SES intensifica conscientização sobre câncer de mama e colo de útero no Outubro Rosa

Quando descoberto no início, a cura passa de 90%
A diferença entre diagnóstico precoce e tardio no câncer de mama e colo de útero é medida em chances de vida.
Mark

Por que o Outubro Rosa importa tanto? Parece uma campanha como outra qualquer.

Mimi

Porque concentra atenção em dois cânceres que matam mulheres todos os dias no Brasil. Quando detectados cedo, a cura passa de 90%. Quando não, as histórias são muito diferentes.

Luke

Mas esses números de 90% — de onde vêm? São do estado, do país, de estudos internacionais?

Mimi

A reportagem não especifica a origem. É uma afirmação do secretário de saúde, mas não há fonte citada para aquele percentual.

Mark

E quanto aos exames? Parecem estar disponíveis?

Mimi

Os números mostram movimento real: 33 mil mamografias em 2025, vários hospitais fazendo cirurgias e consultas. Mas Mato Grosso é um estado grande. Não sabemos se isso chega a todas as mulheres.

Luke

Exatamente. Sabemos quantos exames foram feitos, mas não sabemos quantas mulheres foram atendidas, se houve repetição, se há fila, se há acesso em cidades pequenas.

Mark

E o autoconhecimento que o médico menciona — é realmente eficaz?

Mimi

Ele diz que é fundamental. E faz sentido: nódulos, mudanças na pele, saída de líquido — essas coisas a mulher pode notar. Mas o médico também deixa claro que a mamografia detecta o que a palpação não consegue.

Luke

Então o autoconhecimento é importante, mas não é suficiente. Precisa dos exames.

Mimi

Isso. E precisa de acesso. E de informação. E de mulheres que se sintam seguras procurando ajuda.

Mark

O que mais chama atenção?

Mimi

O Centro de Reabilitação que oferece sutiãs pós-mastectomia de graça. Mostra que alguém está pensando na vida depois do diagnóstico, não só no diagnóstico.

Luke

Mas quantas mulheres sabem que isso existe? A campanha chega a elas?

  • O câncer de mama é a principal causa de morte por câncer entre mulheres no Brasil — uma urgência que não se resolve com campanhas sazonais, mas com acesso contínuo a exames.
  • Em 2025, Mato Grosso realizou 33.217 mamografias; só entre janeiro e julho de 2026, foram mais 18.567 — números que revelam tanto o esforço do sistema quanto a dimensão da demanda.
  • Hospitais estaduais acumulam milhares de consultas, cirurgias oncológicas e exames de imagem, enquanto um centro de reabilitação com 20 anos de história acolhe 70 pacientes em pré e pós-operatório, distribuindo sutiãs pós-mastectomia gratuitamente.
  • Médicos alertam para sinais que podem ser percebidos no próprio banho — nódulos, alterações na pele, retração do mamilo — e reforçam que o autoconhecimento é a primeira linha de defesa.
  • O protocolo é claro: mamografia anual a partir dos 40 anos, ultrassom antes disso, e a Unidade Básica de Saúde como porta de entrada — o sistema está montado, e o próximo passo é da mulher.

A cada outubro, o Brasil renova um compromisso coletivo com a vida das mulheres — e Mato Grosso responde com estrutura, dados e presença. A Secretaria de Estado de Saúde intensifica ações de prevenção do câncer de mama e do colo de útero, lembrando que a detecção precoce transforma prognósticos: quando descobertos no início, esses cânceres têm taxas de cura superiores a 90%. O que está em jogo não é apenas um exame, mas a distância entre uma vida interrompida e uma vida continuada.

Outubro chegou com sua cor e seu recado: a saúde da mulher não pode esperar. A Secretaria de Estado de Saúde de Mato Grosso reforça, durante o Outubro Rosa, a mensagem de que o câncer de mama e o câncer de colo de útero, detectados precocemente, têm chances de cura superiores a 90%. Essa diferença entre o diagnóstico tardio e o precoce não é marginal — é a diferença entre sequelas e vida plena.

O câncer de mama é a causa mais frequente de morte por câncer entre mulheres no Brasil. Em 2025, as unidades de saúde do estado realizaram 33.217 mamografias; de janeiro a julho de 2026, foram 18.567. O secretário Juliano Melo destaca que o trabalho acontece o ano inteiro. Só no Hospital Estadual Santa Casa, entre janeiro e agosto de 2026, foram 3.837 consultas com ginecologista, 3.732 com mastologista e mais de 4.500 exames de imagem. O Hospital Central de Alta Complexidade, gerido pelo Einstein, iniciou mamografias em setembro e já atendeu 245 mulheres, além de realizar 55 cirurgias oncológicas de mastologia entre junho e setembro.

A estrutura vai além dos exames. O Centro de Reabilitação Dom Aquino Corrêa, com 20 anos de história, acompanha 70 pacientes em pré e pós-operatório, oferece terapia individual e grupal, hidroterapia e distribui gratuitamente sutiãs pós-mastectomia. Em outubro, promove rodas de conversa todas as quartas-feiras — porque o câncer não termina com a cirurgia.

O médico Eduardo Garcia de Arruda, responsável pela mastologia da Santa Casa, explica que o autoconhecimento é fundamental. Sinais como nódulos nas mamas ou axilas, alterações na pele, retração do mamilo ou saída espontânea de líquido podem ser percebidos no banho ou diante do espelho. Há também fatores de risco modificáveis: sedentarismo, excesso de peso, álcool. E fatores protetores: atividade física, alimentação equilibrada, amamentação.

O rastreamento segue protocolo claro: mamografia anual a partir dos 40 anos, a cada dois anos dos 50 aos 75, e ultrassom para mulheres mais jovens. A Unidade Básica de Saúde é o ponto de partida — realiza ou solicita os exames, informa resultados e encaminha quando necessário. O sistema está montado. O que falta é o primeiro passo.

Outubro chegou e, com ele, a campanha anual que coloca a saúde da mulher em foco. A Secretaria de Estado de Saúde de Mato Grosso está orientando mulheres a procurarem unidades de saúde para cuidados preventivos, reforçando uma mensagem simples mas urgente: o câncer de mama e o câncer de colo de útero, quando descobertos cedo, têm chances de cura superiores a 90%. Essa diferença entre diagnóstico tardio e precoce não é marginal — é a diferença entre a vida com sequelas e a vida plena.

O câncer de mama é a causa mais frequente de morte por câncer entre mulheres no Brasil e a segunda neoplasia mais incidente na população feminina, atrás apenas do câncer de pele não melanoma. Os números refletem a escala do problema: em 2025, as unidades de saúde de Mato Grosso realizaram 33.217 mamografias. De janeiro a julho de 2026, foram 18.567. Esses exames não são apenas procedimentos — são portas de entrada para a detecção precoce que pode salvar vidas.

O secretário de Estado de Saúde de Mato Grosso, Juliano Melo, enfatiza que a Secretaria trabalha o ano inteiro para facilitar o acesso a esses exames. O Hospital Estadual Santa Casa, unidade da SES, realizou de janeiro a agosto de 2026 um total de 3.837 consultas com ginecologista e 3.732 com mastologista. No mesmo período, o hospital promoveu 1.934 mamografias bilaterais e 2.750 ultrassonografias, somando 4.524 exames de imagem dedicados à prevenção. O Hospital Central de Alta Complexidade, administrado pelo Einstein Hospital Israelita, começou a realizar mamografias em 15 de setembro deste ano e já atendeu 245 mulheres até 5 de outubro. Entre junho e setembro, realizou também 55 cirurgias de mastologia oncológica.

Mas a infraestrutura de exames é apenas parte da história. O Centro de Reabilitação Integral Dom Aquino Corrêa, que completou 20 anos em outubro, atende 70 pacientes em pré e pós-operatório de câncer de mama. A unidade oferece terapia individual e grupal, hidroterapia e distribui gratuitamente sutiãs pós-mastectomia para mulheres que perderam a mama. Neste mês, promove rodas de conversa informativas todas as quartas-feiras. Esse trabalho reconhece que o câncer não termina com a cirurgia — a reconstrução da vida continua.

O médico Eduardo Garcia de Arruda, responsável pela Oncologia Cirúrgica, Mastologia e Ginecologia da Santa Casa, explica que o autoconhecimento é fundamental. Os sinais de alerta incluem nódulos ou caroços na mama e axilas, mudanças no tamanho ou formato, alterações na pele como vermelhidão, retração do mamilo, ou uma textura que lembra casca de laranja. Também podem ocorrer retração mamilar, saída espontânea de líquido pelo mamilo (especialmente se for sangue) e feridas persistentes na região mamilar que não cicatrizam. Esses sinais podem ser detectados no banho, no autoexame, ou ao se olhar no espelho — práticas que custam nada e podem mudar tudo.

O câncer de mama está relacionado ao envelhecimento, com prevalência maior em pacientes acima dos 50 anos, mas os cuidados devem começar antes. Segundo Arruda, existem fatores de risco modificáveis: atividades físicas regulares, manutenção de peso saudável, evitar excesso de peso e consumo de bebidas alcoólicas, alimentação equilibrada e, quando possível, amamentação — que funciona como fator protetor. As consultas periódicas anuais e os exames de rastreamento também são essenciais.

O protocolo de rastreamento segue uma lógica clara: mulheres a partir dos 40 anos fazem mamografia anual; dos 50 aos 75 anos, a investigação passa a ser de dois em dois anos; abaixo dos 40 anos, o exame indicado é o ultrassom da mama. A mamografia, explica Arruda, é um raio-x capaz de detectar alterações imperceptíveis à palpação, permitindo diagnóstico precoce antes mesmo de a mulher sentir um nódulo. A Atenção Primária à Saúde — as Unidades Básicas de Saúde — é o lugar certo para começar: realiza ou solicita os exames, informa os resultados e acompanha quem tiver alterações, encaminhando para outros serviços quando necessário. O sistema está montado. O que falta é a mulher dar o primeiro passo.

A Secretaria realiza diversas ações ao longo do ano todo para facilitar o acesso a exames para detecção precoce. Quando descoberto no início, os cânceres de mama e do colo do útero podem ter índices de cura superiores a 90%.
— Juliano Melo, secretário de Estado de Saúde de Mato Grosso
O autoconhecimento do corpo é fundamental para o diagnóstico precoce. Os principais sinais de alerta seriam a presença de nódulo ou caroço na mama e nas axilas, mudanças no tamanho e formato da mama, e alterações na pele como vermelhidão ou retração do mamilo.
— Eduardo Garcia de Arruda, médico responsável pela Oncologia Cirúrgica, Mastologia e Ginecologia da Santa Casa
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