Em São Paulo, o Estado convoca famílias a um gesto antigo e essencial: levar crianças e adolescentes aos postos de saúde para que suas cadernetas de vacinação sejam atualizadas. A campanha de multivacinação, que começa em 1º de outubro e se estende até o fim do mês, responde a um silêncio preocupante — o das coberturas vacinais que foram se afrouxando nos últimos anos, deixando comunidades mais vulneráveis a doenças que a ciência já sabe como evitar. É um convite à memória coletiva: recordar que a proteção das gerações mais jovens é construída dose a dose, caderneta a caderneta.
SP inicia campanha de multivacinação para atualizar cadernetas de crianças e adolescentes
Cadernetas atualizadas, coberturas robustas, proteção coletiva
Por que agora? O que mudou para justificar uma campanha desse tamanho?
As coberturas vacinais caíram nos últimos anos. Não é uma queda dramática de um dia para o outro, mas uma oscilação que deixa brechas. Quando você tem 95% de cobertura em vez de 98%, parece pouco, mas em uma população de milhões, isso significa muitas crianças desprotegidas.
E essas crianças desprotegidas — elas estão em risco real agora?
Sim. Doenças como sarampo voltaram a circular em alguns lugares. Tuberculose nunca desapareceu. A campanha é um reconhecimento de que não é suficiente ter o programa de vacinação de rotina; você precisa de momentos de varredura, de revisão.
Por que permitir que adolescentes recebam a vacina de COVID-19 no mesmo dia que as outras?
Porque a prioridade é a cobertura. Se você obriga as pessoas a voltar 14 dias depois, muitas não voltam. Simplificar o processo aumenta a chance de que as cadernetas sejam completadas.
E aquela criança com tosse — por que vaciná-la?
Porque tosse leve não é contraindicação. A recomendação é que ela procure um serviço de saúde depois, mas não há razão para perder a oportunidade de imunizá-la. É pragmático.
Qual é o risco maior aqui — a doença ou a falta de vacinação?
A falta de vacinação. As doenças que essa campanha protege são preveníveis. Quando você deixa de vacinar, você traz de volta riscos que já foram controlados.
Der Puls
- As coberturas vacinais em São Paulo oscilaram nos últimos anos, abrindo brechas perigosas na proteção coletiva contra doenças que ainda matam em outras partes do mundo.
- A campanha mobiliza mais de cinco mil postos de saúde em todo o estado, oferecendo 16 tipos de vacinas contra cerca de 20 doenças para crianças e adolescentes até 15 anos.
- Um 'Dia V' especial está marcado para 16 de outubro, com postos fixos e volantes funcionando das 8h às 17h para ampliar o alcance da imunização.
- Adolescentes entre 12 e 15 anos podem receber a vacina contra COVID-19 no mesmo dia que as demais imunizações, com exceção da vacina contra a gripe, que exige sala separada e intervalo de 14 dias.
- Protocolos sanitários contra o coronavírus seguem ativos nas salas de vacinação, incluindo triagem de sintomas respiratórios e reorganização dos espaços para evitar aglomerações.
Em São Paulo, o Estado convoca famílias a um gesto antigo e essencial: levar crianças e adolescentes aos postos de saúde para que suas cadernetas de vacinação sejam atualizadas. A campanha de multivacinação, que começa em 1º de outubro e se estende até o fim do mês, responde a um silêncio preocupante — o das coberturas vacinais que foram se afrouxando nos últimos anos, deixando comunidades mais vulneráveis a doenças que a ciência já sabe como evitar. É um convite à memória coletiva: recordar que a proteção das gerações mais jovens é construída dose a dose, caderneta a caderneta.
A Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo convoca pais e responsáveis a levarem crianças de todas as idades e adolescentes até 15 anos aos postos de saúde a partir de 1º de outubro. O objetivo é atualizar cadernetas de vacinação em mais de cinco mil unidades espalhadas pelos municípios paulistas, onde profissionais avaliarão individualmente cada criança para identificar doses atrasadas ou faltantes.
A campanha, que vai até 29 de outubro, oferece 16 tipos de vacinas contra aproximadamente 20 doenças — de difteria e poliomielite a HPV e meningite. O ponto alto será o 'Dia V' em 16 de outubro, quando postos fixos e volantes funcionarão das 8h às 17h em diferentes regiões do estado. A iniciativa responde à queda nas coberturas vacinais dos últimos anos, que deixou brechas na proteção coletiva contra doenças evitáveis.
Para adolescentes entre 12 e 15 anos, há uma facilidade: a vacina contra COVID-19 pode ser aplicada no mesmo dia que as demais imunizações. A vacina contra a gripe, porém, segue regra própria — deve ser administrada em sala separada e com intervalo mínimo de 14 dias em relação à dose contra o coronavírus. Famílias que perderam a caderneta podem retornar ao posto onde a criança foi vacinada anteriormente para recuperar o histórico.
As salas de vacinação mantêm os protocolos sanitários: distanciamento, álcool em gel e triagem de sintomas respiratórios. Crianças com febre ou mau estado geral terão a vacinação adiada até a recuperação. A campanha é, no fundo, um exercício de memória — lembrar que tuberculose, sarampo e hepatite ainda existem, e que a proteção das crianças paulistas depende de cadernetas em dia.
A Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo abre as portas de sua campanha de multivacinação na primeira sexta-feira de outubro, convocando pais e responsáveis a trazerem crianças de todas as idades e adolescentes até 15 anos para atualizar suas cadernetas de imunização. O Estado coloca à disposição mais de cinco mil postos de saúde espalhados pelos municípios paulistas, onde profissionais avaliarão individualmente cada criança para identificar doses atrasadas, faltantes ou que precisem de reforço.
A iniciativa responde a uma preocupação real: as coberturas vacinais têm oscilado nos últimos anos, deixando brechas na proteção coletiva contra doenças evitáveis. Durante o período da campanha, que se estende até 29 de outubro, serão oferecidas 16 tipos de vacinas capazes de proteger contra aproximadamente 20 doenças diferentes — desde as clássicas como difteria, tétano e coqueluche, até as mais contemporâneas como HPV e meningite. O Estado marca ainda um "Dia V" especial para 16 de outubro, terceiro sábado do mês, quando os postos funcionarão das 8 da manhã até as 5 da tarde, com equipes tanto em unidades fixas quanto em postos volantes que percorrerão diferentes regiões.
O secretário de Estado da Saúde, Jean Gorinchteyn, enquadra a campanha como uma oportunidade de reforçar junto às famílias a importância da imunização para proteger as crianças contra complicações graves de doenças preveníveis. Para os pais que perderam a caderneta de vacinação, a orientação é simples: retornar ao mesmo posto onde a criança foi vacinada anteriormente, onde os registros em arquivo permitirão identificar quais doses já foram aplicadas.
Um detalhe importante para adolescentes entre 12 e 15 anos: aqueles que estão sendo imunizados contra a COVID-19 não precisam intercalar essa vacina com as demais. Podem recebê-las no mesmo dia, simplificando o processo. No entanto, a vacina contra a gripe segue regra diferente — deve ser aplicada em sala separada daquela reservada para COVID-19, e é necessário respeitar um intervalo de 14 dias entre elas.
Os protocolos de prevenção contra o coronavírus continuam orientando o funcionamento das salas de vacinação. As unidades devem manter organização do espaço, evitar aglomerações, garantir distanciamento entre mesas e entre profissionais e pacientes, além de disponibilizar álcool para higienização das mãos. Os profissionais farão triagem para identificar crianças com sintomas respiratórios — tosse, coriza, falta de ar. Aquelas que apresentarem apenas tosse ou coriza poderão ser vacinadas, com orientação para procurar um serviço de saúde. Crianças com febre ou mau estado geral terão a vacinação reprogramada para quando se recuperarem.
O cardápio de vacinas disponibilizadas reflete décadas de conhecimento sobre doenças que uma vez dizimaram populações. Tuberculose, poliomielite, sarampo, caxumba, rubéola, hepatites A e B, varicela, febre amarela, rotavírus, pneumonia e meningite — cada uma delas representa uma ameaça real que a imunização consegue neutralizar. A campanha é, portanto, um exercício de memória coletiva: lembrar que essas doenças ainda existem, que ainda matam em outras partes do mundo, e que a proteção das crianças paulistas depende de cadernetas atualizadas e coberturas vacinais robustas.
Bemerkenswerte Zitate
Esta campanha é mais uma oportunidade que temos de lembrar os pais e responsáveis sobre a importância da imunização para proteger as crianças e adolescentes contra doenças preveníveis e suas possíveis complicações— Jean Gorinchteyn, secretário de Estado da Saúde de São Paulo