O grupo teve liberdade criativa rara no k-pop: escolheram próprio nome, logo e compuseram suas músicas, construindo identidade forte em 22 discos em oito anos. Stray Kids atraiu 160 mil pessoas em três shows esgotados no Brasil e é segundo artista que mais vendeu álbuns globalmente em 2025, atrás apenas de Taylor Swift.
Stray Kids lidera estreia do k-pop no Rock in Rio após lotar estádios brasileiros
Liberdade criativa rara no k-pop construiu identidade sólida
Por que o Stray Kids conseguiu fazer algo que outras boybands de k-pop não fazem — escolher o próprio nome, compor as músicas?
A JYP Entertainment, a gravadora deles, apostou em um modelo diferente. Bang Chan, o líder, teve voz ativa desde o começo. Ele escolheu os membros, e o trio de produção — o 3Racha — controla a criação musical. É raro, mas funcionou.
Mas quanto dessa liberdade é realmente deles e quanto é estratégia da gravadora? A JYP sempre quis expandir para o mercado ocidental. Dar autonomia criativa pode ser parte do plano, não necessariamente uma concessão genuína.
Os números no Brasil foram impressionantes — 160 mil pessoas em três shows. Como isso se compara com outros artistas de k-pop?
É o maior público de pop sul-coreano no Brasil até agora. Nenhum outro grupo reuniu tanto. Eles lotaram estádios grandes, não apenas arenas.
Mas esses números incluem quantos fãs que já conheciam o grupo versus novos ouvintes? A reportagem não deixa claro se isso representa crescimento real ou concentração de fãs existentes.
"God's Menu" viralizou durante a pandemia. Como uma música consegue fazer isso?
A voz do Felix, o rapper australiano-coreano, é muito característica — grossa, marcante. A música pegou nas redes sociais e abriu portas nos Estados Unidos. Recebeu ouro e platina lá.
Redes sociais são impulsionadas por algoritmos. A reportagem não explica se foi viralização orgânica ou se houve estratégia de marketing por trás. Provavelmente houve.
Eles foram o segundo artista que mais vendeu álbuns no mundo no ano passado. Como isso acontece?
Todos os nove álbuns que lançaram desde que assinaram com a Republic Records em 2022 estrearam no topo da Billboard 200. Eles têm base de fãs tanto local quanto internacional. Enquanto o BTS estava de hiato militar, o Stray Kids preencheu aquele espaço.
A comparação com Taylor Swift é importante, mas também é um pouco enganosa. Ela vende em volume massivo; o Stray Kids vende muito para um grupo de k-pop, mas em escala diferente. Não é a mesma coisa.
The Pulse
- Stray Kids atraiu 160 mil pessoas em três shows no Brasil em 2025
- Grupo lançou 22 discos em oito anos desde formação
- Segundo artista que mais vendeu álbuns globalmente em 2025, atrás apenas de Taylor Swift
- Bang Chan detém 243 créditos em canções no Komca, recorde para artista de k-pop
- Será headliner na primeira edição dedicada ao k-pop no Rock in Rio em 11 de setembro
O grupo teve liberdade criativa rara no k-pop: escolheram próprio nome, logo e compuseram suas músicas, construindo identidade forte em 22 discos em oito anos. Stray Kids atraiu 160 mil pessoas em três shows esgotados no Brasil e é segundo artista que mais vendeu álbuns globalmente em 2025, atrás apenas de Taylor Swift.
O Stray Kids será headliner na estreia do dia dedicado ao k-pop no Rock in Rio em 11 de setembro, consolidando sua posição como maior boyband sul-coreana após lotar estádios brasileiros com 160 mil pessoas.
Quando o Stray Kids se formou, recebeu algo raro no k-pop: liberdade. Os oito integrantes escolheram o próprio nome, desenharam o logo, escreveram e compuseram as músicas. Nas gravadoras sul-coreanas, isso não é o padrão. O controle criativo costuma vir de cima para baixo, com executivos orquestrando cada detalhe da carreira de um artista. O Stray Kids fez diferente desde o início.
Essa autonomia construiu algo sólido. Em oito anos, o grupo lançou 22 discos. Desenvolveu uma identidade clara e consistente. Hoje é uma das maiores boybands da indústria do k-pop. No dia 11 de setembro, será o headliner da primeira edição dedicada ao k-pop no Rock in Rio, o que marca tanto o crescimento do grupo quanto a chegada do gênero ao festival brasileiro em escala de protagonismo.
O Stray Kids já provou que tem envergadura para o papel. No ano passado, lotou três estádios no Brasil: dois shows no Morumbis, em São Paulo, e um no Engenhão, no Rio de Janeiro. O total foi 160 mil pessoas. Nenhum artista de pop sul-coreano havia reunido tanto público no país até então. A banda também tem experiência como atração principal em festivais internacionais de peso — Lollapalooza em Chicago e Paris, BST Hyde Park em Londres, The Governors Ball em Nova York.
O grupo é formado por Bang Chan, Lee Know, Changbin, Hyunjin, Han, Felix, Seungmin e I.N., todos entre 25 e 28 anos. A formação original incluía Woojin, vocalista principal que saiu em 2019; a gravadora citou "circunstâncias pessoais" como motivo. A criação do grupo foi incomum. Bang Chan, o líder, escolheu pessoalmente cada membro para participar de um reality show da JYP Entertainment, a gravadora responsável por eles. Os participantes completavam missões com o objetivo de debutar juntos, sem eliminações. O lineup final foi anunciado no fim de 2017 e lançado três meses depois.
Bang Chan cresceu na Austrália e entrou no programa de treinamento da JYP aos 13 anos, permanecendo como trainee por sete anos. Junto com os rappers Changbin e Han, forma o 3Racha, trio que segue sendo a base da produção musical da boyband. Bang Chan detém um recorde: 243 créditos em canções no Komca, a associação de direitos autorais sul-coreana — mais do que qualquer outro artista de k-pop.
No início, as letras abordavam questões típicas da juventude: ansiedade, dificuldade de encontrar identidade própria, julgamento social. O som do Stray Kids é difícil de encaixar em um gênero único — a indústria do k-pop é conhecida justamente por ser experimental e misturar referências. O grupo trouxe hip hop, rock, eletrônica e dubstep. São conhecidos por performances intensas, coreografias complexas e destaque ao rap, elementos que combinam bem com a energia de um festival. Faixas como "Thunderous", "Back Door", "Chk Chk Boom", "Maniac" e "Lalalala" definem o tom do trabalho deles.
A estratégia da JYP desde o começo era expandir o alcance para o mercado ocidental. O slogan do grupo — "Stray Kids em todo o lugar ao redor do mundo" — reflete isso. Durante a pandemia, "God's Menu" viralizou nas redes sociais, muito graças à voz grave do rapper australiano-coreano Felix. O single recebeu certificação de ouro e platina nos Estados Unidos e ampliou a exposição digital fora da Coreia do Sul. Em 2022, o grupo assinou com a Republic Records para divulgar a carreira nos Estados Unidos. Desde então, todos os nove álbuns lançados estrearam no topo da Billboard 200. No ano passado, foram o segundo artista que mais vendeu álbuns globalmente, atrás apenas de Taylor Swift.
O Stray Kids consolidou sucesso comercial sólido e ganhou ainda mais terreno durante o hiato do BTS entre 2022 e 2026, causado pelo alistamento militar obrigatório na Coreia do Sul. Foram o grupo que preencheu a lacuna deixada pela maior boyband do mundo, especialmente em participações em premiações e festivais de música. A apresentação no Rock in Rio em setembro é o próximo passo nessa trajetória.
Notable Quotes
O slogan do grupo resume a estratégia desde o início: 'Stray Kids em todo o lugar ao redor do mundo'— Estratégia da JYP Entertainment