Senhora da Graça e Torre marcam edição especial da Volta a Portugal em Lisboa

A Torre é onde a Volta se decide verdadeiramente
A quarta etapa, com a subida de 20,2 quilómetros desde a Covilhã, separa os verdadeiros montanhistas do resto.
Mark

Porque é que a Torre e a Senhora da Graça são tão importantes nesta edição?

Mimi

São as duas montanhas que definem quem tem força suficiente para ganhar. A Senhora da Graça chega cedo, no segundo dia, e testa os favoritos. Mas a Torre é diferente — é o ponto mais alto de Portugal Continental, e a subida desde a Covilhã é considerada a mais exigente da serra da Estrela. Quem consegue ali é quem tem capacidade de vencer.

Mark

Porque é que a corrida foi adiada?

Mimi

A pandemia. Estava marcada para Julho e Agosto, mas era impossível. Quando conseguiram reagendar, perceberam que podiam fazer algo especial — terminar em Lisboa no dia em que se celebram 110 anos da República.

Mark

Isso muda a natureza da prova?

Mimi

Completamente. Não é apenas uma corrida de ciclismo. É um trajeto que liga o norte ao sul do país, e termina com um contra-relógio na Praça do Comércio, no coração de Lisboa. O vencedor é coroado no mesmo dia em que a República é celebrada oficialmente.

Mark

E os ciclistas têm tempo para respirar?

Mimi

Muito pouco. Logo no segundo dia há uma etapa de 180 quilómetros. A prova não permite descanso. Quem não estiver preparado para sofrer desde o início fica para trás.

Mark

Joaquim Agostinho é mencionado. Porque?

Mimi

Porque 2020 marca 50 anos da sua primeira vitória na Volta a Portugal. Uma das etapas homenageia esse momento histórico, na região Oeste onde ele venceu.

  • A pandemia forçou o adiamento da prova do seu calendário original de verão, obrigando a uma reorganização profunda do percurso e das datas.
  • O trajeto não perdoa: subidas à Senhora da Graça, às Penhas da Saúde e à Torre — o ponto mais alto de Portugal Continental — transformam esta edição numa das mais exigentes da história recente.
  • A quarta etapa, entre a Guarda e a Torre, com 20,2 quilómetros de subida desde a Covilhã, será o momento em que a corrida se decide e os verdadeiros escaladores se separam do pelotão.
  • A chegada a Lisboa coincide com a celebração oficial dos 110 anos da República, num contrarrelógio pelas artérias mais simbólicas da cidade ribeirinha.
  • O que nasceu de uma crise transformou-se numa edição comemorativa que liga o desporto à história política do país.

Entre Fafe e Lisboa, ao longo de 1183,9 quilómetros e nove dias de prova, a Volta a Portugal regressa em 2020 como edição especial — adiada pela pandemia, reinventada como celebração. O pelotão chegará à capital no dia 5 de Outubro, quando o país assinala 110 anos da Implantação da República, unindo o esforço atlético à memória histórica numa só jornada. É a prova-rainha a encontrar, no calendário da adversidade, um significado maior do que o habitual.

Lisboa receberá o vencedor da Volta a Portugal no dia em que o país celebra 110 anos da Implantação da República. A edição especial de 2020 percorrerá 1183,9 quilómetros entre Fafe e Lisboa, de 27 de Setembro a 5 de Outubro, numa jornada que entrelaça desporto e história nacional.

A corrida arranca com um prólogo de sete quilómetros em Fafe — uma contrarrelógio curta para os homens do cronómetro — antes de revelar a sua verdadeira natureza. A segunda etapa, de Paredes ao alto da Senhora da Graça em Mondim de Basto, é o primeiro grande teste aos favoritos, com passagem pela serra do Marão e pelo Barreiro. A terceira etapa, entre Felgueiras e Viseu, oferece um respiro aos velocistas antes do momento decisivo.

Essa decisão chega na quarta etapa, entre a Guarda e a Torre, com 148 quilómetros e uma subida final de 20,2 quilómetros desde a Covilhã pelas Penhas da Saúde — a vertente mais exigente da serra da Estrela. É aqui que os montanhistas se separam do resto. As etapas seguintes atravessam o Oeste e a região de Setúbal, com uma subida pela Arrábida antes da chegada final.

Loures, onde a República foi proclamada um dia antes do resto do país, marca o arranque da penúltima etapa. E no dia 5 de Outubro, Lisboa coroará o vencedor num contrarrelógio de 17,7 quilómetros pelas artérias mais simbólicas da baixa e da zona ribeirinha. Esta edição nasceu de uma necessidade — a pandemia adiou a prova do verão — mas transformou-se numa celebração simultânea do desporto e da memória histórica portuguesa.

Lisboa vai receber o vencedor da Volta a Portugal no dia em que o país celebra 110 anos da Implantação da República. A edição especial da prova-rainha do calendário nacional português percorrerá 1183,9 quilómetros entre Fafe e Lisboa, de 27 de Setembro a 5 de Outubro, transformando-se numa jornada que marca tanto o desporto como a história política do país.

O anúncio foi feito numa quarta-feira, confirmando um trajeto que não oferece respiro aos competidores. A corrida arranca em Fafe com um prólogo de sete quilómetros — uma contrarrelógio curta desenhada para homens velozes, aqueles que dominam a luta contra o cronómetro e que conquistarão a primeira camisola amarela. Desde o segundo dia, porém, a prova revela a sua verdadeira natureza: uma ligação de 180 quilómetros entre Montalegre e o alto de Santa Luzia, em Viana do Castelo, onde a meta coincide com uma contagem de montanha de terceira categoria.

O primeiro grande teste aos favoritos chega na segunda etapa, a 29 de Setembro. O pelotão sai de Paredes e percorre 167 quilómetros até ao alto da Senhora da Graça, em Mondim de Basto, enfrentando antes duas outras contagens de primeira categoria na serra do Marão e no Barreiro. É aqui que a corrida começa a definir-se, onde os homens da geral revelam as suas verdadeiras forças. A terceira etapa, entre Felgueiras e Viseu, oferece um respiro de 171,9 quilómetros — um dia teoricamente tranquilo onde os sprinters podem finalmente vencer.

Mas a quarta etapa é onde a Volta se decide verdadeiramente. Entre a Guarda e a Torre — o ponto mais alto de Portugal Continental — há 148 quilómetros de luta. A meta, coincidente com um prémio de montanha de categoria especial, será alcançada pela vertente que muitos consideram a mais exigente da serra da Estrela: uma subida de 20,2 quilómetros desde a Covilhã, passando pelas Penhas da Saúde. Antes disso, os ciclistas enfrentam ainda uma escalada de segunda categoria nas Penhas Douradas e outra de terceira em Sarzedo. É uma jornada que separa os verdadeiros montanhistas do resto.

A quinta etapa devolve a oportunidade aos velocistas. Entre Oliveira do Hospital e Águeda, ao longo de 176,3 quilómetros, a vitória de etapa volta a estar ao alcance dos mais rápidos. Segue-se uma etapa de 155 quilómetros na região Oeste, entre as Caldas da Rainha e Torres Vedras, que marca o cinquentenário da primeira vitória de Joaquim Agostinho na Volta a Portugal.

Loures, onde a República foi declarada um dia antes do resto do país em 4 de Outubro de 1910, assinala a efeméride com o arranque da sétima etapa. O percurso termina em Setúbal, depois de uma subida de segunda categoria na Arrábida nos últimos quilómetros de um trajeto de 161 quilómetros. E no dia 5 de Outubro, quando se celebram oficialmente 110 anos da Implantação da República Portuguesa, Lisboa coroará o vencedor. O dono da camisola amarela será encontrado no final de um contra-relógio de 17,7 quilómetros que parte da Avenida Ribeira das Naus para chegar na Praça do Comércio, percorrendo algumas das artérias mais simbólicas da zona ribeirinha e da baixa da cidade.

Esta edição especial nasceu de uma necessidade. A Volta a Portugal estava originalmente agendada para o período entre 29 de Julho e 9 de Agosto, mas a pandemia do novo coronavírus forçou o adiamento. A federação assumiu a realização desta versão modificada, transformando um calendário desorganizado numa oportunidade para celebrar simultaneamente o desporto e a história nacional.

A edição especial da prova-rainha do calendário nacional acontece em Fafe, com um prólogo de sete quilómetros talhado para homens velozes
— Anúncio da federação
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