Tebet alerta que Bolsonaro quer levar eleição ao terceiro turno

O nosso voto não é para Lula nem para o PT, é para o Brasil
Tebet explica sua decisão de apoiar Lula no segundo turno como uma escolha de princípio, não de partido.
Mark

Por que Tebet acha que Bolsonaro quer um terceiro turno? Isso é possível constitucionalmente?

Mimi

Ela está dizendo que Bolsonaro está criando crises artificiais para deslegitimar o processo, para criar confusão. A ideia é que se ele conseguir semear dúvida suficiente sobre a eleição, talvez consiga impedir que o resultado seja aceito — o que levaria a uma situação sem resolução clara.

Luke

Mas ela não explica como isso funcionaria na prática. Um terceiro turno exigiria ação do Congresso ou do Supremo. Ela está descrevendo uma estratégia de deslegitimação, não um mecanismo real.

Mark

E por que o voto de Tebet importa tanto em Minas Gerais?

Mimi

Porque ela foi candidata no primeiro turno e tirou votos que poderiam ter ido para Lula ou Bolsonaro. Agora, aqueles eleitores precisam escolher um dos dois. Se eles seguirem Tebet para Lula, isso pode fazer diferença em um estado que é competitivo.

Luke

Verdade, mas não sabemos quantos dos eleitores de Tebet vão realmente seguir seu endosso. Ela está pedindo, mas isso não garante nada.

Mark

Ela disse que não pediu nada em troca do apoio. Isso é importante?

Mimi

Para ela, sim. Ela quer deixar claro que essa não é uma negociação política tradicional — não é "você me dá um ministério e eu trago meus votos". É uma escolha de princípio.

Luke

Mas a gente não sabe se houve conversas nos bastidores. Ela está dizendo o que fez, não o que foi oferecido ou discutido. É uma declaração sobre sua própria conduta, não uma confirmação de que não houve negociações.

  • Tebet acusa Bolsonaro de fabricar crises deliberadamente para tentar arrastar a eleição além do segundo turno, numa manobra que ela classifica como ameaça direta à democracia.
  • A senadora pede vigilância máxima até o dia 30, alertando que os defensores da democracia não podem permitir que votos deixem de ser contados e respeitados.
  • Em Minas Gerais, seus eleitores do primeiro turno são vistos como peça decisiva: Tebet os convoca pessoalmente a transferir a confiança depositada nela para a candidatura de Lula.
  • Para desfazer resistências partidárias, ela é enfática: seu apoio não é ao PT nem a Lula, mas ao Brasil — e garante não ter negociado cargo algum em troca da adesão.
  • A agenda segue para Belo Horizonte, com encontros políticos à tarde e à noite, mantendo o ritmo de uma campanha que trata cada hora antes do domingo como decisiva.

Em Divinópolis, a senadora Simone Tebet emprestou sua voz e sua credibilidade à campanha de Lula, alertando que Bolsonaro estaria fabricando crises para adiar o inevitável. Num momento em que a democracia é invocada por todos os lados, Tebet escolheu falar não como política, mas como cidadã — lembrando que há eleições em que o que está em jogo ultrapassa siglas e ambições pessoais. Seu apelo aos eleitores mineiros do primeiro turno carregava a consciência de que pequenas margens, em grandes estados, podem decidir o destino de uma nação.

Nesta quinta-feira, 27 de outubro, Simone Tebet percorreu Divinópolis, no Oeste de Minas, com uma missão que ela mesma definia como maior do que qualquer partido: convencer seus eleitores do primeiro turno a votarem em Lula no segundo turno das eleições presidenciais.

A senadora do MDB não poupou palavras ao falar sobre Bolsonaro. Segundo ela, o presidente sabe que vai perder e, por isso, estaria criando factóides e crises artificiais para tentar levar a disputa a um terceiro turno — manobra que Tebet enxerga como uma ameaça à própria democracia. Pediu vigilância até o dia 30 e reafirmou que o direito fundamental em jogo era o de ter os votos contados e respeitados.

O apelo aos seus eleitores mineiros tinha peso estratégico reconhecido por ela mesma: em Minas Gerais, esse grupo poderia ser decisivo para garantir a vitória de Lula. 'Precisamos eleger Lula presidente e jogar para o lixo da história o presidente Bolsonaro', disse, sem deixar margem para interpretações.

Para explicar sua escolha, Tebet falou menos como senadora e mais como mãe, mulher e cidadã. Garantiu não ter pedido cargo algum em troca do apoio e resumiu sua posição numa frase que repetiu ao longo do dia: 'O nosso voto não é para Lula nem para o PT, é para o Brasil.' Depois de Divinópolis, seguiu para Belo Horizonte, onde a agenda continuava — e a mensagem, a mesma.

Simone Tebet estava em Divinópolis, no Oeste de Minas, nesta quinta-feira, 27 de outubro, fazendo campanha para Luiz Inácio Lula da Silva no segundo turno das eleições presidenciais. A senadora do MDB tinha uma mensagem clara para seus eleitores do primeiro turno: confiem novamente em mim, porque o que está em jogo agora é maior do que qualquer partido.

Tebet acusou o presidente Jair Bolsonaro de estar criando crises artificiais e factóides deliberadamente, porque sabe que vai perder. Segundo ela, Bolsonaro está tentando levar a eleição para um terceiro turno — uma manobra que ela vê como uma ameaça à própria democracia. "Aqueles que defendem a democracia não podem deixar que isso ocorra", disse. Ela pediu vigilância até o dia 30, data marcada para o segundo turno, e reafirmou que o direito fundamental era que os votos fossem contados e respeitados.

O apelo de Tebet aos seus eleitores tinha um peso estratégico que ela mesma reconhecia. Em Minas Gerais, aqueles que votaram nela na primeira rodada poderiam ser decisivos para garantir a vitória de Lula no segundo turno. "A vocês, que confiaram em mim no primeiro turno, que confiem novamente no que estou dizendo. Precisamos eleger Lula presidente e jogar para o lixo da história o presidente Bolsonaro", disse, sem deixar espaço para ambiguidade.

Tebet foi clara também sobre as razões de sua escolha. Ela comparou os governos de Lula e Bolsonaro, destacando que o presidente atual não é democrático. Mas quando explicou por que apoiava Lula, ela não falou como senadora — falou como mãe, como mulher, como cidadã. Garantiu que não pediu nenhum cargo em troca desse apoio, que sua decisão foi a que considerava mais correta para o país. "O nosso voto não é para Lula nem para o PT, é para o Brasil", afirmou.

Após os eventos em Divinópolis, Tebet seguiu para Belo Horizonte, onde tinha agenda à tarde e à noite, incluindo um encontro com o prefeito Fuad Noman, do PSD. A campanha continuava, e a mensagem era a mesma: a eleição não era sobre partidos ou cargos, era sobre a direção que o país tomaria nos próximos anos.

Bolsonaro quer levar a eleição para o terceiro turno, e aqueles que defendem a democracia não podem deixar que isso ocorra
— Simone Tebet
Precisamos eleger Lula presidente e jogar para o lixo da história o presidente Bolsonaro
— Simone Tebet, aos seus eleitores do primeiro turno
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