Durante décadas, a SpaceX operou nas sombras do capital privado, construindo foguetões e satélites longe do escrutínio dos mercados. Agora, Elon Musk prepara a abertura de capital que poderá redefinir os limites do que uma empresa pode valer aos olhos do mundo financeiro — mais de 30 mil milhões de dólares angariados, uma avaliação de 1,5 triliões, e a promessa de transformar o espaço em infraestrutura computacional para a humanidade. É um momento em que a fronteira entre a exploração espacial e a economia global se torna, finalmente, indistinguível.
SpaceX prepara maior entrada em bolsa de sempre com 25 mil milhões de euros
A maior entrada em bolsa de toda a história dos mercados financeiros
Porque é que uma entrada em bolsa de 25 mil milhões de euros é tão significativa? Não há outras empresas que levantam quantias semelhantes?
É a maior de sempre nos mercados financeiros. Para comparar, a maior entrada em bolsa anterior foi a do Aramco, em 2019, com cerca de 29 mil milhões de dólares. Mas a SpaceX está a falar de 30 mil milhões de dólares — é um patamar diferente.
Espera — a Bloomberg diz que é a maior entrada de sempre, mas o Aramco foi maior em dólares. Qual é a métrica exata aqui?
Boa questão. E porque é que a SpaceX quer fazer isto agora, depois de tantos anos privada?
A empresa precisa de capital para o próximo grande passo — centros de dados no espaço. Não é apenas sobre foguetões; é sobre infraestrutura computacional orbital. Isso requer investimento massivo.
Mas isso é o que a Bloomberg reporta que a empresa diz que vai fazer. Não sabemos se é realmente o principal motivo ou se há outras razões estratégicas.
A avaliação de 1,2 biliões de euros coloca a SpaceX à frente da Tesla. Como é que Musk consegue ter duas empresas no top 10 mundial?
A Tesla é uma empresa madura, com lucros estabelecidos. A SpaceX é ainda privada, mas o seu potencial de crescimento — satélites, lançamentos, dados — é visto como exponencial. Os investidores estão a pagar pelo futuro.
Claro, mas essa avaliação é uma projeção. Depende de quanto os investidores estão dispostos a pagar quando a oferta pública acontecer. As condições de mercado podem mudar drasticamente entre agora e final de 2026.
Mencionaste que poderia ser adiada para 2027. Quão provável é isso?
As fontes da Bloomberg disseram que é possível, mas não é o plano. Tudo depende de como os mercados se comportarem. Se houver uma recessão ou uma queda nas ofertas públicas, faz sentido esperar.
Exatamente — é uma condicional. A Bloomberg está a reportar o que as fontes disseram, não uma certeza. O timing é flexível.
O Pulso
- A SpaceX prepara-se para a maior entrada em bolsa de sempre, com uma angariação prevista de mais de 30 mil milhões de dólares no final de 2026.
- A avaliação de 1,5 triliões de dólares colocaria a empresa à frente da Tesla e de quase todas as cotadas mundiais, criando uma pressão enorme sobre os mercados para absorver uma oferta desta dimensão.
- A incerteza paira sobre o calendário: condições de mercado adversas, taxas de juro e apetite dos investidores podem empurrar o processo para 2027.
- A entrada em bolsa incluirá também a Starlink, a divisão de satélites, ampliando o alcance e a complexidade da operação.
- Os fundos angariados serão canalizados para centros de dados no espaço, sinalizando que a SpaceX quer ser não apenas transportadora orbital, mas arquiteta da infraestrutura digital do futuro.
Durante décadas, a SpaceX operou nas sombras do capital privado, construindo foguetões e satélites longe do escrutínio dos mercados. Agora, Elon Musk prepara a abertura de capital que poderá redefinir os limites do que uma empresa pode valer aos olhos do mundo financeiro — mais de 30 mil milhões de dólares angariados, uma avaliação de 1,5 triliões, e a promessa de transformar o espaço em infraestrutura computacional para a humanidade. É um momento em que a fronteira entre a exploração espacial e a economia global se torna, finalmente, indistinguível.
A SpaceX de Elon Musk está a preparar aquela que seria a maior entrada em bolsa de toda a história dos mercados financeiros. Segundo a Bloomberg, a empresa espera angariar mais de 30 mil milhões de dólares quando abrir o capital ao público no final de 2026 — um montante que representa não apenas um recorde, mas o fim de duas décadas de operação inteiramente privada.
Com esta operação, a SpaceX atingiria uma avaliação de cerca de 1,5 triliões de dólares, tornando-se a décima empresa mais valiosa do mundo entre as cotadas em bolsa — à frente da Tesla e imediatamente atrás da Saudi Aramco. Para referência, a OpenAI, atualmente a empresa privada mais valiosa do mundo com 500 mil milhões de dólares, também planeia entrar em bolsa em 2026.
O plano abrange igualmente a Starlink, a divisão de serviços de satélites da SpaceX. Uma recente venda de ações já havia elevado a avaliação da empresa para 800 mil milhões de dólares, consolidando a sua liderança entre as privadas a nível global.
O calendário, porém, não é garantido. Fontes citadas pela Bloomberg admitem que o processo pode ser adiado para 2027, consoante a volatilidade dos mercados, as taxas de juro e o apetite dos investidores. Quanto ao destino dos fundos, a empresa pretende investir no desenvolvimento de centros de dados no espaço — uma aposta que revela a ambição mais ampla da SpaceX: construir a infraestrutura computacional orbital que poderá sustentar um mundo cada vez mais dependente de conectividade via satélite.
A SpaceX de Elon Musk está a preparar-se para o que seria a maior entrada em bolsa de toda a história dos mercados financeiros. Segundo a Bloomberg, a empresa de satélites e foguetões espera angariar mais de 30 mil milhões de dólares — cerca de 25 mil milhões de euros — quando abrir o capital ao público no final de 2026. O montante não é apenas um número impressionante; representa um ponto de viragem para uma empresa que durante duas décadas operou inteiramente na esfera privada.
Com essa entrada em bolsa, a SpaceX atingiria uma avaliação de mercado de aproximadamente 1,5 triliões de dólares, ou 1,2 biliões de euros na nomenclatura europeia. Isso a colocaria como a décima empresa mais valiosa do mundo entre as que cotidem em bolsa — uma posição que a deixaria à frente da Tesla, também propriedade de Musk, e imediatamente atrás da Saudi Aramco. Para contextualizar a magnitude: a empresa privada mais valiosa do mundo neste momento é a OpenAI, avaliada em 500 mil milhões de dólares, e também ela planeia entrar em bolsa em 2026.
O plano inclui mais do que apenas a SpaceX. De acordo com The Information, a entrada em bolsa abrangeria também a Starlink, a divisão da empresa dedicada aos serviços de satélites. Recentemente, a SpaceX realizou uma nova venda de ações que elevou a sua avaliação para 800 mil milhões de dólares, consolidando o seu lugar como a empresa privada mais valiosa do mundo — um título que até há pouco tempo pertencia à OpenAI.
Mas há incerteza no horizonte. Fontes contactadas pela Bloomberg indicaram que o calendário de 2026 não é imutável. Dependendo das condições dos mercados financeiros e de outros fatores, o processo poderia ser adiado para 2027. A volatilidade dos mercados, as taxas de juro e o apetite dos investidores por ofertas públicas iniciais de grande escala são variáveis que podem influenciar o timing final.
Quanto ao destino dos fundos angariados, a Bloomberg reporta que a SpaceX pretende utilizá-los para desenvolver centros de dados no espaço — uma expansão ambiciosa que incluiria a aquisição dos chips necessários para operar essas infraestruturas. É um investimento que reflete a estratégia mais ampla da empresa: não apenas transportar carga e pessoas para o espaço, mas construir a infraestrutura computacional que poderá servir as necessidades de dados de um futuro cada vez mais dependente de satélites e conectividade orbital.
Citações Notáveis
A entrada em bolsa pode ser adiada para 2027 dependendo das condições de mercado— Fontes contactadas pela Bloomberg