SP inicia campanha de multivacinação para menores de 15 anos na segunda

Crianças sem histórico de vacinação contra sarampo estão em risco de infecção, conforme evidenciado pelo caso confirmado em Guarulhos.
Quando a cobertura vacinal cai abaixo de 95%, o vírus encontra brechas
A explicação de por que o sarampo voltou a circular em São Paulo em 2026, apesar da disponibilidade de vacinas.
Mark

Por que o sarampo voltou a aparecer agora, em 2026?

Mimi

O sarampo nunca desapareceu completamente. Ele circula onde encontra pessoas sem proteção. Quando a cobertura vacinal cai abaixo de 95%, o vírus encontra brechas. A criança em Guarulhos que contraiu a doença nunca havia sido vacinada — é exatamente o cenário que permite a transmissão.

Mark

E por que as coberturas caíram tanto? 77,5% parece baixo para um estado rico como São Paulo.

Mimi

Há várias razões. Pandemia, desorganização de serviços, hesitação vacinal, falta de acesso em algumas regiões. Mas o ponto é que 22,5% das crianças ainda não receberam a primeira dose. Isso é milhões de pessoas desprotegidas.

Mark

A "dose zero" para bebês de 6 meses é realmente necessária?

Mimi

É uma estratégia de urgência. Normalmente, a vacinação começa aos 12 meses. Mas quando há circulação do vírus, antecipar a proteção faz sentido. Essa dose não substitui o calendário regular — é um escudo extra enquanto o bebê espera pelas doses oficiais.

Mark

Qual é o risco real de um surto maior?

Mimi

Depende de quantas pessoas conseguem se vacinar na campanha. Se a cobertura subir para perto de 95%, o risco cai drasticamente. Se ficar onde está, o sarampo pode encontrar mais vítimas. É por isso que a campanha em 645 municípios é tão importante — precisa ser massiva.

Mark

E os adultos? Por que incluir pessoas de até 59 anos nas três cidades?

Mimi

Porque adultos também podem contrair sarampo e transmitir para crianças pequenas demais para serem vacinadas. Ampliar a cobertura em toda a população reduz a circulação do vírus. É proteção em camadas.

  • Com apenas 77,5% de cobertura na primeira dose da tríplice viral — quase 18 pontos abaixo da meta federal —, São Paulo enfrenta uma janela perigosa de vulnerabilidade imunológica.
  • O 15º caso de sarampo do ano, confirmado em uma criança não vacinada de Guarulhos, transforma estatísticas em consequências humanas concretas.
  • A campanha mobiliza todos os 645 municípios do estado e, nas três maiores cidades, amplia o público-alvo para adultos de 6 meses a 59 anos, com ênfase no reforço contra sarampo.
  • Dezesseis imunizantes estarão disponíveis, e equipes verificarão individualmente cada caderneta para identificar doses em atraso — a campanha é um diagnóstico e um remédio ao mesmo tempo.
  • Bebês entre 6 e 11 meses receberão uma 'dose zero' da tríplice viral como escudo emergencial, sem substituir o calendário regular, numa aposta de proteção antecipada.

Diante do avanço silencioso do sarampo e de coberturas vacinais que ficam muito aquém das metas nacionais, São Paulo convoca seus 645 municípios para uma campanha de multivacinação voltada a menores de 15 anos. O 15º caso confirmado em 2026 — uma criança de Guarulhos que jamais havia sido vacinada — empresta urgência moral a uma ação que oferece 16 imunizantes e lembra que a proteção coletiva se constrói uma caderneta de cada vez. A eficácia da iniciativa dependerá, no fim, de uma escolha individual repetida milhões de vezes: a de comparecer ao posto.

São Paulo coloca em movimento, a partir de segunda-feira, uma ampla operação de vacinação infantil: todos os 645 municípios do estado abrirão postos para a Campanha de Multivacinação, com foco em crianças e adolescentes menores de 15 anos. Nas três cidades mais populosas — São Paulo, Guarulhos e São Bernardo do Campo —, a ação se expande para adultos de 6 meses a 59 anos, com ênfase especial no reforço contra sarampo.

O momento não é casual. Na quinta-feira, o Centro de Vigilância Epidemiológica confirmou o 15º caso de sarampo no estado em 2026. A criança infectada, moradora de Guarulhos, nunca havia recebido a vacina — um sinal concreto de fragilidade. Os números oficiais revelam a lacuna: 77,5% das crianças tomaram a primeira dose da tríplice viral e apenas 65,5% completaram o esquema. O Ministério da Saúde exige 95% em cada etapa.

Pais e responsáveis devem levar as cadernetas aos postos, onde equipes identificarão quais doses cada criança ainda precisa. O cardápio é amplo: 16 imunizantes, do BCG ao HPV, cada um com seu calendário específico. Para bebês entre 6 e 11 meses, há ainda uma 'dose zero' da tríplice viral — um reforço estratégico que não substitui as aplicações regulares, mas busca criar proteção mais rápida diante da circulação ativa do vírus.

Tatiana Lang, diretora do Centro de Vigilância Epidemiológica, explicou que a expansão da campanha nas três cidades visa aumentar rapidamente a proteção populacional e reduzir o risco de transmissão. É uma corrida contra o tempo. Os postos estarão abertos — a pergunta agora é se os pais virão.

São Paulo coloca em movimento, a partir de segunda-feira, uma das maiores operações de vacinação infantil do ano. Todos os 645 municípios do estado abrirão postos para a Campanha de Multivacinação, com foco em crianças e adolescentes menores de 15 anos. Nas três cidades mais populosas — São Paulo, Guarulhos e São Bernardo do Campo — a ação se expande: adultos de 6 meses a 59 anos também poderão se vacinar, com ênfase especial no reforço contra sarampo.

O timing não é casual. Nesta quinta-feira, o Centro de Vigilância Epidemiológica confirmou o 15º caso de sarampo no estado em 2026. A criança infectada, moradora de Guarulhos, nunca havia recebido a vacina. É um sinal de que as coberturas vacinais estão frágeis. Os números oficiais mostram a lacuna: 77,5% das crianças receberam a primeira dose da tríplice viral, e apenas 65,5% completaram o esquema com a segunda dose. O Ministério da Saúde estabelece 95% como meta obrigatória para cada uma delas. O estado está 17,5 pontos percentuais abaixo do alvo na primeira dose, e quase 30 pontos na segunda.

Os pais e responsáveis devem levar as cadernetas de vacinação aos postos. As equipes farão a verificação individual, identificando quais doses cada criança ou adolescente ainda precisa receber conforme sua idade e histórico. A campanha não é apenas sobre sarampo. O cardápio de imunizantes disponíveis é amplo: BCG, hepatite A e B, pentavalente, poliomielite inativada, rotavírus, pneumocócica 10-valente, meningocócica C e ACWY, influenza, Covid-19, febre amarela, tríplice viral, varicela, DTP e HPV. Dezesseis vacinas ao todo, cada uma com seu calendário e indicações específicas.

Para os menores de um ano, há um detalhe importante. Crianças entre 6 e 11 meses e 29 dias receberão uma "dose zero" da tríplice viral durante a campanha. Essa aplicação não substitui as doses regulares previstas no Calendário Nacional — aos 12 e aos 15 meses. É um reforço estratégico, uma tentativa de criar proteção mais rápida em um momento de circulação do vírus.

Tatiana Lang, diretora do Centro de Vigilância Epidemiológica, explicou a lógica por trás da estratégia ampliada nas três cidades. A atualização das cadernetas é fundamental para proteger crianças e adolescentes contra doenças que podem ser prevenidas por vacina. Diante do cenário do sarampo, a expansão da campanha busca aumentar rapidamente a proteção da população e reduzir o risco de transmissão. É uma corrida contra o tempo — quanto mais pessoas vacinadas, menor a chance de novos casos.

O que vem pela frente é um teste de mobilização. Seiscentos e quarenta e cinco municípios, dezesseis vacinas, uma população infantil que precisa ser alcançada. Os postos estarão abertos. A pergunta agora é se os pais virão.

A atualização da caderneta é fundamental para proteger crianças e adolescentes contra doenças imunopreveníveis. Diante do cenário do sarampo, a estratégia ampliada nos três municípios busca aumentar rapidamente a proteção da população e reduzir o risco de transmissão.
— Tatiana Lang, diretora do Centro de Vigilância Epidemiológica
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