação. Quando você tem aquela combinação de chuva forte, ventos acima de 50 quilômetros por hora e temperaturas em queda, as condições ficam favoráveis. Alguns pontos podem acumular mais de 200 milímetros em poucos dias.
Esses 200 milímetros — o que isso significa na prática?
É bastante água caindo em pouco tempo. Pode causar alagamentos, deslizamentos em áreas de encosta. Por isso o risco é maior na Zona da Mata mineira e na Região Serrana do Rio, que já têm topografia complicada.
E o Centro-Oeste? Parece que lá é outro mundo.
Completamente diferente. Enquanto o Sul e Sudeste lidam com chuva e vento, lá está quente e seco. Cuiabá pode chegar a 40°C. É uma situação de contraste bem marcado no país.
Quando essa instabilidade toda acaba?
A partir de sexta, a tendência é de redução. A chuva fica mais restrita ao litoral. Mas o Rio Grande do Sul ainda vai ter intensidade na sexta — é só depois que as coisas começam a normalizar.
Der Puls
- Belo Horizonte acorda sob chuva desde as primeiras horas, enquanto a Zona da Mata mineira, a Serra fluminense e o sul capixaba concentram os maiores riscos de temporais com trovoadas.
- O Rio Grande do Sul, ainda marcado por cicatrizes de eventos extremos anteriores, enfrenta nova rodada de instabilidade com granizo possível em Porto Alegre e rajadas de vento que podem chegar a 90 km/h em pontos isolados.
- Volumes alarmantes se acumulam no horizonte: norte e nordeste gaúcho podem receber até 200 mm, e os Vales do Caí e do Taquari, a Serra e o Litoral Norte podem ultrapassar essa marca.
- O sistema meteorológico começa a se deslocar para o oceano a partir de sexta-feira, restringindo a chuva ao litoral do Rio e do Espírito Santo e devolvendo sol a São Paulo, que pode registrar 33°C na capital.
- No Centro-Oeste, o contraste é extremo: enquanto o Sul se prepara para mais chuva, Cuiabá e partes de Mato Grosso e Goiás podem ultrapassar os 40°C com ar seco e poucas nuvens.
Enquanto São Paulo respira um intervalo de estabilidade, quatro estados brasileiros enfrentam nesta quinta-feira a força renovada de um sistema de instabilidade que redistribui tempestades pelo Sudeste e pelo Sul. Rio de Janeiro, Minas Gerais, Espírito Santo e Rio Grande do Sul carregam o peso das próximas horas, com trovoadas, granizo e ventos que lembram a natureza indômita de um país continental. A partir de sexta-feira, o sistema caminha em direção ao oceano, prometendo alívio gradual — mas deixando para trás volumes de chuva que, em certas áreas do Rio Grande do Sul, podem ultrapassar 200 milímetros.
Nesta quinta-feira, o mapa das chuvas no Brasil se redesenha. A instabilidade que pesava sobre São Paulo perde força, e o foco se desloca para Rio de Janeiro, Minas Gerais, Espírito Santo e Rio Grande do Sul, onde pancadas, trovoadas e ventos intensos marcam o dia.
No Sudeste, as áreas de maior atenção são a Zona da Mata mineira, a Região Serrana fluminense e o sul do Espírito Santo. Belo Horizonte já acorda com chuva, e o Rio de Janeiro pode ter precipitação moderada a forte ao longo do dia. O Instituto Nacional de Meteorologia indica que o sistema começa a migrar para o oceano conforme a quinta avança, com alívio esperado a partir de sexta-feira, quando a chuva se concentra no litoral. São Paulo, por sua vez, terá mais sol, com chuva isolada apenas em áreas do nordeste paulista e do Vale do Paraíba.
O Sul é o capítulo mais preocupante. O Rio Grande do Sul entra em nova rodada de instabilidade, que começa no sul gaúcho e se expande ao longo do dia, atingindo também o sul catarinense. Na sexta, o cenário se agrava: granizo é possível no centro e no leste gaúcho, inclusive em Porto Alegre, e rajadas de vento podem ultrapassar 50 km/h em uma faixa que inclui Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Paraná e Mato Grosso do Sul — chegando a 90 km/h em pontos isolados. Os volumes acumulados no fim de semana são expressivos: algumas áreas dos Vales do Caí e do Taquari, da Serra e do Litoral Norte gaúcho podem ultrapassar 200 milímetros.
No Centro-Oeste, o cenário é oposto. Sol, ar seco e calor dominam a região, com temperaturas que podem passar dos 40°C em partes de Mato Grosso, Mato Grosso do Sul e noroeste de Goiás. Cuiabá pode atingir exatamente essa marca na sexta-feira. No Nordeste e no Norte, o interior segue seco e quente — Teresina pode chegar a 38°C e Palmas a 39°C — enquanto as pancadas ficam restritas ao litoral nordestino e aos estados do Amazonas e Roraima.
Nesta quinta-feira, o padrão de chuvas que marcou os últimos dias sobre o Brasil sofre uma mudança significativa. A instabilidade que dominava São Paulo perde força, enquanto tempestades ganham intensidade em quatro estados: Rio de Janeiro, Minas Gerais, Espírito Santo e Rio Grande do Sul. O deslocamento marca uma transição importante no sistema meteorológico que varre o país.
No Sudeste, a concentração maior de risco fica entre o centro-leste mineiro, o estado do Rio e o Espírito Santo. Pancadas de chuva acompanhadas de trovoadas são esperadas ao longo do dia, com atenção especial para três áreas: a Zona da Mata em Minas Gerais, a Região Serrana fluminense e o sul capixaba. Em Belo Horizonte, a chuva chega desde as primeiras horas com risco de temporais. No Rio de Janeiro, a precipitação pode ser moderada a forte em alguns momentos, também com trovoadas previstas. O Instituto Nacional de Meteorologia aponta que este sistema começa a se deslocar em direção ao oceano conforme o dia avança, o que deve reduzir a instabilidade a partir de sexta-feira, quando a chuva fica mais restrita ao litoral do Rio e do Espírito Santo.
São Paulo, por sua vez, já respira mais aliviado. A quinta-feira traz mais períodos de sol para o estado. Chuva isolada ainda é possível no nordeste paulista, no Vale do Paraíba, na Serra da Mantiqueira e no Litoral Norte, mas a maior parte do território terá tempo mais estável. Na sexta, a temperatura sobe e a capital pode registrar máxima de 33°C.
O Sul, particularmente o Rio Grande do Sul, passa a ser o principal foco de preocupação. Uma nova rodada de instabilidade começa nesta quinta no sul gaúcho e se espalha por outras áreas do estado ao longo do dia, alcançando também o sul catarinense. Na sexta, a chuva ganha intensidade em boa parte do Rio Grande do Sul, com possibilidade de granizo no centro e no leste, inclusive em Porto Alegre. Santa Catarina e Paraná também entram em alerta para mais áreas de chuva e trovoadas. Os ventos representam risco adicional: rajadas podem ultrapassar 50 quilômetros por hora em uma faixa que inclui Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Paraná e Mato Grosso do Sul, com velocidades chegando a 90 quilômetros por hora em pontos isolados.
Os volumes de chuva previstos para o fim de semana no Rio Grande do Sul são expressivos. Áreas do norte e nordeste gaúcho podem acumular entre 100 e quase 200 milímetros. Pontos dos Vales do Caí e do Taquari, da Serra e do Litoral Norte podem ultrapassar 200 milímetros.
No Centro-Oeste, o cenário é oposto. O tempo muda pouco nesta quinta, com possibilidade de chuva isolada apenas no leste de Goiás e no Distrito Federal. Grande parte da região terá sol, poucas nuvens e ar seco. Na sexta, a chuva praticamente desaparece, com exceção do extremo sul de Mato Grosso do Sul. O calor será o destaque: algumas áreas de Mato Grosso, Mato Grosso do Sul e noroeste de Goiás podem passar dos 40°C, com Cuiabá atingindo potencialmente 40°C.
No Nordeste, a maior chance de chuva continua perto do litoral, principalmente entre Bahia e Rio Grande do Norte. No interior, o tempo segue seco e quente, com umidade baixa em partes da Bahia, Maranhão e Piauí. Teresina pode registrar máxima de 38°C. Na Região Norte, as pancadas ficam concentradas principalmente no Amazonas e Roraima, enquanto Tocantins e o sudeste do Pará continuam com tempo seco e temperaturas elevadas. Palmas pode chegar a 39°C.
Bemerkenswerte Zitate
A tendência é de redução das instabilidades a partir de sexta-feira, quando a chuva deve ficar mais restrita ao litoral do Rio de Janeiro e do Espírito Santo— Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet)